Passaram-se
algumas semanas, já estávamos na semana de festas novamente. Diferente de todos
os anos, os Yardbirds não foram comemorar na casa de Chris, eles preferiram
alugar um apartamento somente para a banda e amigos comemorarem. Cada um levou
seu prato favorito.
Todos já
estavam lá, exceto Josephine e Relf;
- Onde será
que eles estão? – dizia Jimmy.
- Acalme-se
homem, eles já estão chegando.
Jimmy não
parava quieto de ansiedade, ele estava sentado no sofá segurando um pequeno
pacote vermelho com um belo laço caprichado.
- Só um
presente? Para quem? – disse Layla.
- Para a
Josy...
- Keith não
vai gostar disso, Jimmy.
- Eu não
ligo.
Depois de
alguns minutos, Keith finalmente chegou, entrou abraçado com Josephine, o que
deixou Jimmy meio sem jeito. Todos os cumprimentaram alegremente, e Jimmy, o
mais discreto possível, cutucou o ombro de Josephine:
- Ah, oi
Jimmy! – disse ela.
- Josy eu... –
antes que Jimmy terminasse Jim o interrompeu:
- Vocês não
querem bolo? – sorriu.
Josephine não
negou, e acabou deixando Jimmy lá com cara de parede.
***
- Robert, a
gente devia entrar, já devem ter notado que sumimos. – dizia Alberta ofegada
pelos beijos de Robert. Eles haviam descido para o salão do prédio.
- Ora... Não
posso lhe dar meu presente de Natal?
- Esse seu
presente está muito assanhado pro meu gosto!
Os dois
começaram a se beijar docemente no pequeno banco, até que uma moça, de cabelos
até os ombros, castanhos, se sentou ao lado deles acendendo um cigarro. Os dois
pararam.
- Podem
continuar... – disse ela totalmente desanimada.
Alberta sem
graça respondeu:
- Nos
desculpe...
- Não peça
desculpas, eu é que estou incomodando.
O fato de a
garota dizer aquelas coisas e continuar ali deixava Robert Plant com um pouco
de receio, então para barrar o clima, ele começou a puxar assunto:
- Bom... Já que já nos incomodou, vai ser obrigada a
falar com a gente, qual seu nome? – disse Robert em tom de ignorância e um
pouco de gozação.
- Meu nome é
Sophie, e não me venha falar o seu porque eu não quero saber...
- Você está
sozinha Sophie? – disse Alberta.
- Não tenho
ninguém, eu sempre estou a sós, até mesmo no Natal.
- Por que não
vem conosco?
- Se não for incomodar...
Só dou uma bebida e já vou embora.
Os três
levantaram e foram até o apartamento.
***
- Sabe Louise...
Eu esperava que o Jonesy se declarasse para mim essa noite. – dizia Layla
desanimada.
- Ora Lay...
Cada um tem seu tempo, eu sei que o Jonesy sente algo por você.
- Já estou
perdendo as esperanças...
- Ai que
horror! Não diga isso.
As duas se
levantaram e foram até a mesa;
“Um brinde ao
nosso próximo álbum, que será lançado daqui pouco tempo!” Gritava Chris.
Enquanto
todos pulavam, Jimmy deu um jeito de chamar a atenção de Josephine, os dois foram
até a sacada:
- Josy... Comprei-lhe
um presente. – Jimmy pegou a caixinha e deu para Josephine.
Quando ela
abriu, seus olhos brilharam, era uma simples lâmpada, porem para Josephine, não
tão simples. Ela era fã do inventor Thomas Edison, e Jimmy havia conseguido uma
das lâmpadas originais dele, que eram usadas no século XIX. Josephine pulava de
alegria. Não era uma simples lâmpada.
Todos lá
dentro estavam distraídos, porém lá fora, Darlene e Ginger caminhavam na
calçada do prédio.
Ginger estava
totalmente bêbado, mas isso não impediu Darlene de aprontar de novo: Ela olhou
para cima e viu Jimmy e Josephine na sacada. Saiu correndo até a entrada do
prédio, e pediu para o porteiro que telefonasse para o quarto dos Yardbirds.
