segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dazed and Confused (Capítulo 12)

Parte III - Roger... Quem?



- Então Al...
- Sim?
- O que achou da nossa noite? – Robert segurava o riso.
- Bem... Fora aqueles loucos no palco, foi boa.
- Eu achei bem engraçado.
- Seu sorriso é tão bonito Robert.
- Ninguém nunca me disse isso.
- Eu entendo.
Robert neste momento puxou Alberta pelo braço e a deu um beijo longo, quando terminou ela respondeu:
 - Ninguém nunca me fez isso.
Ele sorriu e disse:
- Por que você não vai embora comigo?
- Mas e meus pais?
- O que eles iriam dizer? Você só vai ir passar uma noite na casa da Josephine e nada mais. – disse ele com um olhar de safadeza.
- Ok. Você venceu.
Eles caminharam pela noite até chegarem o apartamento dele, Robert morava sozinho, Alberta entrou meio sem jeito, mas logo se sentou.
Robert tirou a blusa, e Alberta começou a se corar, ela estava com vontade de agarra-lo agora mesmo, mas se conteve, ele se sentou ao lado dela;
- Se acalme – disse ele sorrindo.
Ela não respondeu apenas sorriu, ele começou a beijar seu pescoço fazendo-a se arrepiar, logo, Robert começou a passar a mão em sua cintura, e provoca-la, ela se entregou a ele, e logo se deitaram...
***
- O que pretendem fazer agora Jeff? – dizia Louise.
- Eu não sei o que será da gente amor, teremos que arranjar um novo baixista.
- Vocês darão um jeito.
- Bem, vamos mudar de assunto. Trouxe isso para você.
Beck pegou uma rosa que estava dentro da sua mala na qual ele levava sua guitarra, os olhos de Louise brilharam ao ver aquele gesto, ela sorriu e disse:
- Oh meu amor, eu te amo tanto, eu nunca quero me separar de você, nunca! – dizia ela o abraçando.
- Eu também não meu amor.
***
No dia seguinte, os Yardbirds decidiram ligar para o Stu, Relf pegou o telefone e pediu para que ele trouxesse aquele músico de que tanto falava.
Todos se reuniram na casa de Chris como de costume, e depois de uma meia hora, Stu chegou acompanhado de um mocinho, de cabelo bem escuro e bem branquinho, segurando um baixo nas costas, Stu disse:
- Gente, esse é o Jimmy Page, um dos melhores músicos da região, já fez bico em várias bandas, como o The Who, e quando falei de vocês, ele disse que toparia.
- Olá Jimmy, você conhece a nossa banda? – dizia Keith.
- Sim... Já ouvi o álbum que vocês lançaram, é muito bom. – ele respondeu tímido.
Depois de alguns minutos, todos se acomodaram, Jimmy começou a bater papo com o resto da banda, enquanto Stu e Keith conversavam:
- Acha que isso vai dar certo Stu? Já é a segunda vez que a formação muda.
- Keith, meu caro, a única coisa na qual você tem que se preocupar é se as fãs vão acompanhar essa mudança de vocês.
Keith e riu e continuou:
- Gostei desse tal Jimmy... Ele parece ser criativo.
- E é mesmo, vai se impressionar com o jeito que esse garoto toca Relf, vocês são muito sortudos dele ter aceitado.
Logo Jimmy se levanta, e foi em direção ao banheiro, mas quando estava prestes a entrar, Josephine saiu, e sem querer trombou nele.
- Ai me desculpa, sou muito estabanada!
- Está tudo bem, você foi pega de surpresa.
- Bem... Com o tempo a gente para de se trombar.
Ela estava sem graça, até que ele disse:
- Bem, prazer, não conversei com você ainda.
- Prazer, meu nome é Josephine.
- Josephine, é um bom nome para música.
- Eu odeio meu nome, vivo dizendo para o Keith me chamar de outra coisa.
- Ah, você e ele estão juntos?
- Sim. Já namoramos há bastante tempo.
- Bem... Agora eu vou usar ai.
- Ah, sim, claro, perdão.
- Tudo bem...



sábado, 27 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 11)

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo.



