domingo, 8 de setembro de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 18)

Parte IV - Pequenos Jogos



Passaram-se algumas semanas, já estávamos na semana de festas novamente. Diferente de todos os anos, os Yardbirds não foram comemorar na casa de Chris, eles preferiram alugar um apartamento somente para a banda e amigos comemorarem. Cada um levou seu prato favorito.
Todos já estavam lá, exceto Josephine e Relf;
- Onde será que eles estão? – dizia Jimmy.
- Acalme-se homem, eles já estão chegando.
Jimmy não parava quieto de ansiedade, ele estava sentado no sofá segurando um pequeno pacote vermelho com um belo laço caprichado.
- Só um presente? Para quem? – disse Layla.
- Para a Josy...
- Keith não vai gostar disso, Jimmy.
- Eu não ligo.
Depois de alguns minutos, Keith finalmente chegou, entrou abraçado com Josephine, o que deixou Jimmy meio sem jeito. Todos os cumprimentaram alegremente, e Jimmy, o mais discreto possível, cutucou o ombro de Josephine:
- Ah, oi Jimmy! – disse ela.
- Josy eu... – antes que Jimmy terminasse Jim o interrompeu:
- Vocês não querem bolo? – sorriu.
Josephine não negou, e acabou deixando Jimmy lá com cara de parede.

***

- Robert, a gente devia entrar, já devem ter notado que sumimos. – dizia Alberta ofegada pelos beijos de Robert. Eles haviam descido para o salão do prédio.
- Ora... Não posso lhe dar meu presente de Natal?
- Esse seu presente está muito assanhado pro meu gosto!
Os dois começaram a se beijar docemente no pequeno banco, até que uma moça, de cabelos até os ombros, castanhos, se sentou ao lado deles acendendo um cigarro. Os dois pararam.
- Podem continuar... – disse ela totalmente desanimada.
Alberta sem graça respondeu:
- Nos desculpe...
- Não peça desculpas, eu é que estou incomodando.
O fato de a garota dizer aquelas coisas e continuar ali deixava Robert Plant com um pouco de receio, então para barrar o clima, ele começou a puxar assunto:
- Bom...  Já que já nos incomodou, vai ser obrigada a falar com a gente, qual seu nome? – disse Robert em tom de ignorância e um pouco de gozação.
- Meu nome é Sophie, e não me venha falar o seu porque eu não quero saber...
- Você está sozinha Sophie? – disse Alberta.
- Não tenho ninguém, eu sempre estou a sós, até mesmo no Natal.
- Por que não vem conosco?
- Se não for incomodar... Só dou uma bebida e já vou embora.
Os três levantaram e foram até o apartamento.

***

- Sabe Louise... Eu esperava que o Jonesy se declarasse para mim essa noite. – dizia Layla desanimada.
- Ora Lay... Cada um tem seu tempo, eu sei que o Jonesy sente algo por você.
- Já estou perdendo as esperanças...
- Ai que horror! Não diga isso.
As duas se levantaram e foram até a mesa;
“Um brinde ao nosso próximo álbum, que será lançado daqui pouco tempo!” Gritava Chris.
Enquanto todos pulavam, Jimmy deu um jeito de chamar a atenção de Josephine, os dois foram até a sacada:
- Josy... Comprei-lhe um presente. – Jimmy pegou a caixinha e deu para Josephine.
Quando ela abriu, seus olhos brilharam, era uma simples lâmpada, porem para Josephine, não tão simples. Ela era fã do inventor Thomas Edison, e Jimmy havia conseguido uma das lâmpadas originais dele, que eram usadas no século XIX. Josephine pulava de alegria. Não era uma simples lâmpada.
Todos lá dentro estavam distraídos, porém lá fora, Darlene e Ginger caminhavam na calçada do prédio.
Ginger estava totalmente bêbado, mas isso não impediu Darlene de aprontar de novo: Ela olhou para cima e viu Jimmy e Josephine na sacada. Saiu correndo até a entrada do prédio, e pediu para o porteiro que telefonasse para o quarto dos Yardbirds.
- Alô... – disse Relf.
- Oi? Relf? Sou eu a Darlene!
- O que você quer? Nem no Natal temos sossego?
- Só liguei para te alertar: eu se fosse você prestava mais atenção na sua namorada, especialmente agora!
- Agora?
- Vai já para a sacada! Ela está te traindo com o baixista!
Relf bateu o interfone no gancho e foi direto para a sacada.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 17)

