segunda-feira, 24 de março de 2014


Uma nova Fanfic... Ou melhor: um novo conto. Em breve.

Autores:

Maria Alice e Paulo Fernando


domingo, 8 de setembro de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 18)

Parte IV - Pequenos Jogos



Passaram-se algumas semanas, já estávamos na semana de festas novamente. Diferente de todos os anos, os Yardbirds não foram comemorar na casa de Chris, eles preferiram alugar um apartamento somente para a banda e amigos comemorarem. Cada um levou seu prato favorito.
Todos já estavam lá, exceto Josephine e Relf;
- Onde será que eles estão? – dizia Jimmy.
- Acalme-se homem, eles já estão chegando.
Jimmy não parava quieto de ansiedade, ele estava sentado no sofá segurando um pequeno pacote vermelho com um belo laço caprichado.
- Só um presente? Para quem? – disse Layla.
- Para a Josy...
- Keith não vai gostar disso, Jimmy.
- Eu não ligo.
Depois de alguns minutos, Keith finalmente chegou, entrou abraçado com Josephine, o que deixou Jimmy meio sem jeito. Todos os cumprimentaram alegremente, e Jimmy, o mais discreto possível, cutucou o ombro de Josephine:
- Ah, oi Jimmy! – disse ela.
- Josy eu... – antes que Jimmy terminasse Jim o interrompeu:
- Vocês não querem bolo? – sorriu.
Josephine não negou, e acabou deixando Jimmy lá com cara de parede.

***

- Robert, a gente devia entrar, já devem ter notado que sumimos. – dizia Alberta ofegada pelos beijos de Robert. Eles haviam descido para o salão do prédio.
- Ora... Não posso lhe dar meu presente de Natal?
- Esse seu presente está muito assanhado pro meu gosto!
Os dois começaram a se beijar docemente no pequeno banco, até que uma moça, de cabelos até os ombros, castanhos, se sentou ao lado deles acendendo um cigarro. Os dois pararam.
- Podem continuar... – disse ela totalmente desanimada.
Alberta sem graça respondeu:
- Nos desculpe...
- Não peça desculpas, eu é que estou incomodando.
O fato de a garota dizer aquelas coisas e continuar ali deixava Robert Plant com um pouco de receio, então para barrar o clima, ele começou a puxar assunto:
- Bom...  Já que já nos incomodou, vai ser obrigada a falar com a gente, qual seu nome? – disse Robert em tom de ignorância e um pouco de gozação.
- Meu nome é Sophie, e não me venha falar o seu porque eu não quero saber...
- Você está sozinha Sophie? – disse Alberta.
- Não tenho ninguém, eu sempre estou a sós, até mesmo no Natal.
- Por que não vem conosco?
- Se não for incomodar... Só dou uma bebida e já vou embora.
Os três levantaram e foram até o apartamento.

***

- Sabe Louise... Eu esperava que o Jonesy se declarasse para mim essa noite. – dizia Layla desanimada.
- Ora Lay... Cada um tem seu tempo, eu sei que o Jonesy sente algo por você.
- Já estou perdendo as esperanças...
- Ai que horror! Não diga isso.
As duas se levantaram e foram até a mesa;
“Um brinde ao nosso próximo álbum, que será lançado daqui pouco tempo!” Gritava Chris.
Enquanto todos pulavam, Jimmy deu um jeito de chamar a atenção de Josephine, os dois foram até a sacada:
- Josy... Comprei-lhe um presente. – Jimmy pegou a caixinha e deu para Josephine.
Quando ela abriu, seus olhos brilharam, era uma simples lâmpada, porem para Josephine, não tão simples. Ela era fã do inventor Thomas Edison, e Jimmy havia conseguido uma das lâmpadas originais dele, que eram usadas no século XIX. Josephine pulava de alegria. Não era uma simples lâmpada.
Todos lá dentro estavam distraídos, porém lá fora, Darlene e Ginger caminhavam na calçada do prédio.
Ginger estava totalmente bêbado, mas isso não impediu Darlene de aprontar de novo: Ela olhou para cima e viu Jimmy e Josephine na sacada. Saiu correndo até a entrada do prédio, e pediu para o porteiro que telefonasse para o quarto dos Yardbirds.
- Alô... – disse Relf.
- Oi? Relf? Sou eu a Darlene!
- O que você quer? Nem no Natal temos sossego?
- Só liguei para te alertar: eu se fosse você prestava mais atenção na sua namorada, especialmente agora!
- Agora?
- Vai já para a sacada! Ela está te traindo com o baixista!
Relf bateu o interfone no gancho e foi direto para a sacada.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 17)