- Mas que droga! – gritava Darlene.
- O que foi? – disse Clapton.
- Teve a maior briga ontem no bar, teve até gente sendo internada. – explicava Ginger.
- Seus encrenqueiros! – gritou Jack.
- Saiam daqui seus malditos! – gritou Darlene para Eric e Jack, e os dois saíram.
- Acalme-se amor... – dizia Ginger enquanto acariciava os ombros de Darlene.
- Não tem como eu me acalmar, podemos ser presos por isso!
Ginger a interrompeu com um comprido e quente beijo, ele a amava, mas tinha horas que preferia ela em silencio.
- Obrigada por sempre estar comigo querido.
Ele não respondeu, apenas a levou para o quarto, deitou-a na cama e tirou suas roupas.
Logo Darlene estava totalmente despida, e seu namorado, começou a beijar seu corpo inteiro, ela estava ofegante, logo se levantou e começou a chupar a parte de seu namorado; ele gritava de prazer, e por assim, seguiu a noite.
***
Dois meses depois...
Alberta e Robert sempre se encontravam no bar onde seu irmão tocando, mas sempre com a companhia dos membros da banda, nunca haviam ficado a sós, mesmo depois do incidente com Darlene e Ginger, e mesmo ele tendo passado seu telefone, nunca saíram, até que um dia, John disse:
- Você precisa tomar iniciativa e chamar ela logo para sair, ela já deve estar cansada de vir ver você tocar toda a noite e ver você se entupindo de cerveja.
- Você tem razão...
Robert saiu do lado do amigo e foi até uma salinha que tinha o telefone, e dali mesmo ligou para Alberta;
- Al?
- Oi, quem é?
- Sou eu Robert.
- Ah... Oi!
- Que tal essa noite eu e você sairmos?
- Oh, e aonde vamos?
- Surpresa!
- Ok, estou pronta ás oito.
Robert e Alberta até agora não tinham nada sério, ainda não tinham nem mesmo se beijado, mas estavam cientes de que o que tinham não era apenas amizade...
Quando chegou oito horas, Robert foi busca-la, ele estava totalmente arrumado, com um terno, e ao Alberta abrir a porta se surpreendeu:
- Nossa! Pelo visto vamos em algum lugar bem chique... Se eu soubesse teria me arrumado mais...
Robert roubou um rápido beijo nos lábios de Alberta, ela ficou surpresa, e ele completou:
- Você está ótima assim.
Os dois saíram e foram em direção à surpresa de Robert, ele levou Alberta para um lindo restaurante, aonde só pessoas importantes iam. Robert foi até a recepção e Alberta o esperava olhando o cartaz que lá havia com a programação, e para sua surpresa, quem se apresentaria aquela noite? Os Yardbirds.
- Vamos Al? – disse Robert.
- Que droga!
- O que foi?
- Eu achei que essa seria uma noite só para nos dois, mas veja quem se apresentará hoje. – explicava Alberta apontando para o cartaz.
- Mas o que eles vão tocar aqui? Não combina nada!
- Eu sei...
- Calma Al... Eles vão tocar, e a gente será clientes, estarão tocando para nós.
- Você tem razão.
Eles se abraçaram e foram em direção á mesa que eles tinham reservado; Robert puxou a cadeira para ela se sentar, e quando ele se acomodou ela disse:
- Quem é você e o que fez com o Robert?
- Oras, não posso ser um cavalheiro uma vez na minha vida?
Alberta riu.
Atrás das cortinas do palco do restaurante, os Yardbirds se preparavam.
- Boa sorte, meu querido. – dizia Louise
- Obrigada meu amor. – respondeu Jeff, ele e Louise estavam namorando depois destes longos dois meses.
- Gente, nós nos preparamos muito para isso, vamos tentar não estragar tudo e...
- dizia Paul, mas logo foi interrompido por Josephine que chegava carregando Keith, que estava totalmente bêbado;
- Gente... Não tem condição do Keith cantar hoje.
- Você está loca? Não podemos estragar isso! Quem vai cantar no lugar dele?
- Eu estou muito bem... – dizia Keith, totalmente zonzo e cambaleando. – vamos logo com essa viadagem.
Ele pegou seu bongo e foi em direção à entrada para o palco.
- Boa sorte... Vão precisar. – disse Josephine preocupada.
- Por que ele tinha que beber justo hoje? – Chris cochichava para Jim.
- Eu não sei... Só sei que isso vai dar merda.
“Senhoras e senhores, com vocês, Os Yardbirds.”
Todos os aplaudiram, inclusive Alberta que olhou para Robert. Os garotos subiram ao palco, todos se arrumaram mesmo Keith tendo quase caído de lá de cima.
- Boa noite, nós somos os Yardbirds, e agora nós vamos tocar o nosso mais novo sucesso: For your love. – disse Chris, com um sorrido meio forçado, e logo foi em seu lugar.
Mas quando o primeiro instrumento começou a se manifestar, foi logo interrompido por Keith que havia jogado seu bongo no chão.
- Quem é que perde o tempo vindo nessa joça onde só tem maricas para ver um bando de magrelos tocar? – dizia Keith no microfone, perguntando para Jeff.
- Keith pelo amor de Deus pare com isso. - disse Paul se aproximando de Keith e tirando as mãos dele do microfone.
- Não toque em mim. – gritava o vocalista.
Paul tentou arrasta-lo para fora do palco, mas Keith tropeçou, e quando levantou cuspiu na cara de Paul, ele ficou tão irritado com o gesto de Keith, que o deu um tapa.
- Rápido Chris! Pega esse microfone e começa a cantar alguma coisa! – dizia Jim do fundo do palco.
- Mas eu não sei cantar!
Keith conseguiu forças para ir em direção a Chris e tomar-lhe o microfone;
- Sabe o que acontece com quem come a comida dessa espelunca? Isso. – disse Keith, que começou a fazer barulhos de peido com a boca.
- Não acredito que ele fez isso... – dizia Beck, segurando a risada
Josephine e Louise entraram correndo no palco, Josephine agarrou Keith, e os outros da banda saíram de lá.
“Senhoras e senhores, Os Yardbirds” disse Louise que saiu correndo do palco junto com Josephine e Keith.
Dava para se ouvir as vaias do lado de trás das cortinas, mas isso não importava, quando todos estavam lá atrás, Paul começou a gritar:
- Que porra foi aquela? Nós estávamos a meses treinando para isso! Esse maldito estragou tudo! Eu estou fora desse lixo!
Paul pegou seu instrumento e foi embora, quando ele saiu, Keith lhe mostrou o dedo do meio, então Jim disse:
- E agora?

- Ligue para o Stu... E avise que dessa vez precisamos de um baixista. – disse Chris.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 10)

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo.