- Alô... –
disse Relf.
- Oi? Relf?
Sou eu a Darlene!
- O que você
quer? Nem no Natal temos sossego?
- Só liguei
para te alertar: eu se fosse você prestava mais atenção na sua namorada,
especialmente agora!
- Agora?
- Vai já para
a sacada! Ela está te traindo com o baixista!
Relf bateu o
interfone no gancho e foi direto para a sacada.
“Eric estava certo” Relf repetia
isso na sua mente, a nova formação foi a tal sugerida; Jimmy foi para a
guitarra e Chris para o baixo. Logo 1967 iria chegar e um álbum novo iria ser
lançado. As composições iam de médias a boas, e Keith estava ficando preocupado...
Não apenas com a evolução da banda, mas também, com seu relacionamento com
Josephine:
- Você anda bem próxima do
Jimmy, não é?
- Sim, ele me faz companhia
quando você não está.
Relf olhou para baixo com decepção,
Josephine começou a passar a mão no rosto dele enquanto dizia:
- Ei, não fique assim, eu amo
você, Jimmy é só um colega...
- Jimmy já esta em outro nível.
- Bom... Talvez ele já seja meu
amigo, mas nada mais...
- Tá...
Antes que eles dissessem mais
alguma coisa, Alberta chegou à sala em que eles estavam, e disse:
- Gente, o meu irmão chamou
todos nós para ir ver a apresentação da banda dele.
- Achei que a banda dele estava
indo de mal a pior...
- E está... Mas ele insiste.
- Nós vamos então, não é Keith?
- Ok...
Todos se arrumaram, e dali umas três
ou quatro horas todos estavam prontos.
- Eu vou depois... – disse Layla.
- Hm, tem algum compromisso? –
disse Alberta.
Layla olhou com um olhar
malicioso, e esperou que todos saíssem para terminar de se arrumar, dali uns 20
minutos, ela estava pronta e a campainha tocou.
- Ah... Oi Jonesy, estava te
esperando. – disse ela abrindo a porta animada.
Jonesy havia dito para Layla que
tinha uma surpresa para ela naquela noite.
- Então, o que você queria me
mostrar Jonesy?
Ele colocou a mão no bolso, e de
lá, tirou um pequeno papel dobrado e o entregou para Layla. A garota o
desdobrou com os olhos brilhando, e ao abrir, era um doce e curto poema,
simples, porem sincero.
- Oh John! É lindo! Por que escreveu isso para
mim?
- Eu simplesmente gosto muito da
sua companhia... E isso é um jeito de lhe mostrar como.
Ela o abraçou, ele ficou
vermelho, então ela completou:
- Bem... Então vamos?
Eles se levantaram e foram até
onde iria ter a apresentação, em uma espécie de bar, ao chegarem logo avistaram
os Yardbirds e as garotas.
Todos deliravam com o som da
banda do irmão de Alberta, Robert no vocal era algo inovador, sem dúvidas.
Todos que assistiam a banda tocar, nem piscavam, eram atraídos totalmente pelo
som diferente que aquilo trazia... Mas para Layla, aquela magia foi logo interrompida, com uma voz familiar:
era Eric.
- Olá amor.
Layla virou para trás e se assustou.
O Cream todinho estava ali, Louise ao ver aquela cena disse:
- Eric... Mas que palhaçada é
essa?
- Eu só vim aqui dar um Olá para
a minha noiva ué... Não posso?
- Você enlouqueceu, foi? Eric a
gente não tem mais nada! – gritou Layla.
- Ora querida... Não seja dura
consigo mesma, eu sei exatamente que você ainda me quer. – dizia Clapton
pegando nos braços de Layla e tentando beijar seu pescoço, obrigando-a, porem ela tentava reagir. Jonesy ao ver aquilo se
levantou brutamente e disse:
- Tire as mãos dela, Eric!
- O que foi que você disse?