Parte IV - Pequenos Jogos




“Eric estava certo” Relf repetia isso na sua mente, a nova formação foi a tal sugerida; Jimmy foi para a guitarra e Chris para o baixo. Logo 1967 iria chegar e um álbum novo iria ser lançado. As composições iam de médias a boas, e Keith estava ficando preocupado... Não apenas com a evolução da banda, mas também, com seu relacionamento com Josephine:
- Você anda bem próxima do Jimmy, não é?
- Sim, ele me faz companhia quando você não está.
Relf olhou para baixo com decepção, Josephine começou a passar a mão no rosto dele enquanto dizia:
- Ei, não fique assim, eu amo você, Jimmy é só um colega...
- Jimmy já esta em outro nível.
- Bom... Talvez ele já seja meu amigo, mas nada mais...
- Tá...
Antes que eles dissessem mais alguma coisa, Alberta chegou à sala em que eles estavam, e disse:
- Gente, o meu irmão chamou todos nós para ir ver a apresentação da banda dele.
- Achei que a banda dele estava indo de mal a pior...
- E está... Mas ele insiste.
- Nós vamos então, não é Keith?
- Ok...
Todos se arrumaram, e dali umas três ou quatro horas todos estavam prontos.
- Eu vou depois... – disse Layla.
- Hm, tem algum compromisso? – disse Alberta.
Layla olhou com um olhar malicioso, e esperou que todos saíssem para terminar de se arrumar, dali uns 20 minutos, ela estava pronta e a campainha tocou.
- Ah... Oi Jonesy, estava te esperando. – disse ela abrindo a porta animada.
Jonesy havia dito para Layla que tinha uma surpresa para ela naquela noite.
- Então, o que você queria me mostrar Jonesy?
Ele colocou a mão no bolso, e de lá, tirou um pequeno papel dobrado e o entregou para Layla. A garota o desdobrou com os olhos brilhando, e ao abrir, era um doce e curto poema, simples, porem sincero.
 - Oh John! É lindo! Por que escreveu isso para mim?
- Eu simplesmente gosto muito da sua companhia... E isso é um jeito de lhe mostrar como.
Ela o abraçou, ele ficou vermelho, então ela completou:
- Bem... Então vamos?
Eles se levantaram e foram até onde iria ter a apresentação, em uma espécie de bar, ao chegarem logo avistaram os Yardbirds e as garotas.
Todos deliravam com o som da banda do irmão de Alberta, Robert no vocal era algo inovador, sem dúvidas. Todos que assistiam a banda tocar, nem piscavam, eram atraídos totalmente pelo som diferente que aquilo trazia... Mas para Layla, aquela magia foi  logo interrompida, com uma voz familiar: era  Eric.
- Olá amor.
Layla virou para trás e se assustou. O Cream todinho estava ali, Louise ao ver aquela cena disse:
- Eric... Mas que palhaçada é essa?
- Eu só vim aqui dar um Olá para a minha noiva ué... Não posso?