- Amor...
- Sim, Keith?
- Desculpa por hoje na loja de discos, eu não queria que aquelas garotas me acediassem.
- Está tudo bem. – dizia Josephine acariciando o rosto de Keith enquanto ele beijava sua mão. – a culpa não foi sua, eu te amo.
Josephine abaixou a cabeça tentando engolir o choro, Keith notou que ela tinha sentido muito ciúmes do que havia acontecido, e colocou sua mão sobre a dela.
- Amor... Por favor, não chora...
- Eu te amo, e você é tão bonito, eu não aguento ver você com outras, você é meu!
- Eu não...
- O que?
- Não suporto ver você assim Josy, eu amo você, eu não ligo para elas, não se sinta inferior a mim.
- Mas Keith, é só nos olharmos no espelho, olhe você... Comparado a mim, não sou nada.
Keith não suportava ouvir aquilo, para ele Josephine era a melhor garota de todas, inconformado, ele a pegou pelos braços a deitando na cama, ela ainda chorava um pouco, mas logo parou.
Keith tirou sua camiseta e suas calças, ele estava quase nu, apenas de roupa intima, estava ajoelhado em cima da cama, com muita delicadeza ele abaixava a saia junto com a roupa intima de Josephine, fazendo assim, sua parte ficar totalmente descoberta.
Ele abriu as pernas de Josephine, e começou a beijar com muito amor, Josy gemia, e isso o o deixava mais louco de prazer, ele começou a lambê-la, fazendo-a se contorcer de tanto prazer. Seus gemidos já haviam virado gritos, e isso porque ainda não havia tirado totalmente sua roupa. Logo, Josephine se levantou, tirou o resto da roupa de Keith e começou a beijar seu corpo inteiro.
Keith e Josephine haviam tido uma noite de amor, quando tudo acabou, Josephine disse a Keith:
- Não pense que toda vez que houver um problema você vai conseguir resolver desse jeito.
Ele não disse nada, apenas a abraçou e a beijou, Josephine se arrepiava em todo lugar de seu corpo em que ele tocava:
- Eu amo você Keith, não me faça oque você fez na loja de novo.
- Eu também te amo.
E se beijaram
***
Longe dali, Louise dormia tranquilamente em seu quarto, até que foi acordada com leves batidas na janela, alguém estava jogando pedras, ela foi até a janela a abrindo; era Jeff.
- Jeff, o que você quer aqui? – perguntava ela, o mais baixo que conseguia, estava preocupada com seus pais que poderiam ver.
- Deixe-me entrar Louise.
Ela desceu e abriu a porta, e os dois subiram para o quarto.
- O que você quer aqui seu maluco? Meus pais podem ver.
- Eu senti saudades de você Louise, precisava te ver. – dizia Beck com um olhar de cachorro sem dono.
- Oh Jeff... Eu também senti a sua, mas o que você fez é loucura e...
Louise foi interrompida com um beijo, quando terminaram Jeff disse:
- Eu gostei muito de beijar você aquele dia...
- Acha que já devemos contar para os outros que estamos juntos?
- Acho que sim...
Ela o abraçou com amor, e ele passou a noite junto dela.
***
- Por favor, sabe em qual quarto está Alberta Clint? – perguntou Chris para a recepcionista do hospital no qual Alberta, Layla e John estavam sendo examinados.
- Quarto 205.
- Obrigado.
Chris pegou o elevador acompanhado de Jim, os dois chegaram ao quarto, e encontraram Stu na porta:
- O que aconteceu Stu? – disse Jim.
- Só uma briga... Nada grave, mas acharam melhor vir examinar.
Chris e Jim entraram, e exclamaram:
- Layla, Alberta, vocês estão bem?
- Estamos melhor garotos, obrigada. – disse Alberta.
- Quem são eles? – disse Chris.
- Ah, esses são Robert, Jonesy e aquele ali é o John, eles nos ajudaram na hora do acidente.
Depois de explicarem o que aconteceu para Chris e Jim, o horário de visita acabou, Stu, Jonesy, Chris, Jim e Robert tinham que ir embora, mas antes de ir, Robert foi em direção a Alberta e disse:
- Aqui está meu telefone, amanhã você sai daqui... Quem sabe a gente possa sair.

- Seria uma boa. – ela respondeu.



sábado, 20 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 9)

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo. 



Naquela noite, Layla, se deitara em sua cama, lembrando-se de Jack, aquele músico misterioso amigo de seu ex mexeu com a cabeça dela. Mas ela está com medo, ela queria ir atrás dele, mas e Eric? O que ele pode pensar? Ficaria mais irritado com os Yardbirds do que já estava. Não podia se arriscar.
Passou à noite em claro, ela tinha que tirar aquele moço de sua cabeça, então decidiu ligar para Alberta:
- Al eu preciso de sua ajuda, venha até a minha casa.
Alberta foi até lá voando, e Layla explicou tudo:
- Bem, foi isso...
- Ai meu Deus amiga!
- Eu preciso de ajuda Al, se não vou enlouquecer.
-Tive uma ideia!
Alberta foi até o telefone e parecia ter ligado para seu irmão, Layla perguntou o que ela tinha feito, e ela apenas falou para Layla se arrumar.
Depois de 20 minutos Layla estava  pronta e ela e Alberta foram até um bar não muito longe da casa de Layla.
- É aqui que meu irmão se apresenta com a banda dele. – dizia Alberta. – mas sinceramente nunca tive tempo de vir vê-los tocar.
Layla achou que a ideia de Alberta não iria funcionar muito. Mas depois de alguns minutos, a banda do irmão de Alberta entrou, ele tocava baixo.
A banda tinha um estilo diferente, e quando o vocalista começou a cantar, era algo assustador, era difícil ouvir alguém cantar daquele jeito em pleno ano de 1965. Depois de terem tocando por volta de cinco ou seis músicas, a banda deu uma pausa. O irmão de Alberta ficou no palco arrumando os equipamentos, enquanto o vocalista e o baterista desceram do palco, e se sentaram perto das duas que estavam no balcão.
- O de sempre. – disse o baterista ao garçom atrás do balcão.
Layla e Alberta ficaram encantadas com os dois moços, mas tentavam disfarçar, não funcionou muito porque eles logo notaram, e foram puxar conversa.
- Olá moças, nunca a vimos por aqui. – disse o vocalista rindo, ele tinha cabelos claros e enrolados.
- Bem é a primeira vez que vemos ver vocês tocar. – respondeu Alberta.
- E gostaram?
- Adoramos!
- Posso saber qual o nome de vocês?
- Meu nome é Alberta, e essa é minha amiga Layla, e o de vocês?
- Bem, meu nome é Robert e esse é o John.
- Vocês tocam muito bem! – disse Layla
- Obrigado, mas creio que isso vai durar pouco, andamos brigando muito, acho que esse fiasco de banda não vai para frente.
As garotas ficaram em silencio, até que uma voz feminina do lado delas, familiar, começou a pedir coisas no balcão, Layla e Alberta se viraram, e era Darlene e seu namorado Ginger, da mesma banda de Eric.
- Ora ora, quem vejo aqui. – disse Darlene.
- Parece que agora não teremos sossego! – exclamou Layla
- Lay calma. – cochichou Alberta. – vamos embora.
As duas se levantaram, mas Ginger, por ordem de Darlene, esticou o pé, fazendo assim Layla tropeçar, os dois caíram na gargalhada.
Robert não aguentou ver aquela cena, ele pegou o copo de cerveja que estava tomando e jogou em cima de Darlene, e junto com Alberta foi acolher Layla.
- Mas que droga foi essa? – gritava Darlene furiosa, avançando em Robert, enquanto Ginger a segurava.
- Robert, acho que você exagerou. – gritou John.
- Não meta seu nariz seu moleque! – gritou Darlene para o baterista.
- Mas eu estou te defendendo sua louca!
Ginger se levantou, e foi em direção a John, o segurando pela gola:
- É bom você tomar cuidado com o jeito que fala com a minha namorada, seu imbecil. – Ginger cuspiu na cara de John e em seguida o deu um tapa, o deixando caído no chão.
- E eu achando que Eric que era encrenqueiro! – gritou Alberta – Vocês deviam é ser presos!
Darlene ao ouvir aquilo, chutou o estomago de Alberta que estava ajoelhada fazendo-a gritar, as pessoas em volta já estavam observando a cena, até que dois homens vieram ajudar; Era Jonesy e Stu.
- Alberta?! – exclamou Jonesy.
- Rápido! Ajudem-me. – disse Robert, pegando Alberta no colo. – Eles três precisam ir ao medico.
Jonesy foi em direção a Layla, e Stu ajudou John a se levantar, enquanto isso acontecia, Darlene e Ginger, foram embora, sem se quer dar uma explicação.
***
Longe dali, na manhã seguinte, Keith caminhava de braços dados com Josephine, haviam combinado de irem juntos a loja de discos, para comprar o disco novo, como se fossem apenas fãs.
Chegaram à loja mais badalada do centro de Londres, estava lotada, e quando Keith colocou seus pés dentro do estabelecimento, uma multidão de meninas começou a gritar e assedia-lo. Não paravam de gritar “eu te amo” e coisas assim. Josephine tentou ajudar, mas era inútil. Ela apenas foi até a sessão de “blues-rock” procurar o LP.
Depois de mais ou menos meia hora, seguranças chegaram e acalmaram a multidão e Keith finalmente foi em direção da namorada.
- Meu amor, me perdoe, eu não sabia que isso iria acontecer.
Josephine não disse nada, apenas sorriu e passou a mão no rosto do amado.
- Está tudo bem, vou ter que me acostumar com isso...
Ele deu um beijo rápido em sua boca, e notou que ela já estava com o LP na mão.
Ao saírem da loja, avistaram Paul, Chris e Jim vindo à direção deles.
- Gente não me culpe, por favor. – disse Chris.
- Culpar pelo que? – perguntou Keith confuso.
- Por Paul estar tão irritante. – disse Jim em tom de gozação.
- Mas do que é que vocês estão falando? – perguntou Josephine.
- Gente! Eu consegui uma apresentação, daqui alguns meses, em um lugar grã-fino, aonde só gente importante vai lá! – exclamava Paul entusiasmado.
- Nossa Paul... Que coisa de marica. – riu Keith, tirando sarro.
- Aff, vocês não entendem nada mesmo! – disse Paul.
- Não se preocupe caro amigo, nós vamos nos apresentar neste belo estabelecimento que você conseguiu. – disse Jim, fazendo gracinhas.
E lá foram eles caminhando pelas ruas de Londres.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Dazed and Confused (Capítulo 8).