Parte IV - Pequenos Jogos




“Eric estava certo” Relf repetia isso na sua mente, a nova formação foi a tal sugerida; Jimmy foi para a guitarra e Chris para o baixo. Logo 1967 iria chegar e um álbum novo iria ser lançado. As composições iam de médias a boas, e Keith estava ficando preocupado... Não apenas com a evolução da banda, mas também, com seu relacionamento com Josephine:
- Você anda bem próxima do Jimmy, não é?
- Sim, ele me faz companhia quando você não está.
Relf olhou para baixo com decepção, Josephine começou a passar a mão no rosto dele enquanto dizia:
- Ei, não fique assim, eu amo você, Jimmy é só um colega...
- Jimmy já esta em outro nível.
- Bom... Talvez ele já seja meu amigo, mas nada mais...
- Tá...
Antes que eles dissessem mais alguma coisa, Alberta chegou à sala em que eles estavam, e disse:
- Gente, o meu irmão chamou todos nós para ir ver a apresentação da banda dele.
- Achei que a banda dele estava indo de mal a pior...
- E está... Mas ele insiste.
- Nós vamos então, não é Keith?
- Ok...
Todos se arrumaram, e dali umas três ou quatro horas todos estavam prontos.
- Eu vou depois... – disse Layla.
- Hm, tem algum compromisso? – disse Alberta.
Layla olhou com um olhar malicioso, e esperou que todos saíssem para terminar de se arrumar, dali uns 20 minutos, ela estava pronta e a campainha tocou.
- Ah... Oi Jonesy, estava te esperando. – disse ela abrindo a porta animada.
Jonesy havia dito para Layla que tinha uma surpresa para ela naquela noite.
- Então, o que você queria me mostrar Jonesy?
Ele colocou a mão no bolso, e de lá, tirou um pequeno papel dobrado e o entregou para Layla. A garota o desdobrou com os olhos brilhando, e ao abrir, era um doce e curto poema, simples, porem sincero.
 - Oh John! É lindo! Por que escreveu isso para mim?
- Eu simplesmente gosto muito da sua companhia... E isso é um jeito de lhe mostrar como.
Ela o abraçou, ele ficou vermelho, então ela completou:
- Bem... Então vamos?
Eles se levantaram e foram até onde iria ter a apresentação, em uma espécie de bar, ao chegarem logo avistaram os Yardbirds e as garotas.
Todos deliravam com o som da banda do irmão de Alberta, Robert no vocal era algo inovador, sem dúvidas. Todos que assistiam a banda tocar, nem piscavam, eram atraídos totalmente pelo som diferente que aquilo trazia... Mas para Layla, aquela magia foi  logo interrompida, com uma voz familiar: era  Eric.
- Olá amor.
Layla virou para trás e se assustou. O Cream todinho estava ali, Louise ao ver aquela cena disse:
- Eric... Mas que palhaçada é essa?
- Eu só vim aqui dar um Olá para a minha noiva ué... Não posso?
- Você enlouqueceu, foi? Eric a gente não tem mais nada! – gritou Layla.
- Ora querida... Não seja dura consigo mesma, eu sei exatamente que você ainda me quer. – dizia Clapton pegando nos braços de Layla e tentando beijar seu pescoço, obrigando-a, porem  ela tentava reagir. Jonesy ao ver aquilo se levantou brutamente e disse:
- Tire as mãos dela, Eric!
- O que foi que você disse?
- Eu disse para você tirar as mãos dela! (pequena kibação de De voltara para o futuro parte I Biff e George McFly hue)
- Vai sonhando...
Jonesy não aguentou ouvir aquilo, ele simplesmente subiu em cima da mesa e avançou em Clapton, a mesa tombou e mesmo com a banda ainda no palco, os olhos de todos se voltaram a eles.
Os dois se socavam, Jonesy já estava com o nariz sangrando, Relf tentava apartar a briga, e Layla começou a chorar, estava em pânico.
De repente a música foi interrompida, quando todos olharam para o palco; Era Jeff Beck, que havia tomado o microfone das mãos de Robert, ele deu três batidas no microfone e começou a dizer:
- Bem... É o seguinte, eu vim aqui para fazer as pazes pacificamente com a minha ex-banda. Acho que agora vocês tem absoluta certeza que o Clapton sempre foi o encrenqueiro desde o inicio, não é mesmo Louise?
- Só pode ser brincadeira... – disse Jim baixinho para Jimmy.
- Beck! Pare já com essa infantilidade! – gritava Alberta.
- Infantilidade? Eu...
Jeff logo foi interrompido pelas vaias do resto da plateia, alguém o agarrou por trás, era Stu:
- Sai daí seu idiota, o que você pensa que está fazendo. – disse ele para Jeff cochichando.
- Saia daqui seu anão! – gritou Jeff – eu faço o que eu quiser, e aquele idiota do Clapton, como vocês conseguem falar com aquele maldito e...
- Hey, se acalme aí, Beckão. – disse Eric se aproximando do palco em tom de ironia, deixando Jonesy caído no chão. – para começar, vamos deixar a banda do Robert garoto propaganda de shampoo continuar seu show e...
Clapton foi interrompido com um tapa que Alberta havia acabado de lhe dar em surpresa. Ele passava a mão em seu próprio rosto enquanto gritava “vagabunda” para ela em cima do palco, logo os seguranças do bar acabaram com a briga. Colocando Eric, Jeff, as garotas, os Yardbirds e a banda de Robert Plant para fora.
- Vocês estragaram a noite de todo mundo... – disse Jimmy.
- Quem chamou esses encrenqueiros aqui? – disse Josephine tentando acalma-lo.
- Venha, vamos embora pessoal. – disse Chris desanimado aos Yardbirds. Eles se levantaram e foram caminhando tristemente para a casa. De longe avistavam a banda de Robert, Eric e Jeff, cada um virando por uma rua diferente.




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 16)