- Você enlouqueceu, foi? Eric a gente não tem mais nada! – gritou Layla.
- Ora querida... Não seja dura consigo mesma, eu sei exatamente que você ainda me quer. – dizia Clapton pegando nos braços de Layla e tentando beijar seu pescoço, obrigando-a, porem  ela tentava reagir. Jonesy ao ver aquilo se levantou brutamente e disse:
- Tire as mãos dela, Eric!
- O que foi que você disse?
- Eu disse para você tirar as mãos dela! (pequena kibação de De voltara para o futuro parte I Biff e George McFly hue)
- Vai sonhando...
Jonesy não aguentou ouvir aquilo, ele simplesmente subiu em cima da mesa e avançou em Clapton, a mesa tombou e mesmo com a banda ainda no palco, os olhos de todos se voltaram a eles.
Os dois se socavam, Jonesy já estava com o nariz sangrando, Relf tentava apartar a briga, e Layla começou a chorar, estava em pânico.
De repente a música foi interrompida, quando todos olharam para o palco; Era Jeff Beck, que havia tomado o microfone das mãos de Robert, ele deu três batidas no microfone e começou a dizer:
- Bem... É o seguinte, eu vim aqui para fazer as pazes pacificamente com a minha ex-banda. Acho que agora vocês tem absoluta certeza que o Clapton sempre foi o encrenqueiro desde o inicio, não é mesmo Louise?
- Só pode ser brincadeira... – disse Jim baixinho para Jimmy.
- Beck! Pare já com essa infantilidade! – gritava Alberta.
- Infantilidade? Eu...
Jeff logo foi interrompido pelas vaias do resto da plateia, alguém o agarrou por trás, era Stu:
- Sai daí seu idiota, o que você pensa que está fazendo. – disse ele para Jeff cochichando.
- Saia daqui seu anão! – gritou Jeff – eu faço o que eu quiser, e aquele idiota do Clapton, como vocês conseguem falar com aquele maldito e...
- Hey, se acalme aí, Beckão. – disse Eric se aproximando do palco em tom de ironia, deixando Jonesy caído no chão. – para começar, vamos deixar a banda do Robert garoto propaganda de shampoo continuar seu show e...
Clapton foi interrompido com um tapa que Alberta havia acabado de lhe dar em surpresa. Ele passava a mão em seu próprio rosto enquanto gritava “vagabunda” para ela em cima do palco, logo os seguranças do bar acabaram com a briga. Colocando Eric, Jeff, as garotas, os Yardbirds e a banda de Robert Plant para fora.
- Vocês estragaram a noite de todo mundo... – disse Jimmy.
- Quem chamou esses encrenqueiros aqui? – disse Josephine tentando acalma-lo.
- Venha, vamos embora pessoal. – disse Chris desanimado aos Yardbirds. Eles se levantaram e foram caminhando tristemente para a casa. De longe avistavam a banda de Robert, Eric e Jeff, cada um virando por uma rua diferente.