Parte II - Durante, sobre, do lado, para baixo.




:. Me pediram para que quando tivesse “cenas não apropriadas” eu destacasse, por isso toda vez que rolar uma cena impropria eu vou grifar. ok?

- Estou feliz que tenha aceitado meu convite Louise. – dizia Jeff, que havia convidado a garota para passear com ele nas calmas ruas dos arredores de Londres.
- Ah Jeff, eu que agradeço, não estaria fazendo nada em casa á essa hora. – ela sorriu e começou a observa-lo. – sabe, você está bem arrumado para uma simples voltinha Jeff.
- Bem... É que na verdade, eu quero que esse seja um momento especial que seja lembrado por nós daqui um tempo.
- Como assim?
Jeff se virou para Louise, a encostou em uma arvore que ali havia, e colocou a mão em seu rosto;
- Sabe... eu queria te dar um presente... – dizia ele com um olhar misterioso.
- Que tipo de presente Jeff? Você já me fez músicas, e isso já não basta? – ela sorriu nervosa.
Ele simplesmente fechou os olhos e foi aproximando seu rosto do dela, até que finalmente, o primeiro beijo da pequena jovem Louise foi concluído, não durou muito, mas mesmo assim foi quente e especial.
- Nossa... – dizia ela.
- O que foi? Desculpe se...
- É o meu primeiro beijo. – ela riu tímida.
Ele a abraçou, não queria mais solta-la, e ela retribuiu.
***
Longe dali, Alberta e Layla passeavam e colocavam o papo em dia:
- Hey Lay, que tal irmos a uma lanchonete aqui perto? É excelente.
- Por mim tudo bem, Al!
Chegaram em uma lanchonete, chamada “Café anos 40”. Elas se sentaram, e logo um garçom, jovem, se aproximou delas e disse:
- Aqui está o cardápio moças!
- Ora Jonesy, não precisa de toda essa cerimonia. – disse Alberta. – você já me conhece, vivo vindo aqui.
O moço apenas sorriu e abaixou a cabeça, até que Alberta disse:
- Layla esse é meu bom amigo, John, mas chamamos ele de Jonesy, desde que ele inventou um nome artístico.
- Nome artístico? – disse Layla sorrindo.
- Sim, ele começou a falar para o chamarmos de John Paul Jones.
- Bem criativo você – completou Layla.
- Obrigado... – ele sorriu tímido. E saiu.
- Ele é uma gracinha, Al!
- Quem? O Jonesy? haha Não me diga que está interessada!
- Não estou... Ele é apenas atraente.
- Hey Lay! Olhe atrás de você, não é um daqueles caras que estava com o Clapton no dia da gravação?
Layla se virou discretamente, e confirmou;
- Sim, é ele mesmo...
- E ele está olhando para cá, será que nos reconheceu?
- Não faço ideia... Ai Al... Acho que vou ao banheiro.
- Ok.
E lá foi Layla, se levantando e indo em direção ao banheiro, que ficava do lado externo da lanchonete, estava no final de tarde, quase escuro, mas antes que Layla entrasse, sentiu alguém tocar seu ombro esquerdo, quando se virou, era ele, o garoto no qual estava com Clapton aquele dia;
- Ola. – disse ele.
- Eu lhe conheço?
- Acho que a senhorita deve se lembrar de mim.
- Lembro que você era um daqueles idiotas acompanhando Eric naquele dia.
- Boa memoria... Mas não sou um idiota, pelo contrario, achei muito errado o que eles fizeram com os seus amigos.
- Isso é serio?
- Por que não seria?
- Hm... Vai ver só está fazendo isso para me impressionar...
- Digamos que os dois...
- Os dois?
- Eu achei oque fizeram a eles bem idiota... E também estou tentando lhe impressionar.
- Me poupe, eu nem sei o seu nome.
- É Jack, e o seu?
- Me chamo Layla.
- Ok Layla, você quem pediu.
- Pedi o que?
Jack não disse nada, apenas a roubou um beijo de língua. E Layla, não o interrompeu, eles estavam ofegantes, e mesmo não se conhecendo, estavam tendo uma grande intimidade, Layla começou a puxa-lo para dentro do banheiro feminino, no qual só havia um box, e estava vazio, Jack começou a beijar seus ombros e abrir o vestido de Layla, até ela ficar apenas de roupas intimas. Após isso, Layla tirou a camiseta de Jack e abriu suas calça abaixando suas roupas intimas, os dois estavam excitados, em todos os sentidos. Jack finalmente conseguiu tirar tudo o que Layla estava vestindo, ele começou a beijar o corpo da doce jovem, ex-namorada do mesmo membro de sua banda, Layla gemia de tanto prazer. Depois disso, Jack a fez se abaixar e chu*** sua parte intima, ele não se conteve, estava totalmente sem folego.
Depois de tudo aquilo, Layla não acreditava no que havia feito, apenas viu Jack caído no chão, sorrindo, porem com a cabeça longe, ela rapidamente se vestiu e voltou para perto da amiga que ainda estava sentada, deixando Jack lá dentro do banheiro feminino:
- Mas onde é que você estava?
- Nem queira saber...