Parte IV - Pequenos Jogos



Passaram-se semanas, e os Yardbirds, graças ao ocorrido, não conseguiram terminar a sua turnê pela Europa, e voltaram antes do esperado.
- O que será de nós? – dizia Chris.
Certamente, todos estavam preocupados. Jeff havia sido a única esperança da banda e era o melhor guitarrista até agora. Keith estava desnorteado, sem saber oque fazer. Alguns dias  depois que voltaram à Londres, Louise recebeu um telefone de Clapton, dizendo que iria fazer uma visita para os Yardbirds, só ele, sem mais ninguém do Cream:
- O que você quer aqui? – dizia Jimmy.
- Ei, acalme-se japa! – dizia Clapton.                           
- O que você tem contra “japas”, Eric? – perguntou Layla, que era descendente de asiáticos.
- Nada... É que ele tem os olhos tão puxados e...
- Chega de papo furado! – disse Keith – fale logo o que você quer.
- Eu vim aqui alertar vocês.
- Sobre?
Clapton colocou as mãos nos bolsos, e de lá, tirou uma revista; última edição, jogando-a na mesa. Na capa, uma foto dos Beatles.
- Sabem o que isso? – disse Clapton.
- Os Beatles... – disse Jim.
- Prestem atenção, já estamos quase em 1967!
- E dai? – disse Louise.
- E dai? Prestem atenção pessoal, está mais que obvio que os Beatles não são mais aqueles quatro boiolinhas que saiam correndo de fãs em A hard day’s night. Se vocês não notaram, as coisas mudaram por aqui. Os Kinks já vão lançar o 5° álbum... Herman’s Hermits... Aonde estão os caras? E os Monkees, vocês ainda acham que os episódios daquela porcaria se resumem em David Jones caçando meninas? NÃO, a coisa evoluiu. Olhem em volta! Aqueles Easybeats da Austrália, músicas australianas estão fazendo mais sucesso que as músicas de vocês! O The Who, já esta partindo para outra! E os Small Faces? Ainda estão aí por causa da inovação que trouxeram!
- Aonde você quer chegar? – disse Keith.
- Chega de ser esse garotinho, loirinho, bonitinho Relf! É hora de mudar! E vocês podem começando, tendo só um guitarrista.
- Você enlouqueceu?
- Não sei quanto a você, mas as suas fãs parecem estar mais preocupadas em acompanhar a mudança de formação de vocês do que a música! E se você não notou, esse cara é um monstro nas seis cordas. – dizia Eric apontando para Jimmy.
- Eric, você deve estar delirando e...
- Preste atenção! Coloque o Jimmy na guitarra e o Chris no baixo, vocês vão ver a evolução de vocês.
Keith o olhava com desconfiança, mas pensava melhor, talvez Clapton estivesse certo.
***
Naquele fim de tarde, Robert convidou Alberta para ir até a lanchonete da qual Jonsey trabalhava, ela decidiu levar Layla junto, pois achava que ela estava muito abatida. Por coincidência encontraram Stu no caminho, e os quatro foram juntos.
- Eu estou preocupado! – exclamou Stu.
- Sim... Já pensou se a ideia do Eric falha? Será o fim da banda... – disse Layla.
- Ah gente, vamos mudar de assunto pelo amor de Deus!
- Robert tem razão... Vamos falar de outra coisa. – disse Alberta.
- Bem, eu tenho um assunto bem mais interessante. – disse Jonesy se aproximando da mesa, de surpresa.
- Que assunto, Jonesy? – disse Stu.
- Não é bem um assunto... É mais uma novidade... Não muito boa.
- Fala logo!
- Estou sem banda... Pois é, minha banda já era. Também não é para menos... Lá só tinha barraco.
- E você toca o que? – perguntou Robert interessado.
- Bem... Qualquer coisa na verdade!
- Jonesy sabe tocar centenas de instrumentos! – disse Alberta.
***
- Estou com medo Jimmy... – dizia Josephine, ao lado do amigo no sofá.
- E eu posso saber o motivo da madame estar aflita assim?
- E se acontecer alguma coisa com a banda... O Relf iria enlouquecer e...
Jimmy a interrompeu com um abraço;
- Não quero que fique preocupada, Relf é um cara inteligente, ele sabe o que faz, se ele quer me por na guitarra... Ele está certo.
- É... Você deve estar certo.
- Além de ele ser inteligente... É muito sortudo também.
- Por que diz isso?
Jimmy iria responder, mas sua voz falhou, ele engoliu seco e disse gaguejando:
- B-bem... Ele tem uma voz... Bonita.
- Ah sim...


domingo, 18 de agosto de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 15)

Parte III - Roger... Quem?



- Ora Ora olhem aquilo rapazes. – dizia Darlene, que estava caminhando junto de Jack e Ginger apontando para Clapton e Louise que estavam na praça.
- Essa não! O Jeff não vai gostar nada disso! – disse Ginger ironizando.
- Acho que deveríamos avisa-lo, para seu próprio bem... Pobrezinho. – disse Darlene.
- Gente, acho melhor não. – falou Jack.
- O que foi? Está com medo de pegar fama de x9? – disse Darlene.
- Não quero confusão, Darlene.
- Escute aqui marica, eu e o Ginger vamos agora falar com o corninho, se não quiser ir, tudo bem, mas não pense em ir avisar a Louise que estamos indo lá!
- Mas eles não estão fazendo anda demais Darlene!
- Por enquanto!
Darlene agarrou Ginger e eles foram correndo até o hotel dos Yardbirds:
- Deixe-nos entrar! É urgente!
- Até fora da Inglaterra esse Cream nos trás problemas... – disse Chris.
- Calma! Eu vou resolver isso. – disse Keith.
- O que vocês querem?
- Quero avisar ao seu amiguinho Jeff, que a Louise está o traindo com o Eric nesse exato momento.
- O que?! – gritou Jeff do fundo da sala.
- Me sigam!
Darlene, os Yardbirds e as garotas os seguiram, logo chegaram à praça e a sena exatamente de Eric conversando com Louise:
- Eu já te falei para ficar longe dela seu maldito! – gritou Jeff do outro lado da praça.
- Amor calma! – disse Louise abraçando Jeff. – ele está me pedindo desculpas!
- Desculpas? Sei, vocês não me enganam.
- Você enlouqueceu? A Louise está falando a verdade... – disse Eric.
- Você cale essa boca! A Darlene me contou tudo... Eu te amava Louise, como você pode!
- Mas eu não fiz nada! O Eric só está aqui me pedindo desculpas por toda encrenca que trouxe para a gente e...
- Cala a boca! Eu não quero ouvir! – gritava Jeff perturbado e chorando.
- Jeff...
- Cala a boca Clapton!
- Ora Jeff, você não confia na sua namorada mais? – disse Jack.
Jeff o olhou com ódio, e não suportou, avançou em Clapton dando-o um soco no nariz, fazendo-o cair no chão de dor.
- Geoffrey! – dizia Louise. – O Eric não estava dando em cima de mim! Para de bater nele!
- Você está defendendo seu amantezinho é?
Louise em desespero saiu correndo de lá em direção ao hotel, Chris, Jim e Josephine foram atrás dela, e o resto do pessoal que ficou na praça, estavam pasmos.
- Está vendo o que você fez? – disse Keith em direção de Darlene.
- Eu? Eu só avisei!
- Não brigue com ela Keith! Ela estava nos protegendo. – disse Jeff.
- E se a Louise estivesse falando a verdade? – disse Keith.
- Não estava!
- Estava sim! – gritou Clapton sem forças.
- Cale a boca seu idiota! Não quer um chute no meio do estomago, ou quer?
- Jeff, para com isso, ele já aprendeu. – disse Alberta.
- Estão do lado desse idiota que nos tratou mal todo esse tempo?
- Não estamos do lado de ninguém! Pare com isso. – disse Jimmy.
- E você... Se achando o super músico né, seu metido. – disse Jeff cuspindo em Jimmy.
- Ora seu...
- Vai me bater Paginha? Está do lado do Eric porque você faz o mesmo que ele né. – disse Jeff, fazendo Keith ficar desnortado.
- O que? – Keith perguntou?
- Keith pelo amor, você da ouvidos á ele? – disse Layla.
- Agora é isso né, sou um ninguém! – gritou Beck – Querem saber? Adeus, para todos vocês eu morri! Estou saindo desse cu de banda, e boa sorte para achar algum guitarrista tão bom quanto eu!
Jeff saiu de lá em direção ao hotel, ele entrou lá e Louise estava chorando no sofá sendo acolhida pelos três amigos, ele fingiu que nem viu, pegou suas malas e saiu de lá.
- O que houve? – disse Josephine para o resto dos garotos que entraram depois que Beck saiu.
- Jeff saiu da banda... – disse Keith com lágrimas nos olhos.
- Oh amor, não precisa chorar por causa disso! Vocês vão arranjar alguém e...
- Não é por causa disso que eu estou chorando Josy.
- É por causa do que?
- Jeff disse que o Jimmy é seu amante...
Josephine arregalou os olhos, ela nunca iria trair Keith:
- Não acredito que você pensa isso de mim. – ela começou a chorar.
Keith vendo a cena da namorada chorando, sentiu remorso por ter dito aquilo, e logo a abraçou dizendo:
- Me perdoa, eu sei que você jamais faria isso, ele é um idiota e não sabe o que diz... Eu te amo.
E foi assim que terminou aquela tarde.