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 16)

Parte IV - Pequenos Jogos



Passaram-se semanas, e os Yardbirds, graças ao ocorrido, não conseguiram terminar a sua turnê pela Europa, e voltaram antes do esperado.
- O que será de nós? – dizia Chris.
Certamente, todos estavam preocupados. Jeff havia sido a única esperança da banda e era o melhor guitarrista até agora. Keith estava desnorteado, sem saber oque fazer. Alguns dias  depois que voltaram à Londres, Louise recebeu um telefone de Clapton, dizendo que iria fazer uma visita para os Yardbirds, só ele, sem mais ninguém do Cream:
- O que você quer aqui? – dizia Jimmy.
- Ei, acalme-se japa! – dizia Clapton.                           
- O que você tem contra “japas”, Eric? – perguntou Layla, que era descendente de asiáticos.
- Nada... É que ele tem os olhos tão puxados e...
- Chega de papo furado! – disse Keith – fale logo o que você quer.
- Eu vim aqui alertar vocês.
- Sobre?
Clapton colocou as mãos nos bolsos, e de lá, tirou uma revista; última edição, jogando-a na mesa. Na capa, uma foto dos Beatles.
- Sabem o que isso? – disse Clapton.
- Os Beatles... – disse Jim.
- Prestem atenção, já estamos quase em 1967!
- E dai? – disse Louise.
- E dai? Prestem atenção pessoal, está mais que obvio que os Beatles não são mais aqueles quatro boiolinhas que saiam correndo de fãs em A hard day’s night. Se vocês não notaram, as coisas mudaram por aqui. Os Kinks já vão lançar o 5° álbum... Herman’s Hermits... Aonde estão os caras? E os Monkees, vocês ainda acham que os episódios daquela porcaria se resumem em David Jones caçando meninas? NÃO, a coisa evoluiu. Olhem em volta! Aqueles Easybeats da Austrália, músicas australianas estão fazendo mais sucesso que as músicas de vocês! O The Who, já esta partindo para outra! E os Small Faces? Ainda estão aí por causa da inovação que trouxeram!
- Aonde você quer chegar? – disse Keith.
- Chega de ser esse garotinho, loirinho, bonitinho Relf! É hora de mudar! E vocês podem começando, tendo só um guitarrista.
- Você enlouqueceu?
- Não sei quanto a você, mas as suas fãs parecem estar mais preocupadas em acompanhar a mudança de formação de vocês do que a música! E se você não notou, esse cara é um monstro nas seis cordas. – dizia Eric apontando para Jimmy.
- Eric, você deve estar delirando e...
- Preste atenção! Coloque o Jimmy na guitarra e o Chris no baixo, vocês vão ver a evolução de vocês.
Keith o olhava com desconfiança, mas pensava melhor, talvez Clapton estivesse certo.
***
Naquele fim de tarde, Robert convidou Alberta para ir até a lanchonete da qual Jonsey trabalhava, ela decidiu levar Layla junto, pois achava que ela estava muito abatida. Por coincidência encontraram Stu no caminho, e os quatro foram juntos.
- Eu estou preocupado! – exclamou Stu.
- Sim... Já pensou se a ideia do Eric falha? Será o fim da banda... – disse Layla.
- Ah gente, vamos mudar de assunto pelo amor de Deus!
- Robert tem razão... Vamos falar de outra coisa. – disse Alberta.
- Bem, eu tenho um assunto bem mais interessante. – disse Jonesy se aproximando da mesa, de surpresa.
- Que assunto, Jonesy? – disse Stu.
- Não é bem um assunto... É mais uma novidade... Não muito boa.
- Fala logo!
- Estou sem banda... Pois é, minha banda já era. Também não é para menos... Lá só tinha barraco.
- E você toca o que? – perguntou Robert interessado.
- Bem... Qualquer coisa na verdade!
- Jonesy sabe tocar centenas de instrumentos! – disse Alberta.
***
- Estou com medo Jimmy... – dizia Josephine, ao lado do amigo no sofá.
- E eu posso saber o motivo da madame estar aflita assim?
- E se acontecer alguma coisa com a banda... O Relf iria enlouquecer e...
Jimmy a interrompeu com um abraço;
- Não quero que fique preocupada, Relf é um cara inteligente, ele sabe o que faz, se ele quer me por na guitarra... Ele está certo.
- É... Você deve estar certo.
- Além de ele ser inteligente... É muito sortudo também.
- Por que diz isso?
Jimmy iria responder, mas sua voz falhou, ele engoliu seco e disse gaguejando:
- B-bem... Ele tem uma voz... Bonita.
- Ah sim...


domingo, 18 de agosto de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 15)

Parte III - Roger... Quem?