- Eu disse para você tirar as
mãos dela! (pequena kibação de De voltara
para o futuro parte I Biff e George McFly hue)
- Vai sonhando...
Jonesy não aguentou ouvir
aquilo, ele simplesmente subiu em cima da mesa e avançou em Clapton, a mesa tombou
e mesmo com a banda ainda no palco, os olhos de todos se voltaram a eles.
Os dois se socavam, Jonesy já
estava com o nariz sangrando, Relf tentava apartar a briga, e Layla começou a
chorar, estava em pânico.
De repente a música foi
interrompida, quando todos olharam para o palco; Era Jeff Beck, que havia
tomado o microfone das mãos de Robert, ele deu três batidas no microfone e
começou a dizer:
- Bem... É o seguinte, eu vim
aqui para fazer as pazes pacificamente com a minha ex-banda. Acho que agora vocês
tem absoluta certeza que o Clapton sempre foi o encrenqueiro desde o inicio,
não é mesmo Louise?
- Só pode ser brincadeira... –
disse Jim baixinho para Jimmy.
- Beck! Pare já com essa
infantilidade! – gritava Alberta.
- Infantilidade? Eu...
Jeff logo foi interrompido pelas
vaias do resto da plateia, alguém o agarrou por trás, era Stu:
- Sai daí seu idiota, o que você
pensa que está fazendo. – disse ele para Jeff cochichando.
- Saia daqui seu anão! – gritou Jeff
– eu faço o que eu quiser, e aquele idiota do Clapton, como vocês conseguem
falar com aquele maldito e...
- Hey, se acalme aí, Beckão. –
disse Eric se aproximando do palco em tom de ironia, deixando Jonesy caído no
chão. – para começar, vamos deixar a banda do Robert garoto propaganda de
shampoo continuar seu show e...
Clapton foi interrompido com um
tapa que Alberta havia acabado de lhe dar em surpresa. Ele passava a mão em seu
próprio rosto enquanto gritava “vagabunda” para ela em cima do palco, logo os
seguranças do bar acabaram com a briga. Colocando Eric, Jeff, as garotas, os
Yardbirds e a banda de Robert Plant para fora.
- Vocês estragaram a noite de
todo mundo... – disse Jimmy.
- Quem chamou esses
encrenqueiros aqui? – disse Josephine tentando acalma-lo.
- Venha, vamos embora pessoal. –
disse Chris desanimado aos Yardbirds. Eles se levantaram e foram caminhando
tristemente para a casa. De longe avistavam a banda de Robert, Eric e Jeff,
cada um virando por uma rua diferente.
Passaram-se
semanas, e os Yardbirds, graças ao ocorrido, não conseguiram terminar a sua
turnê pela Europa, e voltaram antes do esperado.
- O que será
de nós? – dizia Chris.
Certamente,
todos estavam preocupados. Jeff havia sido a única esperança da banda e era o
melhor guitarrista até agora. Keith estava desnorteado, sem saber oque fazer.
Alguns dias depois que voltaram à
Londres, Louise recebeu um telefone de Clapton, dizendo que iria fazer uma
visita para os Yardbirds, só ele, sem mais ninguém do Cream:
- O que você
quer aqui? – dizia Jimmy.
- Ei, acalme-se japa! – dizia Clapton.
- O que você
tem contra “japas”, Eric? – perguntou Layla, que era descendente de asiáticos.
- Nada... É
que ele tem os olhos tão puxados e...
- Chega de
papo furado! – disse Keith – fale logo o que você quer.
- Eu vim aqui
alertar vocês.
- Sobre?
Clapton
colocou as mãos nos bolsos, e de lá, tirou uma revista; última edição,
jogando-a na mesa. Na capa, uma foto dos Beatles.
- Sabem o que
isso? – disse Clapton.
- Os
Beatles... – disse Jim.
- Prestem
atenção, já estamos quase em 1967!
- E dai? –
disse Louise.
- E dai?
Prestem atenção pessoal, está mais que obvio que os Beatles não são mais
aqueles quatro boiolinhas que saiam correndo de fãs em A hard day’s night. Se
vocês não notaram, as coisas mudaram por aqui. Os Kinks já vão lançar o 5° álbum...