domingo, 11 de agosto de 2013

Dazed and Confused (Capítulo 14)

Parte III - Roger... Quem?



Josephine dormiu no quarto de Alberta aquela noite, ela chorou muito, estava muito magoada com Keith e ao mesmo tempo se sentia culpada. Quase não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, Relf ligou para ela:
- Oi Josy...
- O que você quer?
- Eu quero te pedir desculpas... Por ter sido um idiota ontem.
- Hm...
- Não faz assim Josy, por favor, eu senti saudades de você do meu lado cuidando de mim, eu não sou nada sem você, volta pra casa... Eu quero você aqui.
- Eu não sei Keith... Nunca tínhamos brigado daquele jeito e...
- Por isso mesmo, devemos apenas esquecer isso.
- Eu não sei.
- Eu vou ai te buscar. – disse Keith desligando o telefone.
Ele pegou um punhado de flores que estavam em cima da mesa do hotel, e foi em direção ao quarto de Alberta, cuja atendeu a porta;
- Ela esta ali. – disse Alberta apontando para o sofá.
Keith foi correndo até ela e a presenteou com um beijo longo e amoroso;
- Me perdoe... Por favor, não vai acontecer de novo.
- Eu não consigo ficar sem você seu idiota. – dizia Josephine o beijando.
***
Um mês se passou, e os Yardbirds iriam finalmente lançar o novo álbum, chamado “Roger the engineer”. Estavam todos animados, e preocupados, com a mudança de alguns membros da banda, estavam com receio do que o publico poderia pensar.
- E se desistirem da gente?
- Não diga bobagens Chris. – disse Stu. – esse álbum vai sair melhor que o outro.
- Espero viu... – respondeu Jimmy.
- Com certeza vai. – dizia Josephine sorrindo para o baixista.
Jimmy se aproximou de Josephine tirando uma pequena caixinha do seu bolso:
- Comprei isso para você Josy, será um símbolo de nossa amizade.
Josephine abriu a caixinha, era uma palheta vermelha na qual seu nome estava escrito;
- É lindo Jimmy! Eu adorei!
- O que é isso Josy? – perguntou Relf se aproximando e colocando a mão nos ombros de Josephine.
- É uma palheta com o meu nome! Não é linda?
- É... Bem interessante.
- Eu mesmo que mandei escrever seu nome nela – respondeu Jimmy.
- Oh Jimmy...
Josephine abraçou o amigo, deixando Keith com os olhos fervendo de tanto ciúmes, até que a cena foi interrompida por Stu:
- Está tudo pronto, vamos começar?
***
Longe dali... Layla, Alberta e Louise caminhavam, elas estavam cansadas das brigas que ocorriam em toda gravação, então decidiram ficar de fora dessa vez.
- Em todas as gravações tem briga! – exclamou Louise.
- Não só nas gravações. – disse Alberta.
Elas foram até um restaurante almoçar e começaram a conversar sobre tudo que estava acontecendo;
- Ah... Eu me sinto tão sozinha. – dizia Layla.
- Mas e aquele tal Jack, Lay? – perguntou Louise.
- Ele não quer nada sério comigo gente... Só diversão, e também aquele povo do Cream é treta na certa, não iria pra frente.
- Como sabe se não tenta? – disse Alberta.
- Não tem como tentar...
Elas terminaram o almoço e foram direto para o hotel, e quando chegaram tiveram uma surpresa:
- Uma carta para você Louise, é em anônimo.
Louise pegou a carta e abriu, nela dizia:
“Me encontre na praça principal daqui 2h.”
- Quem será que mandou isso?
- Algum admirador – brincou Layla.
- Não diga isso nem brincando! – exclamou Louise.
Louise foi se arrumar, saiu 10 minutos antes do horário, o que a fez chegar a ponto.
Quando chegou a praça, se surpreendeu com quem havia lhe mandado a carta:
- Eric?
- Sentiu saudades, amor?


sábado, 3 de agosto de 2013

Dazed And Confused (Capítulo 13)

Parte III - Roger... Quem?