- Ora Ora olhem aquilo rapazes. – dizia Darlene, que estava caminhando junto de Jack e Ginger apontando para Clapton e Louise que estavam na praça.
- Essa não! O Jeff não vai gostar nada disso! – disse Ginger ironizando.
- Acho que deveríamos avisa-lo, para seu próprio bem... Pobrezinho. – disse Darlene.
- Gente, acho melhor não. – falou Jack.
- O que foi? Está com medo de pegar fama de x9? – disse Darlene.
- Não quero confusão, Darlene.
- Escute aqui marica, eu e o Ginger vamos agora falar com o corninho, se não quiser ir, tudo bem, mas não pense em ir avisar a Louise que estamos indo lá!
- Mas eles não estão fazendo anda demais Darlene!
- Por enquanto!
Darlene agarrou Ginger e eles foram correndo até o hotel dos Yardbirds:
- Deixe-nos entrar! É urgente!
- Até fora da Inglaterra esse Cream nos trás problemas... – disse Chris.
- Calma! Eu vou resolver isso. – disse Keith.
- O que vocês querem?
- Quero avisar ao seu amiguinho Jeff, que a Louise está o traindo com o Eric nesse exato momento.
- O que?! – gritou Jeff do fundo da sala.
- Me sigam!
Darlene, os Yardbirds e as garotas os seguiram, logo chegaram à praça e a sena exatamente de Eric conversando com Louise:
- Eu já te falei para ficar longe dela seu maldito! – gritou Jeff do outro lado da praça.
- Amor calma! – disse Louise abraçando Jeff. – ele está me pedindo desculpas!
- Desculpas? Sei, vocês não me enganam.
- Você enlouqueceu? A Louise está falando a verdade... – disse Eric.
- Você cale essa boca! A Darlene me contou tudo... Eu te amava Louise, como você pode!
- Mas eu não fiz nada! O Eric só está aqui me pedindo desculpas por toda encrenca que trouxe para a gente e...
- Cala a boca! Eu não quero ouvir! – gritava Jeff perturbado e chorando.
- Jeff...
- Cala a boca Clapton!
- Ora Jeff, você não confia na sua namorada mais? – disse Jack.
Jeff o olhou com ódio, e não suportou, avançou em Clapton dando-o um soco no nariz, fazendo-o cair no chão de dor.
- Geoffrey! – dizia Louise. – O Eric não estava dando em cima de mim! Para de bater nele!
- Você está defendendo seu amantezinho é?
Louise em desespero saiu correndo de lá em direção ao hotel, Chris, Jim e Josephine foram atrás dela, e o resto do pessoal que ficou na praça, estavam pasmos.
- Está vendo o que você fez? – disse Keith em direção de Darlene.
- Eu? Eu só avisei!
- Não brigue com ela Keith! Ela estava nos protegendo. – disse Jeff.
- E se a Louise estivesse falando a verdade? – disse Keith.
- Não estava!
- Estava sim! – gritou Clapton sem forças.
- Cale a boca seu idiota! Não quer um chute no meio do estomago, ou quer?
- Jeff, para com isso, ele já aprendeu. – disse Alberta.
- Estão do lado desse idiota que nos tratou mal todo esse tempo?
- Não estamos do lado de ninguém! Pare com isso. – disse Jimmy.
- E você... Se achando o super músico né, seu metido. – disse Jeff cuspindo em Jimmy.
- Ora seu...
- Vai me bater Paginha? Está do lado do Eric porque você faz o mesmo que ele né. – disse Jeff, fazendo Keith ficar desnortado.
- O que? – Keith perguntou?
- Keith pelo amor, você da ouvidos á ele? – disse Layla.
- Agora é isso né, sou um ninguém! – gritou Beck – Querem saber? Adeus, para todos vocês eu morri! Estou saindo desse cu de banda, e boa sorte para achar algum guitarrista tão bom quanto eu!
Jeff saiu de lá em direção ao hotel, ele entrou lá e Louise estava chorando no sofá sendo acolhida pelos três amigos, ele fingiu que nem viu, pegou suas malas e saiu de lá.
- O que houve? – disse Josephine para o resto dos garotos que entraram depois que Beck saiu.
- Jeff saiu da banda... – disse Keith com lágrimas nos olhos.
- Oh amor, não precisa chorar por causa disso! Vocês vão arranjar alguém e...
- Não é por causa disso que eu estou chorando Josy.
- É por causa do que?
- Jeff disse que o Jimmy é seu amante...
Josephine arregalou os olhos, ela nunca iria trair Keith:
- Não acredito que você pensa isso de mim. – ela começou a chorar.
Keith vendo a cena da namorada chorando, sentiu remorso por ter dito aquilo, e logo a abraçou dizendo:
- Me perdoa, eu sei que você jamais faria isso, ele é um idiota e não sabe o que diz... Eu te amo.
E foi assim que terminou aquela tarde.



domingo, 11 de agosto de 2013

Dazed and Confused (Capítulo 14)

Parte III - Roger... Quem?