Herman’s Hermits... Aonde estão os caras? E os Monkees, vocês ainda acham que
os episódios daquela porcaria se resumem em David Jones caçando meninas? NÃO, a
coisa evoluiu. Olhem em volta! Aqueles Easybeats da Austrália, músicas
australianas estão fazendo mais sucesso que as músicas de vocês! O The Who, já
esta partindo para outra! E os Small Faces? Ainda estão aí por causa da inovação
que trouxeram!
- Aonde você
quer chegar? – disse Keith.
- Chega de ser
esse garotinho, loirinho, bonitinho Relf! É hora de mudar! E vocês podem
começando, tendo só um guitarrista.
- Você
enlouqueceu?
- Não sei
quanto a você, mas as suas fãs parecem estar mais preocupadas em acompanhar a
mudança de formação de vocês do que a música! E se você não notou, esse cara é
um monstro nas seis cordas. – dizia Eric apontando para Jimmy.
- Eric, você
deve estar delirando e...
- Preste
atenção! Coloque o Jimmy na guitarra e o Chris no baixo, vocês vão ver a
evolução de vocês.
Keith o
olhava com desconfiança, mas pensava melhor, talvez Clapton estivesse certo.
***
Naquele fim
de tarde, Robert convidou Alberta para ir até a lanchonete da qual Jonsey
trabalhava, ela decidiu levar Layla junto, pois achava que ela estava muito
abatida. Por coincidência encontraram Stu no caminho, e os quatro foram juntos.
- Eu estou
preocupado! – exclamou Stu.
- Sim... Já pensou
se a ideia do Eric falha? Será o fim da banda... – disse Layla.
- Ah gente,
vamos mudar de assunto pelo amor de Deus!
- Robert tem
razão... Vamos falar de outra coisa. – disse Alberta.
- Bem, eu
tenho um assunto bem mais interessante. – disse Jonesy se aproximando da mesa, de
surpresa.
- Que assunto,
Jonesy? – disse Stu.
- Não é bem
um assunto... É mais uma novidade... Não muito boa.
- Fala logo!
- Estou sem
banda... Pois é, minha banda já era. Também não é para menos... Lá só tinha
barraco.
- E você toca
o que? – perguntou Robert interessado.
- Bem...
Qualquer coisa na verdade!
- Jonesy sabe
tocar centenas de instrumentos! – disse Alberta.
***
- Estou com
medo Jimmy... – dizia Josephine, ao lado do amigo no sofá.
- E eu posso
saber o motivo da madame estar aflita assim?
- E se
acontecer alguma coisa com a banda... O Relf iria enlouquecer e...
Jimmy a
interrompeu com um abraço;
- Não quero
que fique preocupada, Relf é um cara inteligente, ele sabe o que faz, se ele
quer me por na guitarra... Ele está certo.
- É... Você
deve estar certo.
- Além de ele
ser inteligente... É muito sortudo também.
- Por que diz
isso?
Jimmy iria
responder, mas sua voz falhou, ele engoliu seco e disse gaguejando:
- Ora Ora
olhem aquilo rapazes. – dizia Darlene, que estava caminhando junto de Jack e
Ginger apontando para Clapton e Louise que estavam na praça.
- Essa não! O
Jeff não vai gostar nada disso! – disse Ginger ironizando.
- Acho que deveríamos
avisa-lo, para seu próprio bem... Pobrezinho. – disse Darlene.
- Gente, acho
melhor não. – falou Jack.
- O que foi?
Está com medo de pegar fama de x9? – disse Darlene.
- Não quero
confusão, Darlene.
- Escute aqui
marica, eu e o Ginger vamos agora falar com o corninho, se não quiser ir, tudo
bem, mas não pense em ir avisar a Louise que estamos indo lá!
- Mas eles
não estão fazendo anda demais Darlene!
- Por
enquanto!
Darlene
agarrou Ginger e eles foram correndo até o hotel dos Yardbirds:
- Deixe-nos
entrar! É urgente!