Na semana seguinte, Jimmy Page foi fazer as primeiras apresentações com os Yardbirds.
Estavam em turnê na Europa inteira, claro que Josephine, Layla, Louise e Alberta os acompanharam.
- Estou com saudades do Robert Lay... – dizia Alberta.
- Logo estaremos de volta a Londres Al, não se preocupe.
Stu os acompanhou também para ajudar em toda a produção.
Depois do primeiro show da turnê, foram para um bar comemorar;
- Nem acredito que chegamos até aqui! – dizia Keith.
- Nem eu. – disse Chris.
Não muito longe dali, em uma mesa mais no fundo, Jimmy falava para Josephine como começou a tocar:
- Tinha um violão abandonado na casa que eu me mudei, peguei e comecei a inventar algumas notas, depois de alguns dias comprei um violão para mim e um amigo meu da escola me ensinou alguns truques.
- Você toca muito bem Jimmy! Quem me dera aprender a tocar assim.
- Por que não pede para o seu namorado? Ele é um bom músico.
- Keith não leva muito jeito para violão Jimmy...
- Se for assim... Posso te dar umas aulinhas.
- Iria ser ótimo.
Keith observava os dois conversando com certa desconfiança, então foi até lá se intrometer na conversa:
- Do que estão falando? – perguntou ele.
- Jimmy está me contando como ele começou a tocar.
- Ah sim...
- Tudo bem com você, Keith? Está com uma cara péssima. – disse Jimmy.
- Sim! Eu estou ótimo, só vim aqui falar para Josephine ir embora comigo.
- Mas já?
- Claro! Já é tarde, e hoje nem nos falamos muito, quero conversar um pouco com a minha namorada, não posso?
Josephine olhou para Jimmy com olhar de decepção e ele retribuiu.
- Tudo bem Keith... Tchau Jimmy até amanhã.
***
Louise estava sentada com Laila e Alberta, até que Chris chegou e interrompeu as meninas:
- Louise, Jeff está te esperando lá fora.
Louise se levantou eufórica, saiu de lá e encontrou Jeff na calçada.
- Você queria falar comigo?
- Tenho um presente para você.
Jeff pegou um grande pacote que estava ao seu lado e o entregou para sua amada, ela o abriu imediatamente; era um violão.
- Ai meu Deus! Não acredito que você me comprou isso!
Ela o abraçou e o encheu de beijos, não queria solta-lo nunca mais.
- Agora podemos treinar mais e tocar juntos meu amor.
Louise se sentou na calçada junto dele, e começou a dedilhar algumas músicas que ele havia a ensinado.
- Eu te amo Louise.
- Eu também te amo.
***
- Posso saber o que foi aquilo? – dizia Josephine.
- Aquilo o que?
- Me mandar embora daquele jeito, na frente do Jimmy.
- Aff Josephine, eu te livrei de uma conversa muito longa e chata com aquele magrelo.
- O assunto estava muito interessante se você não sabe!
- Bom, mas agora você está comigo, e a gente vai conversar agora.
- Conversar? Sobre o que?
- Sobre o que você quiser oras.
- Quer saber? Eu vou dormir!
- E vai me deixar sozinho?
- Claro! Você que quis vir embora.
- Não fale assim comigo! Quem você pensa que é? Meu pai?
- Para de gritar sua maluca!
- Não! Agora você vai me ouvir.
- Não vou ouvir porra nenhuma! Cala essa boca, eu te chamo aqui, para termos um tempo juntos é assim que você fica!
- Tempo juntos o caralho! Você queria é que eu parasse de falar com o Jimmy eu não sei por que.
- Vai embora Josy.
- Aonde você quer que eu vá?
- Qualquer lugar! Mas saia da minha frente!
- Ótimo! Boa Noite, Keith! Durma com os anjos. – disse Josephine em tom de ignorância saindo e batendo a porta.


(o titulo do video fala que o Eric Clapton ta aí... Mas nem.)


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dazed and Confused (Capítulo 12)

Parte III - Roger... Quem?



- Então Al...
- Sim?
- O que achou da nossa noite? – Robert segurava o riso.
- Bem... Fora aqueles loucos no palco, foi boa.
- Eu achei bem engraçado.
- Seu sorriso é tão bonito Robert.
- Ninguém nunca me disse isso.
- Eu entendo.
Robert neste momento puxou Alberta pelo braço e a deu um beijo longo, quando terminou ela respondeu:
 - Ninguém nunca me fez isso.
Ele sorriu e disse:
- Por que você não vai embora comigo?
- Mas e meus pais?
- O que eles iriam dizer? Você só vai ir passar uma noite na casa da Josephine e nada mais. – disse ele com um olhar de safadeza.
- Ok. Você venceu.
Eles caminharam pela noite até chegarem o apartamento dele, Robert morava sozinho, Alberta entrou meio sem jeito, mas logo se sentou.
Robert tirou a blusa, e Alberta começou a se corar, ela estava com vontade de agarra-lo agora mesmo, mas se conteve, ele se sentou ao lado dela;
- Se acalme – disse ele sorrindo.
Ela não respondeu apenas sorriu, ele começou a beijar seu pescoço fazendo-a se arrepiar, logo, Robert começou a passar a mão em sua cintura, e provoca-la, ela se entregou a ele, e logo se deitaram...
***
- O que pretendem fazer agora Jeff? – dizia Louise.
- Eu não sei o que será da gente amor, teremos que arranjar um novo baixista.
- Vocês darão um jeito.
- Bem, vamos mudar de assunto. Trouxe isso para você.
Beck pegou uma rosa que estava dentro da sua mala na qual ele levava sua guitarra, os olhos de Louise brilharam ao ver aquele gesto, ela sorriu e disse:
- Oh meu amor, eu te amo tanto, eu nunca quero me separar de você, nunca! – dizia ela o abraçando.
- Eu também não meu amor.
***
No dia seguinte, os Yardbirds decidiram ligar para o Stu, Relf pegou o telefone e pediu para que ele trouxesse aquele músico de que tanto falava.
Todos se reuniram na casa de Chris como de costume, e depois de uma meia hora, Stu chegou acompanhado de um mocinho, de cabelo bem escuro e bem branquinho, segurando um baixo nas costas, Stu disse:
- Gente, esse é o Jimmy Page, um dos melhores músicos da região, já fez bico em várias bandas, como o The Who, e quando falei de vocês, ele disse que toparia.
- Olá Jimmy, você conhece a nossa banda? – dizia Keith.
- Sim... Já ouvi o álbum que vocês lançaram, é muito bom. – ele respondeu tímido.
Depois de alguns minutos, todos se acomodaram, Jimmy começou a bater papo com o resto da banda, enquanto Stu e Keith conversavam:
- Acha que isso vai dar certo Stu? Já é a segunda vez que a formação muda.
- Keith, meu caro, a única coisa na qual você tem que se preocupar é se as fãs vão acompanhar essa mudança de vocês.
Keith e riu e continuou:
- Gostei desse tal Jimmy... Ele parece ser criativo.
- E é mesmo, vai se impressionar com o jeito que esse garoto toca Relf, vocês são muito sortudos dele ter aceitado.
Logo Jimmy se levanta, e foi em direção ao banheiro, mas quando estava prestes a entrar, Josephine saiu, e sem querer trombou nele.
- Ai me desculpa, sou muito estabanada!
- Está tudo bem, você foi pega de surpresa.
- Bem... Com o tempo a gente para de se trombar.
Ela estava sem graça, até que ele disse:
- Bem, prazer, não conversei com você ainda.
- Prazer, meu nome é Josephine.
- Josephine, é um bom nome para música.
- Eu odeio meu nome, vivo dizendo para o Keith me chamar de outra coisa.
- Ah, você e ele estão juntos?
- Sim. Já namoramos há bastante tempo.
- Bem... Agora eu vou usar ai.
- Ah, sim, claro, perdão.
- Tudo bem...