Josephine dormiu no quarto de Alberta aquela noite, ela chorou muito, estava muito magoada com Keith e ao mesmo tempo se sentia culpada. Quase não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, Relf ligou para ela:
- Oi Josy...
- O que você quer?
- Eu quero te pedir desculpas... Por ter sido um idiota ontem.
- Hm...
- Não faz assim Josy, por favor, eu senti saudades de você do meu lado cuidando de mim, eu não sou nada sem você, volta pra casa... Eu quero você aqui.
- Eu não sei Keith... Nunca tínhamos brigado daquele jeito e...
- Por isso mesmo, devemos apenas esquecer isso.
- Eu não sei.
- Eu vou ai te buscar. – disse Keith desligando o telefone.
Ele pegou um punhado de flores que estavam em cima da mesa do hotel, e foi em direção ao quarto de Alberta, cuja atendeu a porta;
- Ela esta ali. – disse Alberta apontando para o sofá.
Keith foi correndo até ela e a presenteou com um beijo longo e amoroso;
- Me perdoe... Por favor, não vai acontecer de novo.
- Eu não consigo ficar sem você seu idiota. – dizia Josephine o beijando.
***
Um mês se passou, e os Yardbirds iriam finalmente lançar o novo álbum, chamado “Roger the engineer”. Estavam todos animados, e preocupados, com a mudança de alguns membros da banda, estavam com receio do que o publico poderia pensar.
- E se desistirem da gente?
- Não diga bobagens Chris. – disse Stu. – esse álbum vai sair melhor que o outro.
- Espero viu... – respondeu Jimmy.
- Com certeza vai. – dizia Josephine sorrindo para o baixista.
Jimmy se aproximou de Josephine tirando uma pequena caixinha do seu bolso:
- Comprei isso para você Josy, será um símbolo de nossa amizade.
Josephine abriu a caixinha, era uma palheta vermelha na qual seu nome estava escrito;
- É lindo Jimmy! Eu adorei!
- O que é isso Josy? – perguntou Relf se aproximando e colocando a mão nos ombros de Josephine.
- É uma palheta com o meu nome! Não é linda?
- É... Bem interessante.
- Eu mesmo que mandei escrever seu nome nela – respondeu Jimmy.
- Oh Jimmy...
Josephine abraçou o amigo, deixando Keith com os olhos fervendo de tanto ciúmes, até que a cena foi interrompida por Stu:
- Está tudo pronto, vamos começar?
***
Longe dali... Layla, Alberta e Louise caminhavam, elas estavam cansadas das brigas que ocorriam em toda gravação, então decidiram ficar de fora dessa vez.
- Em todas as gravações tem briga! – exclamou Louise.
- Não só nas gravações. – disse Alberta.
Elas foram até um restaurante almoçar e começaram a conversar sobre tudo que estava acontecendo;
- Ah... Eu me sinto tão sozinha. – dizia Layla.
- Mas e aquele tal Jack, Lay? – perguntou Louise.
- Ele não quer nada sério comigo gente... Só diversão, e também aquele povo do Cream é treta na certa, não iria pra frente.
- Como sabe se não tenta? – disse Alberta.
- Não tem como tentar...
Elas terminaram o almoço e foram direto para o hotel, e quando chegaram tiveram uma surpresa:
- Uma carta para você Louise, é em anônimo.
Louise pegou a carta e abriu, nela dizia:
“Me encontre na praça principal daqui 2h.”
- Quem será que mandou isso?
- Algum admirador – brincou Layla.
- Não diga isso nem brincando! – exclamou Louise.
Louise foi se arrumar, saiu 10 minutos antes do horário, o que a fez chegar a ponto.
Quando chegou a praça, se surpreendeu com quem havia lhe mandado a carta:
- Eric?
- Sentiu saudades, amor?