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 7)

Parte II – Durante, sobre, do lado, para baixo.




Dias depois, Jeff Beck já estava fazendo shows com a banda nova, e até mesmo ajudando nas composições:
- Eu a emocionaria com encanto, eu te daria diamantes brilhantes... – repetia keith.
- Faria coisas que te deixariam animada, só para você sonhar comigo a noite! – completou Jeff com a composição que havia acabado de fazer.
- Nossa Beck! Você é um bom compositor, há há. – dizia Chris.
- Esse já pode ser o nosso jingle! – completou Jim.
- E qual será o nome da música? – perguntou Paul.
- Ora, nada mais que o mesmo nome do álbum...  For your love! – completou Keith entusiasmado.
***
Passaram-se um mês, e finalmente, depois de toda aquela demora, e depois de todo aquela expectativa pelo grande álbum, os Yardbirds, iriam gravar o videoclipe, para fechar com chave de ouro o primeiro álbum.
- Ora Keith, se você não parar de se mexer não vou conseguir ajustar esse chapéu. – dizia Josephine ajustando o chapéu que fazia conjunto da fantasia de seu amado, para a agravação do clipe, ele iria se vestir de uma espécie de príncipe ou algo parecido... Eles tentariam fazer um clipe em um estilo da idade media ou idade renascentista tinha até mesmo alugado um cravo para tocar.
- Desculpe Josy querida, é que estou muito ansioso para o nosso clipe, vamos aparecer na tv!
- Ah com toda certeza vão... Pronto! Terminei o chapéu!
Keith se levantou, e os olhos de Josephine brilharam, ele estava parecendo um típico príncipe de histórias encantadas, ela ficou de boca aberta olhando seu amado ajustando seu trage.
- Muito obrigada por me ajudar com minha fantasia meu amor. – dizia Keith abraçando Josephine. – agora vou indo para o estúdio.
Keith deu um beijo na testa de sua namorada, e foi direto para a sala da qual o cenário já estava arrumado, lá encontrou o resto da banda, todos caracterizados, Jim e Paul se vestiram de bravos cavaleiros de cruzadas, Jeff estava como um mosqueteiro bravo e destemido, e Chris, um simples lorde inglês do século XVII.
- Preparados? – dizia Keith pegando seu bongo.
-Faz tempo! – exclamou Jim indo em direção da bateria.
Louise, Layla, Alberta e Josephine se sentaram em um lugar reservado atrás das câmeras onde poderiam os ver começando a tocar.
- Eles estão divinos! – exclamou Louise.
- Estão sim... Mas eu sei qual deles é o mais “divino” para você. – dizia Layla e tom de brincadeira.
Louise apenas sorriu e abaixou sua cabeça, a música começou, e estava tudo sendo gravado.
Depois de algumas horas, estavam na quinta tentativa de gravar e sair, dessa vez iria conseguir.
As garotas já estavam cansadas, decidiram ir até o fundo do estúdio e tomar um refrigerante, Josephine, Louise e Alberta foram direto ao banheiro, Layla ficou lá fora observando o movimento, ela pegou uma latinha de coca cola, e de longe enxergava todos se arrumando para o ultimo take, mas antes que terminasse seu terceiro gole de coca, se surpreendeu com quem entrara pela porta: Eric Clapton. Junto de dois outros rapazes e uma moça, e ele foi direto a Stu, que estava ali perto:
- Ora Stu! Você disse que esses pirralhos já teriam acabado a gravação há essa hora! – dizia Clapton se achando superior.
- Escutem aqui, eles demoraram mais que o previsto, mas esse é o ultimo Take e eles já vão embora depois dessa.
- É bom que seja isso mesmo... – compleou Darlene acompanhando os rapazes.
- Eric? O que faz aqui? – perguntava Layla se aproximando.
- Vim com minha nova banda gravar nossos primeiros records.
- Nova banda? – riu Layla.
- Layla, queria, lhe apresento, O Cream.
- Cream? HAHA não tinha nome melhor não? Quem inventou? A esperta moça acompanhada de vocês? – dizia Layla em tom de ironia.
- E você acha que Yardbirds é um ótimo nome para banda queridinha? – completou Darlene.
- Eu por acaso te conheço? – dizia Layla com olhar de desprezo, mas antes que Darlene pudesse responder, Keith se aproximou e disse:
- Clapton? O que faz aqui?
- Vim gravar meus records novos com a banda nova!
- Banda nova?
- Sim, nós vamos revolucionar as coisas por aqui, querido Keith, diferente dessa sua bandinha, que está indo cada vez mais para o esgoto. – Eric cuspiu no rosto de Keith antes que ele pudesse esbanjar alguma reação, Stu se aproximou e falou:
- Clapton, fora.
- EU? Mas eu não fiz nada!
- Aqui não é palco de barraco, Eric, vá embora e leve sua banda... Ou melhor, sua gangue daqui.
Era possível ver o ódio escorrendo dos olhos de Clapton, ele saiu, nada satisfeito, enquanto os Yardbirds, comemoravam o encerramento do clipe.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 6)

Parte II - Durante, sobre, de lado, para baixo.



- Bom dia! Já estamos em 1965...
Keith abriu seus olhos, olhou para o lado e viu o Sol batendo por fora da janela, logo a frente estava sua namorada Josephine que havia o acordado e estava vestindo suas roupas, pois ela e seu namorado haviam dormido juntos naquela noite de virada do ano.
- Oh meu amor, deixe-me dar o primeiro beijo de 1965. – dizia Keith enrolado nos lençóis abraçando sua amada por trás.
- Oh meu amor eu te amo tanto...
Os dois namoraram mais um pouco, mas logo saíram do quarto e foram tomar café, todos na mesa estavam preocupados:
- E agora Keith... Já faz alguns dias que o Clapton se foi, e logo mais vamos gravar o álbum... – disse Jim.
- Calma gente... Eu tenho uma ideia. – respondeu Relf, virando seu olhar para Jeff.
***
Longe dali, Eric Clapton continuava sem rumo, sem saber como continuar, estava longe de seu único ganha pão... E de seu único amor. Inconformado com a realidade, ele se dirigiu até um pequeno bar em uma rua meio vazia de Londres.
Lá dentro tinha pouca iluminação, mas Eric não se incomodava, foi direto ao balcão e pediu bebida, minutos depois, um homem subiu no palco e avisou que um grupo iria tocar ali naquela manhã.
Depois de mais ou menos 15 minutos, os garotos entraram, eram diferentes do estilo dos yardbirds, e Clapton se interessou na maneira que eles tocavam.
Eric estava hipnotizado pela maneira que os garotos tocavam, até ser interrompido por uma moça que se aproximou dele e disse:
- Você tem cigarro?
- Não... Não tenho.
- Hm está gostando do som dos garotos?
- Sim! Você os conhece?
- Claro... O baterista, Ginger, é meu namorado.
- É genial... Por favor, qual seu nome?
- Darlene.
- Darlene, você pode me passar o contato de vocês?
- Claro. – ela pegou uma caderneta e escreveu o telefone.
- Obrigado!
- Hey espere! Qual seu nome?
- Eric Clapton.
***
- Você acha mesmo que isso vai dar certo? – disse Chris inseguro.
- Com toda certeza vai! – respondeu Keith empolgado indo em direção ao telefone – alo? Jeff?
- Sim, sou eu.
- Precisamos conversar com você...
- Sim claro, estou indo.
Meia hora depois lá estava Beck:
- O que houve?
- Jeff, nós já vimos você tocar... E toca muito bem... – explicava Keith como líder da banda.
- Hm...
- É o seguinte... Agora que não temos um guitarrista solo, e precisamos urgente de um para a gravação do álbum e do clipe, gostaríamos de saber se você não aceita esse cargo...
Jeff ficou alguns segundos em silencio, até que Keith completou:
- Tudo bem... Se não quer aceitar, não vamos o obrigar.
- Mas... É CLARO QUE EU ACEITO! – gritou o pequeno guitarrista empolgado. – finalmente estou em uma banda como membro... E não substituindo alguém que está doente há há.
- Perfeito! Então apareça aqui semana que vem, vamos nos preparar para gravar!
- Hey Keith! – Layla o chamou discretamente.
- Gente eu já volto. – disse Keith, deixando Jeff conversando com os outros garotos. – o que foi Lay?
- Keith... Já pensou se o Clapton descobre isso?
- Olha Layla, desculpe a grosseria mas estou pouco me fudendo para o que aquele idiota vai pensar, ele saiu da banda...
- Eu sei Keith! Mas e se ele tentar nos fazer algo de mau... Sei lá.
- Layla não se preocupe, à essa hora ele já deve estar treinando composições novas e procurando uma banda para ele... Se duvidar ele deve estar super feliz de ter se livrado da gente.
- Se você diz...


domingo, 7 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 5)

Parte I - O novo pássaro do meu quintal.



Passado dois dias desde o incidente, era a semana de Natal e de ano novo, e todos foram até a casa do Chris para comemorar, até Jeff Beck estava lá... Mas é claro que alguém não iria: Eric Clapton.
Layla tentou evitar chegar perto de Louise à noite inteira. Todos estavam estranhando o comportamento. Mas Louise não ligava, estava mais ocupada prestando atenção em Jeff que lhe mostrava mais um pouco de como tocar no violão.
Alguns minutos depois a campainha tocou, os olhos de Louise brilharam ansiando ser Eric, mesmo ela tendo completa certeza de que ele não viria, sua fraternidade e sua amizade estavam divididas entre os dois jovens guitarristas, mas ao Chris abrir a porta, era Stu.
- Olá pessoal!
- Olá. – todos responderam.
- Beck, você por aqui... Que ótimo!
 - Pois é Stu, fiz amizade com esse pessoal...
- Vocês já se conhecem? – perguntou Relf.
- Sim! – disse Stu – mas não foi dele o papel de guitarrista que lhe mandei.
- Quem era o guitarrista, Stu? – perguntou Beck.
- Jimmy Page, mas ele toca baixo também...
- Esse nome me e familiar, ele é bem conhecido por aqui.
- Sim ele já fez bicos em varias bandas e...
Stu foi interrompido pelo abrir da porta da sala, brutamente, todos se viraram assustados, era Clapton.
- Clapton?! – Exclamou Louise com os olhos brilhando.
- Novamente, o que esse fedelho está fazendo aqui? – gritou Eric apontando para Jeff. – Ele nem faz parte dessa palhaçada que chamamos de banda!
- Pare de gritar que você não está na sua casa seu maluco! – gritou Layla indo em direção a ele.
- Layla? O que você pensa que está fazendo?
- Não tive a oportunidade de encontrar de novo Eric, mas está tudo acabado entre nós!
- Ainda bem! Eu não aguentava mais você mesmo! E também estou afim de outra pessoa. –disse Eric enquanto caminhava em direção a Louise. – Louise...
- Eric, eu e-eu... – dizia a menina.
- Escute, quem você pensa que é seu idiota, a Louise não quer nada com você! – gritou Beck.
- E quem foi que te disse isso magrelo?
Beck cuspiu no rosto de Clapton, ele inconformado, deu um soco no rosto de Jeff o fazendo cair no chão.
- NÃO FAÇA ISSO! – gritou Louise em desespero. – não bata nele!
- Mas Louise, eu...
- Cale a boca! Eu achava que você era legal, achava que você era inocente, mas vejo que me enganei... Você é um valentão idiota! – exclamou Louise com os olhos enchendo de lágrimas, ela foi em direção a Jeff para acolhê-lo.
Eric foi em direção dela e a tocou nos ombros:
- Louise... Por favor...
- Não toque em mim.
Eric sem dizer nada foi caminhando para trás, e Keith tentando acalmar a situação foi a ele dizendo:
- Acalme-se Eric, isso aí é apenas más vibrações de virada de ano, vocês vão ver que isso vai passar. – disse Relf com um sorriso forçado em seu rosto.
- Isso não é hora para brincadeira seu babaca. – Eric respondeu secamente.
- Eu só estou tentando arrumar a cagada que você fez aqui, não vê que estragou a noite de todos?
Clapton sem paciência novamente, deu um soco, mas dessa vez, foi no rosto de Keith, fazendo o nariz dele sangrar.
- Keith! – gritou Josephine do outro lado da sala. – como ousa bater nele assim? Ele não fez nada para você!
 - Da pra você parar de meter seu nariz onde não é chamada?! – gritou Clapton.
Josephine se aproximou nele e deu um tapa em seu rosto;
- Isso é pelo Keith. – ela repetiu o tapa e completou. – e isso é por falar comigo desse jeito!
Clapton disse:
- Estou cansado de apanhar! E estou cansado desse lixo de Yardbirds! Esqueçam que eu existo, eu odeio todos vocês, eu odeio tudo isso! Estou fora dessa porcaria!
- Mas Eric, você não pode ir, já vamos gravar o álbum, e o nosso primeiro videoclipe... – disse Jim.
- Dane-se esse lixo! Peçam pro novo amiguinho de vocês ajudar, estou fora! – concluiu, saindo e batendo a porta.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 4)