sábado, 27 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 11)

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo.



- Mas que droga! – gritava Darlene.
- O que foi? – disse Clapton.
- Teve a maior briga ontem no bar, teve até gente sendo internada. – explicava Ginger.
- Seus encrenqueiros! – gritou Jack.
- Saiam daqui seus malditos! – gritou Darlene para Eric e Jack, e os dois saíram.
- Acalme-se amor... – dizia Ginger enquanto acariciava os ombros de Darlene.
- Não tem como eu me acalmar, podemos ser presos por isso!
Ginger a interrompeu com um comprido e quente beijo, ele a amava, mas tinha horas que preferia ela em silencio.
- Obrigada por sempre estar comigo querido.
Ele não respondeu, apenas a levou para o quarto, deitou-a na cama e tirou suas roupas.
Logo Darlene estava totalmente despida, e seu namorado, começou a beijar seu corpo inteiro, ela estava ofegante, logo se levantou e começou a chupar a parte de seu namorado; ele gritava de prazer, e por assim, seguiu a noite.
***
Dois meses depois...
Alberta e Robert sempre se encontravam no bar onde seu irmão tocando, mas sempre com a companhia dos membros da banda, nunca haviam ficado a sós, mesmo depois do incidente com Darlene e Ginger, e mesmo ele tendo passado seu telefone, nunca saíram, até que um dia, John disse:
- Você precisa tomar iniciativa e chamar ela logo para sair, ela já deve estar cansada de vir ver você tocar toda a noite e ver você se entupindo de cerveja.
- Você tem razão...
Robert saiu do lado do amigo e foi até uma salinha que tinha o telefone, e dali mesmo ligou para Alberta;
- Al?
- Oi, quem é?
- Sou eu Robert.
- Ah... Oi!
- Que tal essa noite eu e você sairmos?
- Oh, e aonde vamos?
- Surpresa!
- Ok, estou pronta ás oito.
Robert e Alberta até agora não tinham nada sério, ainda não tinham nem mesmo se beijado, mas estavam cientes de que o que tinham não era apenas amizade...
Quando chegou oito horas, Robert foi busca-la, ele estava totalmente arrumado, com um terno, e ao Alberta abrir a porta se surpreendeu:
- Nossa! Pelo visto vamos em algum lugar bem chique... Se eu soubesse teria me arrumado mais...
Robert roubou um rápido beijo nos lábios de Alberta, ela ficou surpresa, e ele completou:
- Você está ótima assim.
Os dois saíram e foram em direção à surpresa de Robert, ele levou Alberta para um lindo restaurante, aonde só pessoas importantes iam. Robert foi até a recepção e Alberta o esperava olhando o cartaz que lá havia com a programação, e para sua surpresa, quem se apresentaria aquela noite? Os Yardbirds.
- Vamos Al? – disse Robert.
- Que droga!
- O que foi?
- Eu achei que essa seria uma noite só para nos dois, mas veja quem se apresentará hoje. – explicava Alberta apontando para o cartaz.
- Mas o que eles vão tocar aqui? Não combina nada!
- Eu sei...
- Calma Al... Eles vão tocar, e a gente será clientes, estarão tocando para nós.
- Você tem razão.
Eles se abraçaram e foram em direção á mesa que eles tinham reservado; Robert puxou a cadeira para ela se sentar, e quando ele se acomodou ela disse:
- Quem é você e o que fez com o Robert?
- Oras, não posso ser um cavalheiro uma vez na minha vida?
Alberta riu.
Atrás das cortinas do palco do restaurante, os Yardbirds se preparavam.
- Boa sorte, meu querido. – dizia Louise
- Obrigada meu amor. – respondeu Jeff, ele e Louise estavam namorando depois destes longos dois meses.
- Gente, nós nos preparamos muito para isso, vamos tentar não estragar tudo e...
- dizia Paul, mas logo foi interrompido por Josephine que chegava carregando Keith, que estava totalmente bêbado;
- Gente... Não tem condição do Keith cantar hoje.
- Você está loca? Não podemos estragar isso! Quem vai cantar no lugar dele?
- Eu estou muito bem... – dizia Keith, totalmente zonzo e cambaleando. – vamos logo com essa viadagem.
Ele pegou seu bongo e foi em direção à entrada para o palco.
- Boa sorte... Vão precisar. – disse Josephine preocupada.
- Por que ele tinha que beber justo hoje? – Chris cochichava para Jim.
- Eu não sei... Só sei que isso vai dar merda.
“Senhoras e senhores, com vocês, Os Yardbirds.”
Todos os aplaudiram, inclusive Alberta que olhou para Robert. Os garotos subiram ao palco, todos se arrumaram mesmo Keith tendo quase caído de lá de cima.
- Boa noite, nós somos os Yardbirds, e agora nós vamos tocar o nosso mais novo sucesso: For your love. – disse Chris, com um sorrido meio forçado, e logo foi em seu lugar.
Mas quando o primeiro instrumento começou a se manifestar, foi logo interrompido por Keith que havia jogado seu bongo no chão.
- Quem é que perde o tempo vindo nessa joça onde só tem maricas para ver um bando de magrelos tocar? – dizia Keith no microfone, perguntando para Jeff.
- Keith pelo amor de Deus pare com isso. - disse Paul se aproximando de Keith e tirando as mãos dele do microfone.
- Não toque em mim. – gritava o vocalista.
Paul tentou arrasta-lo para fora do palco, mas Keith tropeçou, e quando levantou cuspiu na cara de Paul, ele ficou tão irritado com o gesto de Keith, que o deu um tapa.
- Rápido Chris! Pega esse microfone e começa a cantar alguma coisa! – dizia Jim do fundo do palco.
- Mas eu não sei cantar!
Keith conseguiu forças para ir em direção a Chris e tomar-lhe o microfone;
- Sabe o que acontece com quem come a comida dessa espelunca? Isso. – disse Keith, que começou a fazer barulhos de peido com a boca.
- Não acredito que ele fez isso... – dizia Beck, segurando a risada
Josephine e Louise entraram correndo no palco, Josephine agarrou Keith, e os outros da banda saíram de lá.
“Senhoras e senhores, Os Yardbirds” disse Louise que saiu correndo do palco junto com Josephine e Keith.
Dava para se ouvir as vaias do lado de trás das cortinas, mas isso não importava, quando todos estavam lá atrás, Paul começou a gritar:
- Que porra foi aquela? Nós estávamos a meses treinando para isso! Esse maldito estragou tudo! Eu estou fora desse lixo!
Paul pegou seu instrumento e foi embora, quando ele saiu, Keith lhe mostrou o dedo do meio, então Jim disse:
- E agora?