- Até fora da
Inglaterra esse Cream nos trás problemas... – disse Chris.
- Calma! Eu
vou resolver isso. – disse Keith.
- O que vocês
querem?
- Quero
avisar ao seu amiguinho Jeff, que a Louise está o traindo com o Eric nesse
exato momento.
- O que?! –
gritou Jeff do fundo da sala.
- Me sigam!
Darlene, os
Yardbirds e as garotas os seguiram, logo chegaram à praça e a sena exatamente
de Eric conversando com Louise:
- Eu já te
falei para ficar longe dela seu maldito! – gritou Jeff do outro lado da praça.
- Amor calma!
– disse Louise abraçando Jeff. – ele está me pedindo desculpas!
- Desculpas?
Sei, vocês não me enganam.
- Você enlouqueceu?
A Louise está falando a verdade... – disse Eric.
- Você cale
essa boca! A Darlene me contou tudo... Eu te amava Louise, como você pode!
- Mas eu não
fiz nada! O Eric só está aqui me pedindo desculpas por toda encrenca que trouxe
para a gente e...
- Cala a
boca! Eu não quero ouvir! – gritava Jeff perturbado e chorando.
- Jeff...
- Cala a boca
Clapton!
- Ora Jeff,
você não confia na sua namorada mais? – disse Jack.
Jeff o olhou
com ódio, e não suportou, avançou em Clapton dando-o um soco no nariz,
fazendo-o cair no chão de dor.
- Geoffrey! –
dizia Louise. – O Eric não estava dando em cima de mim! Para de bater nele!
- Você está
defendendo seu amantezinho é?
Louise em
desespero saiu correndo de lá em direção ao hotel, Chris, Jim e Josephine foram
atrás dela, e o resto do pessoal que ficou na praça, estavam pasmos.
- Está vendo
o que você fez? – disse Keith em direção de Darlene.
- Eu? Eu só
avisei!
- Não brigue
com ela Keith! Ela estava nos protegendo. – disse Jeff.
- E se a
Louise estivesse falando a verdade? – disse Keith.
- Não estava!
- Estava sim!
– gritou Clapton sem forças.
- Cale a boca
seu idiota! Não quer um chute no meio do estomago, ou quer?
- Jeff, para
com isso, ele já aprendeu. – disse Alberta.
- Estão do
lado desse idiota que nos tratou mal todo esse tempo?
- Não estamos
do lado de ninguém! Pare com isso. – disse Jimmy.
- E você...
Se achando o super músico né, seu metido. – disse Jeff cuspindo em Jimmy.
- Ora seu...
- Vai me
bater Paginha? Está do lado do Eric porque você faz o mesmo que ele né. – disse
Jeff, fazendo Keith ficar desnortado.
- O que? –
Keith perguntou?
- Keith pelo
amor, você da ouvidos á ele? – disse Layla.
- Agora é
isso né, sou um ninguém! – gritou Beck – Querem saber? Adeus, para todos vocês
eu morri! Estou saindo desse cu de banda, e boa sorte para achar algum
guitarrista tão bom quanto eu!
Jeff saiu de
lá em direção ao hotel, ele entrou lá e Louise estava chorando no sofá sendo
acolhida pelos três amigos, ele fingiu que nem viu, pegou suas malas e saiu de
lá.
- O que
houve? – disse Josephine para o resto dos garotos que entraram depois que Beck
saiu.
- Jeff saiu
da banda... – disse Keith com lágrimas nos olhos.
- Oh amor,
não precisa chorar por causa disso! Vocês vão arranjar alguém e...
- Não é por
causa disso que eu estou chorando Josy.
- É por causa
do que?
- Jeff disse
que o Jimmy é seu amante...
Josephine
arregalou os olhos, ela nunca iria trair Keith:
- Não
acredito que você pensa isso de mim. – ela começou a chorar.
Keith vendo a
cena da namorada chorando, sentiu remorso por ter dito aquilo, e logo a abraçou
dizendo:
- Me perdoa,
eu sei que você jamais faria isso, ele é um idiota e não sabe o que diz... Eu
te amo.