Parte I - O novo pássaro do meu quintal.



- Keith... O que o Clapton tem? – perguntou Josephine a seu amado que estava com a cabeça apoiada em seu colo.
- Eu não sei querida... Ele está estranho assim desde que comentei do guitarrista que o tal Stu passou o telefone...
- Ele anda ignorando com todos Keith...              
- Ele foi ignorante com você? – disse Keith enquanto se levantava e sentava ao lado de Josy.
- Não meu amor... Claro que não, mas a Layla está tão triste...
- Josy, vai ficar tudo bem logo eles vão se acertar... – ele respondeu pegando nas mãos dela.
- Eu te amo muito.
- Eu também te amo.
E os dois se beijaram calorosamente, naquele belo quintal, com muito amor. Josephine era uma garota inocente e a única coisa que queria na vida era poder ficar com seu amado para sempre, mas ela tinha medo de perdê-lo, o achava muito para ela.
***
Não muito longe dali, Louise tinha sido convidada por Jeff para ir se encontrar com ele em uma pracinha, pois ele disse que iria lhe ensinar algumas coisas na guitarra para mostrar aos Yardbirds.
- Então se você posicionar os dedos assim... É o Sol. – dizia Jeff posicionando os dedos da garota em seu violão.
- Nossa... Isso é mais difícil do que eu pensava...
- Só precisa praticar todo mundo é péssimo no começo.
Ele pegou o violão de Louise e começou a dedilhar algumas notas, e ela disse:
- Oh... Você toca tão bonito...
Ele não disse nada, apenas deu um sorriso meio escondido e continuou.
Não se ouvia mais nada, apenas a doce melodia que saia dos dedos de Jeff, estava tudo calmo, em paz, até que uma voz interrompeu toda aquela harmonia, era a voz de Eric;
- Louise! Alberta disse que você estaria aqui e... – antes que ele terminasse a frase ficou pasmo de ver ela junto de Jeff.
- Ah... Oi Eric.
- Louise, o que você faz aqui com ele?
- Estou ensinando ela a tocar violão... – responder Jeff em tom de ignorância.
Eric não disse nada, apenas fez um olhar irritado para Jeff e se voltou para a garota dizendo:
- Louise, eu vim aqui lhe tocar uma música que tem o seu nome.
Louise sorriu, mas antes que ela pudesse soltar qualquer palavra Jeff a interrompeu:
- Melhor você fazer isso mais tarde, porque agora eu e ela estamos ocupados!
- Escute aqui, eu falei com ela, não com você seu ganso, deixe-a responder.
- Seu nojento, não vê que você que veio se metendo.
Eric não aguenta, segurou o pequeno guitarrista pela gola da camisa e lhe deu um soco.
“Parem“ era o que Louise gritava para os dois, ela tentava separa-los dos tapas mas eles eram mais fortes que ela e continuavam, até que algumas pessoas conseguiu ajudar Louise, e quando todos olharam para cima, não era ninguém mais que Alberta e Layla.
- O que significa isso? – perguntou Layla com os olhos enchendo de lágrimas.
- Esse maluco, veio querer interromper eu ensinando a Louise, e eu disse que não. – disse Jeff com o rosto sangrando.
- Você vai ver só seu maldito! – gritava Eric.
- Fale com a minha mão. – gritava Beck, mostrando seu dedo do meio para Eric enquanto recolhia seu violão e ia embora.
- Gente eu vou atrás dele... Ele se machucou feio. – disse Louise olhando em direção a Jeff.
- Sim Louise, vai sim... – completou Alberta.
- Eric... Vocês estavam brigando por causa de uma garota? – perguntou Layla inconformada.
- Aff, não foi nada disso, eu briguei com ele por que ele acha que pode mandar em mim. Vou embora daqui.
Eric saiu correndo e Layla começou a chorar.
- Calma Lay... – dizia Alberta a acolhendo.
- Ele gosta dela Al, se não gostasse não teria batido no Jeff. – dizia Layla em desespero.
- Se acalma, por favor, você tem que conversar com ele...
- Eu vou terminar com ele.
- O que?!
- Eu não aguento mais Al, ele não me da atenção, e ele quer tocar músicas para outra... Se ele quer assim.
Layla se levantou e foi embora, e uma frase começou a passar na mente de Alberta:
“Isso vai dar merda.”


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Dazed and Confused. (Capítulo 3)

Parte I - O novo pássaro do meu quintal.

 


Um ano depois...
Os Yardbirds já estavam fazendo shows maiores, e com músicas que eles mesmos haviam composto. Ainda não haviam lançado o primeiro álbum, mas como já estavam no final de 64, iriam esperar para lança-lo no ano seguinte.
- Me deixem entrar! – gritava Josephine para os guardas que barravam sua entrada para o camarim.
- Vá para o final da fila!
- Mas ele é meu namorado!
- É o que todas dizem...
- Josy – gritou Layla de dentro do camarim. – O que estão fazendo? Deixem-na entrar.
Os guardas liberaram passagem para ela, que foi correndo em direção do seu amado:
- Oh Keith, você cantou tão bonito! – disse Josy o abraçando.
- Estava cantando para você meu amor, ah eu tenho uma surpresa. – respondeu.
Keith tirou de seu bolso uma caixinha contendo dois anéis, ele a abriu e colocou no dedo de sua namorada.
- Isso é para selar nosso amor... Quem sabe daqui alguns anos, eu te dê um desses, mas como pedido de casamento. – disse ele, tímido, mas com um grande sorriso no rosto.
Josephine o abraçou, queria nunca ter de solta-lo, não queria que aquele momento acabasse, mas teve de ceder, pois as primeiras fãs da fila estavam entrando para pegar seus autógrafos.
A primeira garota que entrou, era bem branquinha, e tinha os cabelos ondulados e bem escuros:
- Por favor, garotos, assinem essa revista que tem vocês na capa... – disse ela com a cabeça baixa de tanta timidez.
- Ora querida... Não se acanhe – disse Jim. – Qual seu nome?
- É Louise...
- Louise, daria um belo nome para uma música, vocês não acham? – disse Eric sorrindo.
A garota começou a sorrir, ela parecia ser um ou dois anos mais nova que Josephine e Layla. Chris continuou dizendo:
- Então, deixe-me escrever primeiro:
“Para a querida Louise, do seu mais novo amigo Chris.”
Logo em seguida, Jim, Paul, Eric e Keith escreveram seus recados também, todos os membros da banda haviam ficado encantados com a garota, ela tinha um brilho especial.
***
Logo depois da sessão de autógrafos, os Yardbirds e as garotas decidiram ir tomar café em uma lanchonete que não ficava tão longe dali, e assim foram:
- Deveríamos ter chamado a Louise para vir conosco... – disse Chris desanimado – ela é a fã mais legal que já conheci.
Talvez os garotos tivessem se admirado tanto com ela, por que Louise, não era aquele tipo de fã escandalosa, que só queria saber de assediar e agarrar o ídolo, ela gostava deles de verdade, como pessoas.
- Ora Chris, mas a única chance de vermos ela de novo, é em outro show. – completou Jim.
- Gente, chega de depressão, logo nós vamos ver ela de novo – exclamou Keith abraçando Josy – enquanto isso... Vamos comemorar, que a nossa banda está ficando mais popular, e também, que daqui alguns meses vamos gravar o nosso primeiro álbum!
Todos se animaram e logo se sentaram e uma mesa na lanchonete, as pessoas em volta não paravam de olha-los, mas eles nem ligavam, simplesmente ignoravam.
- O que você quer meu amor? – disse Eric a Layla.
- Só vou querer um Cappuccino, mais nada, não estou com fome...
- Ah... Tudo bem... – disse Eric surpreso.
- Gente, preciso ir ao banheiro. – disse Layla se levantando. Quando ela saiu, Eric logo perguntou:
- Josy, o que a Layla tem?
- Ela está chateada com você, por que por esses dias, você só quer saber de compor, e não conversa mais com ela, e o pior é que você não está compondo com amor e alegria, está compondo com raiva. – respondeu ela, em tom de ignorância.
Todos na mesa se calaram, o clima havia ficado pesado, até que Relf quebrou o silencio em tom de gozação (como sempre):
- Bom... Eu vou pedir uma torta de chocolate, porque está na promoção.
***
Layla estava saindo do banheiro, quando sem querer trombou com um garoto no corredor.
- Ai, nossa me desculpa...
- Tudo bem... – disse ele sorrindo e a ajudando a levantar.
- Nossa, sou muito atrapalhada...
- Não tem problema, eu que sou um cegueta mesmo.
Os dois começaram a rir, até que ela disse:
- Qual seu nome?
- Geoffrey.
- Geoffrey? Nossa.
- Sim, é estranho, eu sei...
- Eu achei legal, é bem diferente!
- Bom, meus amigos me chamam de Jeff.
- Ah bem melhor, meu nome é Layla, você está sozinho?
- Sim, na verdade por esses dias eu ando bem sozinho, só procurando emprego...
- Ah sim, trabalha em que?
- Eu faço uns bicos tocando guitarra, ajudando outras bandas... E ás vezes até compondo.
- Venha se sentar conosco, você pode conhecer meu namorado e a banda dele, quem sabe eles não te chamam para fazer algum “bico”.
- Boa ideia. – ele riu.
- Hey gente, esse aqui é o Jeff, conheci ele agora pouco, ele toca guitarra, e conhece varias bandas. – disse Layla o apresentando.
Todos os cumprimentaram até que ele disse:
- Meu Deus! São os Yardbirds.
- Sim. – disse Layla – e esse é meu namorado, Eric Clapton.
- Nossa, muito prazer, eu admiro muito o trabalho de vocês. – disse Jeff entusiasmado.
- Olá garotos... – uma voz feminina interrompeu, era Alberta.
- Oi Al, que mundo pequeno, encontrarmos você por aqui. – disse Josephine.
- Bem, na verdade eu vim aqui acompanhada de uma menina que conheci... Eu disse que conhecia vocês, e ela falou que é fã, e que hoje mesmo pediu autógrafo.
Logo depois que Alberta disse isso, a doce fã chegou, era ninguém menos que Louise. Todos ficaram pasmos sem acreditar naquilo, exceto Jeff que não estava entendendo nada, apenas observando a cena.
***
Depois daquela tarde, Layla foi até a casa de Eric, ver se dessa vez ele lhe dava atenção:
- Lay... A Josy me disse o que você está sentindo.
- Eric, você está me deixando de lado... E não é a primeira vez que isso acontece.
- Posso até estar mais concentrado nas composições, mas tentar me fazer ciúmes hoje foi golpe baixo...
- Fazer ciúmes?
- Sim, você e aquele garoto que você nem conhece.
- Aff, não acredito, não tem nada a ver, não foi para fazer ciúmes, foi porque achei interessante ele tocar guitarra também.
- Eu te amo.
- Eu também te amo Eric.
Ela o beijou intensamente, e ele a retribuiu. Os dois subiram para o quarto, e ficaram juntos a noite inteira.


:. Hey pessoal, a Nami tinha me pedido para postar a lista de personagens para vocês não se embananarem, então aqui:

 

Josephine: MikeNesfish

Layla: Queen_LedHeads

Louise: InaraSantos

Alberta: ICanSeeForMaris

Darlene (que ainda não entrou): PsicoSubmarino

Stu: VictorMercanteN

 

(desculpa se escrevi o user de alguém errado ahuahuahuahua)