- Ligue para o Stu... E avise que dessa vez precisamos de um baixista. – disse Chris.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 10)

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo.



- Amor...
- Sim, Keith?
- Desculpa por hoje na loja de discos, eu não queria que aquelas garotas me acediassem.
- Está tudo bem. – dizia Josephine acariciando o rosto de Keith enquanto ele beijava sua mão. – a culpa não foi sua, eu te amo.
Josephine abaixou a cabeça tentando engolir o choro, Keith notou que ela tinha sentido muito ciúmes do que havia acontecido, e colocou sua mão sobre a dela.
- Amor... Por favor, não chora...
- Eu te amo, e você é tão bonito, eu não aguento ver você com outras, você é meu!
- Eu não...
- O que?
- Não suporto ver você assim Josy, eu amo você, eu não ligo para elas, não se sinta inferior a mim.
- Mas Keith, é só nos olharmos no espelho, olhe você... Comparado a mim, não sou nada.
Keith não suportava ouvir aquilo, para ele Josephine era a melhor garota de todas, inconformado, ele a pegou pelos braços a deitando na cama, ela ainda chorava um pouco, mas logo parou.
Keith tirou sua camiseta e suas calças, ele estava quase nu, apenas de roupa intima, estava ajoelhado em cima da cama, com muita delicadeza ele abaixava a saia junto com a roupa intima de Josephine, fazendo assim, sua parte ficar totalmente descoberta.
Ele abriu as pernas de Josephine, e começou a beijar com muito amor, Josy gemia, e isso o o deixava mais louco de prazer, ele começou a lambê-la, fazendo-a se contorcer de tanto prazer. Seus gemidos já haviam virado gritos, e isso porque ainda não havia tirado totalmente sua roupa. Logo, Josephine se levantou, tirou o resto da roupa de Keith e começou a beijar seu corpo inteiro.
Keith e Josephine haviam tido uma noite de amor, quando tudo acabou, Josephine disse a Keith:
- Não pense que toda vez que houver um problema você vai conseguir resolver desse jeito.
Ele não disse nada, apenas a abraçou e a beijou, Josephine se arrepiava em todo lugar de seu corpo em que ele tocava:
- Eu amo você Keith, não me faça oque você fez na loja de novo.
- Eu também te amo.
E se beijaram
***
Longe dali, Louise dormia tranquilamente em seu quarto, até que foi acordada com leves batidas na janela, alguém estava jogando pedras, ela foi até a janela a abrindo; era Jeff.
- Jeff, o que você quer aqui? – perguntava ela, o mais baixo que conseguia, estava preocupada com seus pais que poderiam ver.
- Deixe-me entrar Louise.
Ela desceu e abriu a porta, e os dois subiram para o quarto.
- O que você quer aqui seu maluco? Meus pais podem ver.
- Eu senti saudades de você Louise, precisava te ver. – dizia Beck com um olhar de cachorro sem dono.
- Oh Jeff... Eu também senti a sua, mas o que você fez é loucura e...
Louise foi interrompida com um beijo, quando terminaram Jeff disse:
- Eu gostei muito de beijar você aquele dia...
- Acha que já devemos contar para os outros que estamos juntos?
- Acho que sim...
Ela o abraçou com amor, e ele passou a noite junto dela.
***
- Por favor, sabe em qual quarto está Alberta Clint? – perguntou Chris para a recepcionista do hospital no qual Alberta, Layla e John estavam sendo examinados.
- Quarto 205.
- Obrigado.
Chris pegou o elevador acompanhado de Jim, os dois chegaram ao quarto, e encontraram Stu na porta:
- O que aconteceu Stu? – disse Jim.
- Só uma briga... Nada grave, mas acharam melhor vir examinar.
Chris e Jim entraram, e exclamaram:
- Layla, Alberta, vocês estão bem?
- Estamos melhor garotos, obrigada. – disse Alberta.
- Quem são eles? – disse Chris.
- Ah, esses são Robert, Jonesy e aquele ali é o John, eles nos ajudaram na hora do acidente.
Depois de explicarem o que aconteceu para Chris e Jim, o horário de visita acabou, Stu, Jonesy, Chris, Jim e Robert tinham que ir embora, mas antes de ir, Robert foi em direção a Alberta e disse:
- Aqui está meu telefone, amanhã você sai daqui... Quem sabe a gente possa sair.

- Seria uma boa. – ela respondeu.



sábado, 20 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 9)

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo. 



Naquela noite, Layla, se deitara em sua cama, lembrando-se de Jack, aquele músico misterioso amigo de seu ex mexeu com a cabeça dela. Mas ela está com medo, ela queria ir atrás dele, mas e Eric? O que ele pode pensar? Ficaria mais irritado com os Yardbirds do que já estava. Não podia se arriscar.
Passou à noite em claro, ela tinha que tirar aquele moço de sua cabeça, então decidiu ligar para Alberta:
- Al eu preciso de sua ajuda, venha até a minha casa.
Alberta foi até lá voando, e Layla explicou tudo:
- Bem, foi isso...
- Ai meu Deus amiga!
- Eu preciso de ajuda Al, se não vou enlouquecer.
-Tive uma ideia!
Alberta foi até o telefone e parecia ter ligado para seu irmão, Layla perguntou o que ela tinha feito, e ela apenas falou para Layla se arrumar.
Depois de 20 minutos Layla estava  pronta e ela e Alberta foram até um bar não muito longe da casa de Layla.
- É aqui que meu irmão se apresenta com a banda dele. – dizia Alberta. – mas sinceramente nunca tive tempo de vir vê-los tocar.
Layla achou que a ideia de Alberta não iria funcionar muito. Mas depois de alguns minutos, a banda do irmão de Alberta entrou, ele tocava baixo.
A banda tinha um estilo diferente, e quando o vocalista começou a cantar, era algo assustador, era difícil ouvir alguém cantar daquele jeito em pleno ano de 1965. Depois de terem tocando por volta de cinco ou seis músicas, a banda deu uma pausa. O irmão de Alberta ficou no palco arrumando os equipamentos, enquanto o vocalista e o baterista desceram do palco, e se sentaram perto das duas que estavam no balcão.
- O de sempre. – disse o baterista ao garçom atrás do balcão.
Layla e Alberta ficaram encantadas com os dois moços, mas tentavam disfarçar, não funcionou muito porque eles logo notaram, e foram puxar conversa.
- Olá moças, nunca a vimos por aqui. – disse o vocalista rindo, ele tinha cabelos claros e enrolados.
- Bem é a primeira vez que vemos ver vocês tocar. – respondeu Alberta.
- E gostaram?
- Adoramos!
- Posso saber qual o nome de vocês?
- Meu nome é Alberta, e essa é minha amiga Layla, e o de vocês?
- Bem, meu nome é Robert e esse é o John.
- Vocês tocam muito bem! – disse Layla
- Obrigado, mas creio que isso vai durar pouco, andamos brigando muito, acho que esse fiasco de banda não vai para frente.
As garotas ficaram em silencio, até que uma voz feminina do lado delas, familiar, começou a pedir coisas no balcão, Layla e Alberta se viraram, e era Darlene e seu namorado Ginger, da mesma banda de Eric.
- Ora ora, quem vejo aqui. – disse Darlene.
- Parece que agora não teremos sossego! – exclamou Layla
- Lay calma. – cochichou Alberta. – vamos embora.
As duas se levantaram, mas Ginger, por ordem de Darlene, esticou o pé, fazendo assim Layla tropeçar, os dois caíram na gargalhada.
Robert não aguentou ver aquela cena, ele pegou o copo de cerveja que estava tomando e jogou em cima de Darlene, e junto com Alberta foi acolher Layla.
- Mas que droga foi essa? – gritava Darlene furiosa, avançando em Robert, enquanto Ginger a segurava.
- Robert, acho que você exagerou. – gritou John.
- Não meta seu nariz seu moleque! – gritou Darlene para o baterista.
- Mas eu estou te defendendo sua louca!
Ginger se levantou, e foi em direção a John, o segurando pela gola:
- É bom você tomar cuidado com o jeito que fala com a minha namorada, seu imbecil. – Ginger cuspiu na cara de John e em seguida o deu um tapa, o deixando caído no chão.
- E eu achando que Eric que era encrenqueiro! – gritou Alberta – Vocês deviam é ser presos!
Darlene ao ouvir aquilo, chutou o estomago de Alberta que estava ajoelhada fazendo-a gritar, as pessoas em volta já estavam observando a cena, até que dois homens vieram ajudar; Era Jonesy e Stu.
- Alberta?! – exclamou Jonesy.
- Rápido! Ajudem-me. – disse Robert, pegando Alberta no colo. – Eles três precisam ir ao medico.
Jonesy foi em direção a Layla, e Stu ajudou John a se levantar, enquanto isso acontecia, Darlene e Ginger, foram embora, sem se quer dar uma explicação.
***
Longe dali, na manhã seguinte, Keith caminhava de braços dados com Josephine, haviam combinado de irem juntos a loja de discos, para comprar o disco novo, como se fossem apenas fãs.
Chegaram à loja mais badalada do centro de Londres, estava lotada, e quando Keith colocou seus pés dentro do estabelecimento, uma multidão de meninas começou a gritar e assedia-lo. Não paravam de gritar “eu te amo” e coisas assim. Josephine tentou ajudar, mas era inútil. Ela apenas foi até a sessão de “blues-rock” procurar o LP.
Depois de mais ou menos meia hora, seguranças chegaram e acalmaram a multidão e Keith finalmente foi em direção da namorada.
- Meu amor, me perdoe, eu não sabia que isso iria acontecer.
Josephine não disse nada, apenas sorriu e passou a mão no rosto do amado.
- Está tudo bem, vou ter que me acostumar com isso...
Ele deu um beijo rápido em sua boca, e notou que ela já estava com o LP na mão.
Ao saírem da loja, avistaram Paul, Chris e Jim vindo à direção deles.
- Gente não me culpe, por favor. – disse Chris.
- Culpar pelo que? – perguntou Keith confuso.
- Por Paul estar tão irritante. – disse Jim em tom de gozação.
- Mas do que é que vocês estão falando? – perguntou Josephine.
- Gente! Eu consegui uma apresentação, daqui alguns meses, em um lugar grã-fino, aonde só gente importante vai lá! – exclamava Paul entusiasmado.
- Nossa Paul... Que coisa de marica. – riu Keith, tirando sarro.
- Aff, vocês não entendem nada mesmo! – disse Paul.
- Não se preocupe caro amigo, nós vamos nos apresentar neste belo estabelecimento que você conseguiu. – disse Jim, fazendo gracinhas.
E lá foram eles caminhando pelas ruas de Londres.