Josephine
dormiu no quarto de Alberta aquela noite, ela chorou muito, estava muito
magoada com Keith e ao mesmo tempo se sentia culpada. Quase não conseguiu
dormir.
Na manhã
seguinte, Relf ligou para ela:
- Oi Josy...
- O que você
quer?
- Eu quero te
pedir desculpas... Por ter sido um idiota ontem.
- Hm...
- Não faz
assim Josy, por favor, eu senti saudades de você do meu lado cuidando de mim,
eu não sou nada sem você, volta pra casa... Eu quero você aqui.
- Eu não sei
Keith... Nunca tínhamos brigado daquele jeito e...
- Por isso
mesmo, devemos apenas esquecer isso.
- Eu não sei.
- Eu vou ai
te buscar. – disse Keith desligando o telefone.
Ele pegou um
punhado de flores que estavam em cima da mesa do hotel, e foi em direção ao
quarto de Alberta, cuja atendeu a porta;
- Ela esta
ali. – disse Alberta apontando para o sofá.
Keith foi
correndo até ela e a presenteou com um beijo longo e amoroso;
- Me
perdoe... Por favor, não vai acontecer de novo.
- Eu não
consigo ficar sem você seu idiota. – dizia Josephine o beijando.
***
Um mês se
passou, e os Yardbirds iriam finalmente lançar o novo álbum, chamado “Roger the
engineer”. Estavam todos animados, e preocupados, com a mudança de alguns
membros da banda, estavam com receio do que o publico poderia pensar.
- E se
desistirem da gente?
- Não diga
bobagens Chris. – disse Stu. – esse álbum vai sair melhor que o outro.
- Espero
viu... – respondeu Jimmy.
- Com certeza
vai. – dizia Josephine sorrindo para o baixista.
Jimmy se
aproximou de Josephine tirando uma pequena caixinha do seu bolso:
- Comprei
isso para você Josy, será um símbolo de nossa amizade.
Josephine
abriu a caixinha, era uma palheta vermelha na qual seu nome estava escrito;
- É lindo
Jimmy! Eu adorei!
- O que é
isso Josy? – perguntou Relf se aproximando e colocando a mão nos ombros de
Josephine.
- É uma
palheta com o meu nome! Não é linda?
- É... Bem
interessante.
- Eu mesmo
que mandei escrever seu nome nela – respondeu Jimmy.
- Oh Jimmy...
Josephine
abraçou o amigo, deixando Keith com os olhos fervendo de tanto ciúmes, até que
a cena foi interrompida por Stu:
- Está tudo
pronto, vamos começar?
***
Longe dali...
Layla, Alberta e Louise caminhavam, elas estavam cansadas das brigas que
ocorriam em toda gravação, então decidiram ficar de fora dessa vez.
- Em todas as
gravações tem briga! – exclamou Louise.
- Não só nas
gravações. – disse Alberta.
Elas foram
até um restaurante almoçar e começaram a conversar sobre tudo que estava
acontecendo;
- Ah... Eu me
sinto tão sozinha. – dizia Layla.
- Mas e
aquele tal Jack, Lay? – perguntou Louise.
- Ele não
quer nada sério comigo gente... Só diversão, e também aquele povo do Cream é
treta na certa, não iria pra frente.
- Como sabe
se não tenta? – disse Alberta.
- Não tem
como tentar...
Elas
terminaram o almoço e foram direto para o hotel, e quando chegaram tiveram uma
surpresa:
- Uma carta
para você Louise, é em anônimo.
Louise pegou
a carta e abriu, nela dizia:
“Me encontre na praça principal daqui 2h.”
- Quem será
que mandou isso?
- Algum
admirador – brincou Layla.
- Não diga
isso nem brincando! – exclamou Louise.
Louise foi se
arrumar, saiu 10 minutos antes do horário, o que a fez chegar a ponto.
Quando chegou
a praça, se surpreendeu com quem havia lhe mandado a carta: