sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PLEASE PLEASE ME, cap Final

Final - O REENCONTRO
Alice
Quando abri a porta já estava em 2013 de novo. Sai correndo do sótão e fui ver o computador, pesquisei sobre os Beatles e sobre John Lennon. E de repente meu mundo se foi (não literalmente) vi que John havia morrido em 1980 de tiros do seu próprio fã. Comecei a chorar, mas então pensei: Eu tenho uma máquina do tempo, vou voltar para o dia que John foi morto, e evitar a tragédia. Então corri para o sótão, entrei na máquina e voltei para 1980, Mas eu ainda estava em Liverpool muito longe de Nova Iorque, e agora? Notei que havia perto do lugar onde você coloca a data na máquina, um botão onde você colocava o local onde queria chegar, então coloquei, cheguei na cidade dos EUA, e fui correndo para o prédio em que John estava, dei uma rasteira no homem que ia atirar, mas como magia, fui parar no outro lado da sala. Então eu disse para mim mesma:
– Como pode isso? Eu estava lá, e em um segundo vim parar aqui e...
Antes que eu terminasse, John foi morto, comecei a gritar a me descabelar, voltei para a máquina do tempo, tentei fazer tudo de novo... Mas não adiantava, sempre acontecia à mesma coisa... Então eu disse:
– Eu não posso mudar a morte dele, nem o destino... Mas talvez, o meu eu possa.
Voltei para 2013, já estava no sótão, Lucy estava lá e eu disse:
– Se John não vem até mim... Eu vou até ele.
Desci as escadas e minha vó disse:
– Querida, você pode comprar ovos para mim no mercado?
Não respondi, simplesmente abracei a minha avó, escorrendo lagrimas nos meus olhos eu disse:
– Diga a mamãe que eu a amo.
Sai de lá, fui até a estação de trem que havia na cidade, ela estava deserta... Deitei nos trilhos, esperei o meu fim, comecei a escutar o barulho do trem e... Fechei os olhos.
...
Abri meus olhos, e estava em um lugar diferente, era um lugar bonito, o mais bonito que já vi, de repente alguém se aproxima e me ajuda a levantar... Quando vi, não era ninguém menos que John, bem novinho, com roupa de Teddy Boy e tudo mais, então eu disse:
– John – quase chorando de emoção- que saudade!
E ele disse:
– Estava te esperando amor.
Fomos andando, de mãos dadas, George e Stu já estavam lá, estavam conversando, junto com um homem bigodudo segurando baquetas, George então disse:
– Há quanto tempo não é mocinha?
E Stu sorriu, e o homem que estava conversando disse:
– Com licença, meu nome é John Bonham, mas pode me chamar de Bonzo, gostaria de te dar um recado que Jimmy me deu, ele agradece pelo seu conselho a respeito de Zepelins, foi muito útil para ele... Para nós dois na verdade, se não fosse por ele, iriamos nos chamar The New Yard sei lá o que.
E eu disse:
– Ora diga a ele que não foi nada.
E John e eu continuamos caminhando... Ele me contou de toda a história dos Beatles, de uma tal de Yoko, disse que Dylan se drogou muito depois que eu fui embora, que foi ele quem deu droga aos Beatles, disse que Jimmy virou um dos melhores guitarristas do mundo, disse da musica Lucy In the Sky with Diamonds, de todos os álbuns que lançaram, então voltamos para perto de George, Stu e Bonzo e John disse:
– Que tal tocarmos uma música? Aquela música que Paul canta!
– Ótima ideia! – Disse Stu.
Então Stu foi para o baixo, John e George para guitarra e Bonzo para a bateria, John ia cantar a música, já que Paul ainda não estava lá com a gente.

Oh yeah.
Alright.
Are you gonna be in my dreams
Tonight.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
And in the end,
The love you take
Is equal to
The love you make.
– Nossa! Adorei a música! Qual o nome dela? – perguntei.
E eles todos juntos responderam:

THE END.

PLEASE PLEASE ME, cap 6

Capítulo 6 - O PRIMEIRO DISCO
Alice
Eu e Dylan estávamos tomando café, quando John entra na cada de Dylan quase arrombando a porta (de novo) e grita:
– Então Anna, é isso é? Vai ficar com esse Boiola em vez de ficar comigo?
Confesso que John nunca foi muito bom com as palavras, mas enfim, respondi:
– Só estou com o “boiola” porque você beijou uma vadia na festa de ontem.
– EU ESTAVA BEBADO! – gritou John.
– Ótimo! Do mesmo jeito me trocou.
– Quer saber? Fique com o grande Bob Dylan, e você quer saber a mais nova do dia?
– Oque?
– Já temos a ultima música daquela bosta de Please Please Me, ela vai se chamar Anna, e vai contar a história de uma menina traidora!
John saiu e bateu a porta, comecei a chorar, Dylan se aproxima e me abraça. Era o fim da tarde e os Beatles iam passar na televisão:
– E agora com vocês os Beatles, com o mais novo single “Anna (Go to Him)”
Anna
You come and ask me, girl
To set you free, girl
You say he loves you more than me
So I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)

Anna
Girl, before you go now
I want you to know now
That I still love you so
But if he loves you more
Go with him

All of my life
I've been searchin' for a girl
To love me like I love you
Oh, now... but every girl I've ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him

All of my life
I've been searchin' for a girl
To love me like I love you
But let me tell you now... but every girl I've ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)
You can go with him, girl (anna)
Go with him

Neste momento eu já sabia o que fazer então eu disse:
– Desculpe Dylan, mas eu preciso ir.
Sai de lá e fui correndo para o estúdio de TV, cheguei lá e os meninos estavam no camarim, e disse:
– John eu ouvi sua música.
Silencio. E continuei:
– E eu queria que você me perdoasse e voltasse pra mim...
– Oh Anna me perdoe também, eu te amo, vamos voltar?
Abraçamo-nos e saímos de lá, no dia seguinte os Beatles iriam fazer um show lá perto, afinal já tinham terminado de gravar o primeiro álbum.
No dia seguinte estávamos nos aportando, e do nada Jimmy chega atrás de mim e diz:
– Anna!
– Jimmy? O que faz por aqui?
– Eu e minha banda vamos abrir os Beatles essa noite.
– Nossa Jimmy que ótimo!
– Bom agora nós vamos lá, até mais!
E Jimmy e o resto dos Yardbirds entraram no palco para tocar, eu fui dar uma olhada na plateia, e uma coisa muito estranha aconteceu, eu vi uma menina... Ela era Familiar, então notei que era minha avó. E lembrei que eu poderia para de existir se não voltasse para o futuro. E agora? Entrei em pânico, e comecei a escrever uma carta para os garotos. E nela dizia:

“Caro Paul, John, Ringo, George e Jimmy,
Eu sou diferente, sou uma viajante no tempo, e acabou de acontecer uma coisa que me obriga a voltar para minha época, quero que saiba que amo todos vocês, e que eu preciso voltar agora, se não, vou parar de existir, e também garotos, vejam pelo lado bom... Vamos nos reencontrar no futuro...


Adeus, amo vocês, Anna”
Bom quando estava saindo de lá, os meninos me viram, pegaram a carta e leram, e John disse:
– Isso não é possível!
– É sim John, eu sou de 2013! Agora preciso voltar para a máquina do tempo e...
– Mas eu te amo! Você não pode me deixar!
– Nos vamos se reencontrar daqui algumas décadas.
– Mas eu vou estar velho e feio... Se não morto...
– Shiu!- e coloquei a mão no rosto de John- eu te amo de mais, e eu preciso ir, se não... Estará tudo acabado, no passado ou no futuro.
Fui correndo para a loja de tecidos arrombei tudo, entrei no relógio antigo, fechei os olhos e esperei...
Cheguei a conclusão que o maior desafio da minha vida foi dar Adeus ao John.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Silly Girl, Capítulo 7

                                 Capítulo 7 Love Me Do


Paul e eu estávamos sozinhos no mesmo cômodo. Será que Martha e os outros garotos combinaram isso? Menos de 5 minutos sozinha com Paul do outro lado da sala e meu coração martelava, parecia que podia pular pela garganta a qualquer minuto, a qualquer olhar que fosse dele.

– Que livro você está lendo? - Perguntou Paul quebrando o silêncio.

– Muito Barulho por Nada, e você está lendo o que?

– Que coincidência, estamos lendo o mesmo livro. – Disse Paul rindo.

Paul se levantou, atravessou a sala e sentou do meu lado no sofá. A essa altura acho que ele já podia ouvir meus batimentos cardíacos acelerados.

– Lucy, eu tenho algo a dizer. – Disse Paul em um tom baixo, mas nervoso.

– D-diga. – Respondi no mesmo tom.

– Lucy você é incrível, é a melhor pessoa que já conheci.

– Não deve ter conhecido muita gente então. – Disse eu rindo.

– Conheço muitas, todas praticamente iguais.

Nisso Paul me abraçou e eu não impedi, pois sabia que o amava. Ele fez carinho em meus cabelos e afastou uma mecha de meu ouvido e sussurrou:

– Love, love me do

– You know i love you, Paul.

– I’ll always me true…

– So please, love me do

– Eu te amo Lucy.

– Eu também te amo, Paul.

E depois disso ele me beijou, foi a melhor sensação do mundo, a coisa mais doce que alguém já fez por mim durante minha vida.

Depois disso ficamos horas (que mais pareciam segundos) fazendo carinho um no outro, até que dormi com a cabeça no ombro de Paul. E a última coisa que me lembro é da sensação dos lábios suaves de Paul beijando minha testa carinhosamente.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Silly Girl, Capítulo 6


                                       Capítulo 6, She Loves You

Coloquei meu pijama velho e me deitei para dormir, ou pelo menos tentar, porque eu não estava com sono, dormi a maior parte da tarde. Eu me virava na cama constantemente, comecei a pensar em um rosto que inicialmente não identifiquei. Virava-me cada vez mais na cama, fechei mais os olhos e percebi que a pessoa em que eu estava pensando era Paul. Por algum motivo eu não conseguia parar de pensar em Paul. As pessoas dizem que o amor tira o sono, mas eu nunca soube se isso era verdade, pelo menos até agora.


Fui dormir lá pelas 3 da manhã. Acordei antes que todos na casa, às 8 da manhã, resolvi agradar Martha e os garotos, afinal eu estava morando ali sem pagar nada e eles eram muito amigáveis comigo, coisa que ninguém nunca foi já que sempre convivi com a solidão. Fiz um belo café da manhã e fui acordando um a um batendo nas portas.

George foi o primeiro a chegar a cozinha, como todos sabem, comer é com Joj, depois chegaram Paul, Martha, Ringo e por último John.

– Bom dia, Martha, Joj, Paul, Ringo e John!

– Bom dia, Lucy! - Responderam todos juntos.

– Lucy, que belo café da manhã! - Disse George de boca cheia.

– Obrigado!

– Pelo amor de Deus, como esse graveto come! - Debochou John.

Todos riram e conversaram animadamente até acabarem o café da manhã.

Depois disso todos, menos Martha, se dirigiram a sala, foram tocar e compor.

– Então Lucy, vamos ali ao jardim? Quero conversar com você. – Disse Martha.

– Vamos.

Chegando ao jardim nós nos sentamos e Martha acendeu um cigarro.

– Não sabia que você fumava.

– Pois é, comecei semana passada.

– Ah, tudo bem. Mas, então, o que você queria me contar ontem à noite? – Perguntei.

– Eu vou lhe contar, mas antes uma pergunta, você está apaixonada pelo Paul?

– Eu não sei, parece que sim. – Respondi com uma expressão confusa.

– Ah, certo que você ama o Paul, você fica com a maior cara de babaca cada vez que ele fala contigo. – Disse Martha rindo.

– Ok, agora fale.

– Ontem eu estava ouvindo a conversa de Paul com o Joj. Você se lembra?

– Lembro sim. – Respondi lembrando a cara de desconfiado com que George olhava para Martha.

– Então, eu ainda não havia te contado, mas eu estou namorando com Joj. – Disse Martha.

– Ah, era isso? Paul tecnicamente me contou isso no Cavern. – Disse rindo.

– Isso é uma das coisas, Lucy.

– E o resto?

– O resto é que Paul falou pra Joj que te ama. É, isso.

– Ah, ok.

– Ué, você não devia estar feliz com isso?

– Não sei, ele poderia estar brincando, ou algo do tipo.

– Não, Lucy, eu conheço Paul McCartney muito bem.

– Se você diz. – Disse eu rindo.

Passamos algumas horas conversando sobre tudo e nada ali no jardim. Depois fomos almoçar no mesmo restaurante de sempre. Paul sentou ao meu lado novamente, George e Martha unidos como sempre.

– Eu tenho um comunicado a fazer! - Disse George.

– Lá vem... – Disse John.

– Cala a boca, John. – Disse Paul rindo.

– Eu e Martha estamos namorando há alguns meses, mas resolvemos dizer só agora. – Disse George dando um beijo rápido em Martha.

– Oh, que grande anúncio! - Debochou John.

– Eu também tenho algo a dizer. – Disse Paul meio que corando.

– Paul você não soube quem voltou pra Liverpool? - interrompeu George

– Não, Joj. Quem?

– Michelle

– Ah, sim... - Disse Paul com certa angústia na voz e uma expressão confusa no rosto.

– Então, Paul, o que você ia falar? - Perguntou Ringo.

– Nada, Ringo, nada.

Depois disso todos ficaram em silêncio pelo resto do almoço. Fomos para casa, os garotos continuaram compondo e tocando e eu continuei falando com Martha. E assim a tarde se passou. Todos estavam cansados e foram dormir. Todos, menos eu e Paul, que ficamos lendo na grande sala da casa de Martha.

domingo, 23 de setembro de 2012

PLEASE PLEASE ME, cap 5

Capítulo 5 - RINGO STARR
Alice

Os anos foram se passando, e eu já nem queria mais voltar para minha época, já estávamos no ano de 1962, e os Beatles já estavam ficando populares pela região. Era um fim de semana qualquer, e os garotos estavam apresentando, e eu fui até o final do clube, e um homem que estava na porta, me puxou e disse:
– A senhora conhece os garotos que estão tocando?
Aí respondi:
– Sim, sou a melhor amiga da banda e...
– Diga a eles que eu posso arranjar uma gravadora para eles – me interrompeu o homem- entregue a eles o meu cartão, aqui está.
– Nossa! Uma gravadora? Que ótima notícia.
– Sim. Dê-me a resposta daqui dois dias... AH, já ia me esquecendo, diga para eles que não vou grava-los tocando com aquele baterista horrível, avise que eu conheço um garoto que sabe tocar muito bem, o nome dele é Richard, mas seu nome profissional é Ringo Starr.
– Oh, claro senhor, te darei a resposta.
– Obrigado, e até logo madame.
– Até logo.
Depois do show, fui correndo dar a noticia aos meninos:
– Tenho ótimas noticias!
– Diga amor.
– Um homem chamado Brian, ele vai mandar vocês para uma gravadora!
– Isso é ótimo! – gritou George.
– Devo dar a resposta daqui dois dias, aceitam?
– Ligue para ele neste exato segundo! É claro que aceitamos e...
– Mas esperem meninos, tem uma condição.
– E qual é? – perguntou Pete.
– O Pete vai ter que sair da banda, não agradou o homem o jeito que ele toca.
E John disse irritado:
– Ah diga para esse sujeito que não vamos aceitar nada sem o Pete, ele faz parte de banda e...
Interrompeu Paul:
– John, temos que pensar no grupo, e não só em um de nós, somos um conjunto e não podemos ser prejudicados por...
Interrompeu John:
– ORA! Se nós somos um GRUPO, temos que pensar no Pete também! Ele é meu amigo!
– A gente trabalha nesse clube idiota há mais de três anos, e ninguém nunca quis nos gravar. – acrescentou George.
– Ora bolas George! Essa é a primeira vez, mas quem disse que é a ultima? – gritou John.
– Calem a boca, todos! EU SOU O PETE! Eu decido, e eu decido sair deste lixo que vocês chamam de banda, Estou vendo que alguns aqui não me querem nessa porcaria! Vão lá gravar, e viram uma bandinha passageira que milhões de criancinhas de sete anos vão ouvir! Adeus!
E assim saiu Pete correndo do clube.
– Anna! – gritou Paul- ligue para esse sujeito e diga que aceitamos!
John olha fixo para Paul, chuta a bateria, pega o casaco e sai correndo do clube. Eu liguei para o homem, afinal, Pete não voltaria. Passou algumas semanas, e os garotos foram gravar. Chegaram lá e o baterista novo estava arrumando os equipamentos, John o viu e disse:
– Me recuso a tocar com essa metade de anão!
– John pelo amor de Deus, para com isso – disse eu.
– Mas olhem o tamanho do nariz dele pessoal, uma semana aqui e ele vai sugar todo o ar só para ele e...
– Chega de criancice John – interrompeu George- Olá Ringo, meu nome é George, aquele é Paul e este babaquinha aqui é o John.
– Olá garotos, e olá garota que não sei o nome – disse Ringo ingênuo e tímido.
– Ah sim, meu nome é Anna.
– Vamos parar de blá blá e ir tocar? – disse Paul.
– Vamos tocar “love me do” – disse George- aqui Ringo, uma folha com as notas, tente nos acompanhar.
– One, two, one, two, three four:
Love Love me do,
You know, I love you
I’ll always be true
So please…
–Pare tudo! – gritou John- a batida dessa droga está toda errada!
Todos ficaram em silêncio, e John continuou:
– Então é esse o grande baterista que nos arranjaram? O ser nem sabe tocar uma droga de música com dois acordes! – John gritava. Então eu disse:
– John, não seja duro com ele, é a primeira música que ele toca conosco, vou chamar alguém para nos ajudar aqui! Você aí! Venha toque essa música aqui. Obrigada. E quanto a você Ringo, venha comigo, vou te levar para tomar algo.
Levei Ringo para tomar café e disse a ele toda a história de Pete e John. Quando voltei, Ringo já conseguiu tocar as outras músicas, e uma semana depois, um dos chefes dos meninos disse:
– Vocês vão para um programa de televisão semana que vem, vão conversar com um cantor de folk aqui da região e...
– Cantorzinho folk? Qual o nome da peça? – Interrompeu John.
– Bob Dylan, ele é novato nas paradas britânicas assim como vocês.
Passou uma semana e estávamos lá no programa, John já estava fazendo amizade com Ringo, e os Beatles já iam começar encerrar as gravações do primeiro disco, iria se chamar “Please Please Me” mas ainda faltava um single para o álbum, e os garotos ainda estavam pensando na música. Enfim, eles entraram no Palco:
– E hoje estamos aqui com um grupo de garotos da cidade de Liverpool, os Beatles!
E eles entraram e cumprimentaram o apresentador e é claro, o cantorzinho folk, Bob Dylan.
– E esse nome de boiola Bob? De onde tirou este escândalo? – disse John, tentando tirar onda, e o Dylan respondeu:
– De onde eu tirei esse “escândalo” não te interessa - Disse Dylan rindo mais ainda.
Foi uma noite longa, e depois do blá blá blá do programa, os Beatles foram fazer uma festa no hotel onde estavam, chamaram um monte de gente, inclusive o Dylan. Eu tinha ido a cozinha, e quando voltei para sala vi uma cena que jamais pensaria em ver. John estava beijando uma vadia que ele avia convidado, comecei a sentir raiva, ciúmes, vontade de chorar tudo ao mesmo tempo, ninguém estava nem aí pra mim, saí daquela casa maldita chorando, estava no quintal, quando ouvi uma voz atrás de mim que disse:
– Uma moça tão bonita quanto você deveria estar curtindo a festa não acha?
Virei para trás e era ninguém mais que o cantorzinho folk, Bob Dylan, então eu sorri para ele, e ele disse:
– Gostaria de ouvir uma música que estava compondo?
Balancei a cabeça dizendo que sim, e ele começou a cantar para mim.
Hey mr tambourine man play a song for me
I’m not sleep
– Bem, por enquanto, é só isso que eu tenho.
Dei um sorriso e ele terminou:
– Vamos até a minha casa, lá irei te mostrar minhas outras composições.
Ele segurou a minha mão, e lá fui eu para a casa de Bob Dylan, entramos, ele acendeu apenas uma luz do fim do corredor, ele disse para eu me sentar, ele foi e colocou um disco para tocar, virou-se e veio caminhando até mim, ele não sentou do meu lado, parou na minha frente, e veio aproximando do meu rosto, quando nossos lábios estavam quase juntos ele segurou minha cintura e me beijou. Por dentro eu me sentia mal, afinal, eu amava John, mas ele me traiu, então não interrompi o beijo, depois disso ele disse:
– É mesmo uma pena que algumas pessoas não deem valor a uma pessoa tão perfeita como você.
Passei a noite na casa de Dylan, e naquela festa maldita, parecia que ninguém sentiu a minha falta, tocaram a campainha e eu fui atender a porta, quando vi quem estava lá me surpreendi, era Jimmy entregando uma correspondência, logo eu disse:
– Jimmy!
– Anna, há quanto tempo! Mas o que você faz aqui?
Nesse momento Dylan chega e diz:
– Posso ajudar?
E Jimmy fala revoltado:
– Anna, você passou a noite com esse cara? Mas, mas, e o John? O que aconteceu?
E Dylan disse:
– Não te interessa pirralho!
E antes que eu pudesse conversar, Dylan pegou as cartas e bateu a porta. Jimmy saiu correndo de lá e foi até a Rua de John gritando:
– JOHN! JOHN!
E John disse:
– O que foi moleque?
– Eu vi a Anna! Ela passou a noite na casa de um homem e...
John inconformado e desesperado com o que acabara de ouvir perguntou:
– Que homem Jimmy? Quem é ele? Quem?
– Eu o vi em um jornal que integrei, e ele estava junto com sua banda John, no programa da noite, se chama Bob Dylan.

sábado, 22 de setembro de 2012

Silly Girl, capítulo 5


                                              Capítulo 5 And I Love Her

Chegamos à casa de Martha depois das 4 da manhã, todos foram direto pra cama e acordando lá pela tarde. Fomos todos tomar café numa cafeteria perto dali.

– Que dor de cabeça. - Disse Ringo.

– Meu nariz não dói nada, imagina. - Disse John.

– Eu, Lucy e Paul estamos bem, não bebemos, aprendam. - Disse George rindo.

– Já eu não digo o mesmo, também estou com dor de cabeça. - Disse Martha.

– Depois eu te dou um remédio, Martha. - Disse George a abraçando.

– Obrigado, Joj.

Levantamos-nos e voltamos para a casa de Martha. Todos estavam mais individuais hoje, Paul leu, John saiu, George e Ringo tomavam chá, depois George foi ler, eu tirei o dia para ler também. Já passava das 22, George foi para seu quarto, seguido de Paul.

Paul's POV.

Depois daquela conversa sobre amor com Lucy resolvi falar com George sobre o assunto. Subi as escadas e bati na porta do quarto de hóspedes da casa de Martha onde George estava acomodado.

– Pode entrar. - Disse George.

– Olá Joj.

– Olá Paul.

– Bom, eu vou ser direto. George, como você contou pra Martha que a ama?

– Mas, Paul...

– Joj, todo mundo já viu o namoro de vocês - interrompi.

– Bom, eu só falei pra ela.

–Ah...

– Por que a pergunta?

– Curiosidade. - Respondi com uma expressão confusa que me entregou.

– Paul, você ama a Lucy?

– Eu, eu não... - respondi com a voz trêmula.

– Pois eu e Martha achamos que sim.

– Bom Joj, você é um dos meus melhores amigos, então não tem porque esconder. Eu amo Lucy Lewis.

– Sabia.

– Ela é incrível e eu a amo.

Fim do Paul's POV.

**

Já era tarde, resolvi me deitar. Subi a escada que levava até o quarto que eu estava ocupando. Eram seis quartos naquele andar da casa de Martha, Olhei para a porta do quarto de George que era em frente ao meu e vi Martha com o ouvido na porta.

– Hey, ouvindo conversa alheia, Martha? - disse eu rindo.

– Sim, shiu!

– Ok.

Martha andou rápido para o meu lado, fingindo conversar quando ouviu passos dentro do quarto de George.Paul saiu do quarto de George nos encarando com curiosidade.

– Então, boa noite Joj. - disse Paul.

– Boa noite Paul.

Paul murmurou ''Boa noite'' para Martha e eu e entrou no quarto que estava ocupando.

– Lucy, tenho que te contar uma coisa. - Disse Martha.

– Diga.

– Martha, você não vai tomar o chá que Ringo fez? - Disse George aparecendo atrás de Martha.

– Já vou, Joj. Então, Lucy, falo com você depois. Boa noite.

– Boa noite, Martha. - Disse eu a abraçando.

– Boa noite, Joj. - Disse eu

– Boa noite Lucy.

Enquanto eles desciam a escada eu entrei em meu quarto.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Silly Girl, Capítulo 4

                                           Capítulo 4 Cavern Club


Assim que entramos no Cavern Club os garotos foram se preparar para subir ao palco, alguns minutos depois eu e Martha ouvimos:
''Senhoras e senhores, com vocês, os The Beatles"
E os garotos tocavam maravilhosamente bem, ouvi algumas meninas falando do modo como John tocava gaita.

''Love, love me do

You know I love you

I’ll always be true

So please, love me do

Oh, love me do''

Os garotos tocaram quatro músicas, afinal outras bandas também tocariam na mesma noite. Algum tempo depois eles apareceram na mesa em que eu e Martha estávamos sentadas. George sentou ao lado de Martha, como já era esperado, Paul sentou ao meu lado, isso não era esperado, John e Ringo estavam fazendo piadas.
Martha e Ringo eram os únicos bebendo.
– Só hoje, eu quase nunca bebo, pare de frescura, Joj. - Respondeu Martha já com certa alteração na voz.
– Lucy? - Falou Paul.
– Olá Paul. - respondi com uma voz meio trêmula.
– Vamos para a outra mesa? Essa aqui parece cheia.
– Vamos.
– Huuum Paul, mesa cheia, hum. - Debochou John.
Martha conversava com George e Ringo continuava bebendo
Eu e Paul nos levantamos e começamos a conversar. Após algumas palavras o silêncio chegou. Percebi que nós dois estávamos olhando para George e Martha.
– Eles formam uma espécie de casal? - Perguntei quebrando o silêncio.
– Uma espécie, é... Eles não assumiram ainda, mas quem não percebeu?
– Ah, eu só pensei que houvesse algo, mas não entendo nada sobre amores e essas coisas.
– Eu falo de amor pra tentar entender. Mas então, como é a sua família? Você fugiu, certo
– Minha mãe é uma das tradicionais, cheia de regras, queria que eu arrumasse um marido rico e essas coisas. Eu fugi sim.
– Foi por isso que você fugiu?
– Não, eu fugi porque nada vai mudar meu mundo, eu quero coisas acontecendo na minha vida. E sobre isso de maridos, eu não ligo pra anéis, pra nada, dinheiro não pode comprar meu amor... Mesmo que eu nunca tenha amado ninguém.
– Eu penso assim também, Lucy, nada pode comprar meu amor. Mas eu já amei, eu tinha 16 anos, o nome dela era Michelle, mas ela me traiu.
– Deve doer muito ser traído, sinto muito. Mas você nunca mais amou ninguém mesmo? - Que merda que eu estava prestes a fazer? Martha e Ringo bêbados, os únicos com um pouco de bom senso, o que eu faço agora?
– Na verdade amei sim, amo, na verdade, mas ainda não consegui demonstrar pra ela o quanto a amo...
Paul parecia querer dizer algo, mas foi interrompido pelos gritos de Ringo:
– Cala a boca John, você que é um babaca!
– Mas não sou eu que estou bêbado!
– Hoje né? Por favor, não seja hipócrita, eu quase nunca bebo...
– Dá pra perceber o motivo! - interrompeu John.
– John seu marica - disse Ringo indo em direção a John e lhe dando um soco.
– Mas o que é isso?? - Perguntou George.
– Duas maricas, George. - Disse Martha bêbada.
– Paul, você não vai fazer nada? - Perguntei nervosa.
– Ok, vou lá.
– CHEGA! PAREM AGORA! SEUS NARIGUDOS MARICAS!
Imediatamente Ringo se virou para replicar Paul, mas George o carregou com muito esforço para dentro do carro.
– Venha John, seu nariz está sangrando. - Disse Paul.
Levantei e fui ajudar Paul a cuidar do nariz de John.
– Esse anão narigudo me paga. - Disse John com um guardanapo estancando o sangue do nariz.
– Calma. Parece até que você nunca fez besteira bêbado. Lembra quando você jogou Ringo em uma piscina? - Disse Paul.
– Lembro, haha.
– Então, estão quites.
Olhei para o lado e vi George se aproximando de nós.
– Ringo está pedindo desculpas, chorando dando uma de bêbado deprimido lá no carro, babou a roupa da Martha, inclusive. - Disse George.
– Acho melhor pegarmos um táxi, eu, Lucy e John. Nos vemos depois, George.
– Até mais, Paul.
Paul saiu por uns minutos para chamar um táxi, enquanto isso fiquei falando com John, seu nariz já havia parado de sangrar e ele nem estava bravo com Ringo. Paul voltou e após alguns minutos nós entramos e um táxi e fomos rumo à casa de Martha.



PLEASE PLEASE ME, cap 4

Capítulo 4 - ENTÃO ERA “BEETLE” COM “A”?
Alice 

Silêncio...
Então eu disse:
– John eu não sei... É tudo tão rápido e...
John me interrompeu:
– Olha Anna, eu sei que acabamos de nos conhecer... Mas eu estou completamente apaixonado por você, eu faria de tudo pra ter você comigo, por favor... Seja minha.
– Oh John! Não tem como recusar isso! Eu aceito ser sua! Mas com uma condição.
– E qual é?
– Quero que use seus óculos garoto!
– Há há se for essa... Por mim tudo bem.
Ele me deu as flores, e me abraçou, começamos a caminhar de mãos dadas. Alguns minutos depois vi Jimmy de longe deixando uma carta no correio da casa do Paul. Mas antes que chegasse lá, Jimmy Já havia ido embora. Bom, me despedi do meu novo namorado, peguei a carta e entrei.
– É para você Paulie. – Disse eu.
– Hmm vamos ler.
E na carta dizia:
Sr James Paul McCartney, convidamos você e sua banda The Quarrymens, para tocarem no nosso clube The Carven Club, seria uma honra se o senhor e seu grupo aceitassem.”
– Paulie! Você não pode recusar isso!
– Claro que não! Vou telefonar para o John!
Paul telefonou pro John e estava tudo certo, eles começariam no novo emprego semana que vem, eu contei para Paulie sobre mim e John, e ele achou uma notícia ótima. No dia seguinte John chega correndo a casa de Paul tromba em Jimmy que estava entregando correspondências, Jimmy então grita:
– EITAAAA! Cara vê por onde anda!
– Hey, você é aquele amiguinho da Anna né?
– Sim.
– Venha! Venha! Você também precisa saber da notícia.
John agarra Jimmy que era mais novo que ele, pela gola da jaqueta e entra na casa do Paul quase arrombando a porta e grita:
– EU TIVE UM SONHO!
E Paul interrompe:
– Um sonho? Já é quase impossível você pensar, imagina sonhar há há.
– NO MEU SONHO DIZIA, QUE ESSA PORCARIA DE BANDA, DEVERIA SE CHAMAR BEATLES!
Então eu disse:
– Mas John querido, o certo não seria “Beetles”?
– MAS NO MEU SONHO ERA BEATLES COM A!
– Ai John! Pelo amor de Deus! Paulie... AAAH E O QUE O JIMMY TA FAZENDO AQUI?
– Nem eu mesmo sei Anna. – Disse o Jimmy.
– Bom – Se acalmou John – Eu acho que meu sonho estava falando sério e...
– Ótimo, John, o nome vai ser Beatles então. – Disse Paul.
– Então semana que vem vamos ser apresentados como “The Beatles”!
– Viva! Meu namorado é um Beatle! – gritei eu.
*cof cof* tossiu Jimmy.
– AH Jimmy, você não deve estar entendendo nada não é mesmo?
– Eu não... Na verdade eu não estou entendendo é mais nada nesses ultimos dias... Zepelins de chumbo com 2 “p”, beetles com A, meu namorado é um Beatle? Que droga é essa?
– O Jimmy, venha vou te explicar tudo pequeno amigo... Só não posso falar muito a respeito dos zepelins com 2 “p”.
***
Então passou uma semana... E finalmente iam começar as apresentações no grande Cavern Club! Mas infelizmente nessa mesma semana que passara, Stuart, o baixista da banda, faleceu com um derrame cerebral... E Paul teve que virar o baixista, foi uma dor terrível a perda de Stu, principalmente para John... Agora era só John, Paul, George, Pete Best... E eu.
***
“Senhoras e senhores, com vocês... THE BEATLES”


Well I'm the sheik of Araby,
your love belongs to me.
Well at night where you're asleep,
into your tent I'll creep.
The stars that shine above
will light our way to love.
You rule this world with me,
I'm the sheik of Araby.
Well I'm the sheik of Araby,
your love belongs to me.
Oh at night where you're asleep,
into your tent I'll creep.
The sun that shines above
will light our way to love.
You rule this world with me,
I'm the sheik of Araby.
Well I'm the sheik of Araby,
well I'm the sheik of Araby, yeah.

PLEASE PLEASE ME, cap 3

Capítulo 3 - AFINAL, OQUE É UMA VIAGEM NO TEMPO?
Alice

Fui até uma biblioteca, afinal, já estava ficando preocupada, mais cedo ou mais tarde eu ia ter que voltar pra minha época, peguei então um livro que falava sobre viagens no tempo. Estava chegando na casa do Paul, e ouvia as risadas dele do lado de fora, entrei e fui direto ao quarto dele ver porque ele ria tanto. Quando cheguei ele estava com um amigo, então Paul disse:
– Olá Anna! Esse é meu amigo George!
– Olá George.
– Olá Anna, você é namorada do Paul?
E Paul disse:
– Não, não, George, ela é uma hospede daqui de casa... Uma irmã de consideração...
– Ah! Porque nunca me falou dela?
– Porque não nos falávamos a semana há há. Enfim, Anna, vou pedir para os meninos da banda, deixarem George entrar também, você precisa ouvi-lo tocar, é o maior guitarrista que já escutei!
– Duvido que ele toque melhor que você Paulie.
– Paulie?
– É um apelido que Anna deu para mim George.
– Ah sim... Mas e aí Anninha, vai querer que eu toque para provar que sou melhor que o Paaaaaaulie, ou quer continuar enganada? hehe
– Ora ora, então vamos lá George, toque para mim ver. Ou melhor, ouvir.
Paul estava certo, o garoto tinha talento... George era mais novo que Paul, depois de um tempo decidi deixar os dois amigos a sós e eu fui para meu quarto ler meu livro... E nele dizia:
“Há mais de séculos pesquisadores querem descobrir se é possível voltar no tempo.”
Logo eu pensei: Bom, não precisam mais pesquisar, porque eu já tenho a resposta há há.
Aquele que conseguir viajar no tempo, para o futuro ou para o passado, conseguirá voltar para sua época certa pelo mesmo local que veio, mas atenção, não importa se você vá para frente ou para trás, você não pode deixar ninguém que você conheça da sua época te ver... Se não, você pode até mesmo deixar de existir.”
Nossa! Espero que nenhum parente meu já tenha morado por aqui ou coisa do tipo... Se não estarei frita! Pensei eu.
Era hora do jantar, Paul, George e eu fomos comer na casa de John esta noite, e o resto da banda também estava lá, nesse momento a formação era de John, Paul, Stuart e Pete Best, esta noite iriamos ver se George iria entrar na banda. Depois que comemos George tocou para eles, e foi aceito na banda.
Uma semana depois, eu estava preocupada de mais, precisava voltar... Mas mesmo com preocupação eu acompanhava todos os ensaios da banda, e pensei comigo mesma que talvez até fosse bom se eu ficasse por lá... Mas isso poderia modificar a história deles, e eu não posso fazer isso. Estava na varanda de manhã, vendo meu celular que havia ficado no meu bolso na noite que viajei no tempo, ele era inútil naquele momento, só dava para ouvir as musicas ver as fotos, mas não podia fazer isso em público. Então um carteiro muito apressado passou na frente da casa e sem querer caiu da bicicleta, fui ajuda-lo, e perguntei:
– Você está bem?
– Sim, agora estou.
– Qual seu nome?
– James Patrick Page, mas as pessoas por aqui me chamam de Jimmy... E você? Como se chama?
– Anna Richards.
– Bom Anna obrigado pela ajuda... Sabe eu estava indo pegar meu violão, ele está consertando e...
– Nossa você também toca? E você é daqui de Liverpool também?
– Na verdade sou de Londres, sim eu toco.
– Ah eu também sou de Londres. Meu irmão tem uma banda... Porque você não tenta entrar nela e...
– Ah desculpe Anna, mas já tenho uma banda.
– Ah. E qual o nome dela?
– The Yardbirds.
Foi aí que lembrei do meu primo rockeiro, ele gostava muito de uma banda chamada led zeppelin, e ele uma vez me contou a história dessa banda, que antes ela se chamava Yardbirds... Aí me lembrei do nome Jimmy Page, então logo disse:
– Jimmy, posso te dar um conselho?
– Mas é claro.
– Comece a pensar mais sobre zepelins.
– Zepelins? Aqueles dirigíveis grandes que...
– Isso mesmo... Mas pense em um bem grande! E de chumbo ainda!
– Chumbo?
– É! E com dois “P”.
– Com dois “p”? Como assim?
– É! Tipo um Zeppelin de Led.
– Zeppelin de Led?
– Olha você vai entender tudo depois... Mas Siga meu conselho.
– Bom... Se você diz... Ah, agora vou ir buscar meu violão, a gente se vê Anna.
– Até mais Jimmy.
Logo depois que Jimmy saiu, John se aproximou, e trazendo flores, ele chegou perto de mim e disse muito tímido:
– Anna, você quer namorar comigo?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Silly Girl, Capítulo 3


                                             Capítulo 3 A Hard Day’s Night

Dentro do carro, Martha e John disputaram o volante por mais de 5 minutos.

– Eu dirijo. - Disse John em um tom mandão.

– Eu que dirijo, o carro é meu. - Disse Martha em um tom arrogante.

– Martha dirige bêbada e dirige melhor que você no seu dia mais sóbrio, John - Disse George.

– Ok, Joj, você venceu.

Martha pegou as chaves da mão de John e passou para o banco do motorista, Paul tinha levado todas as minhas malas para o carro, achei gentil da parte dele. Passei a maior parte do caminho conversando com Paul, enquanto Ringo conversava animadamente com George e John ria dos dois.

Chegamos rapidamente na casa de Martha, ela dirigia rapidamente. Martha abriu a porta e Paul entrou com minhas malas, seguido de nós quatro.

– Lucy, quero falar com você a sós. - disse Martha com a voz vindo da cozinha.

– Lá vem coisa. - disse John rindo.

Fui até a cozinha com um pouco de receio, mas fiquei aliviada quando vi que Martha ria.

– Lucy, você nunca ouviu falar em The Beatles? Certo que eles não são tão famosos, mas eles já são reconhecidos aqui no Reino Unido.

– Nunca ouvi falar não, Martha. É uma banda? - perguntei confusa.

– Sim, hoje eles vão tocar no Cavern Club, mas antes disso vão passar a tarde toda aqui. Espero que você não se incomode. - Disse Martha ainda rindo.

– Óbvio que não me incomodo. - Não sei porque, mas enquanto dizia isso meus pensamentos voaram em direção a Paul, que garoto adorável.

– E você vai junto com a gente pro Cavern. - Disse Martha com tom de autoridade.

– Mas eu tenho só 16...

– Eu dou um jeito nisso.

Já eram 13:00 da tarde, fomos almoçar em um restaurante ali perto, almoçamos e conversamos bastante.

– Lucy, você trouxe roupas apropriadas pra festas e outras ocasiões? - Perguntou Martha a certo ponto da conversa.

– Não. - Respondi envergonhada.

– Então, meninos, chega de conversa, vamos todos comprar roupas! - Disse Martha entusiasmada.

– Mas eu não tenho dinheiro.

– Lucy, eu sempre tenho dinheiro, esqueceu?

– Esqueci.

Tinha esquecido mesmo, Martha era herdeira de uma grande quantidade de dinheiro deixada por seu tio solteiro.

Paul foi o primeiro a se levantar da mesa, seguido de George (que foi para o lado de Martha), Ringo e John.

– Lucy, você tem quantos anos? -Perguntou Paul.

– 16 e você?

– Tenho 20, faço 21 mês que vem. - respondeu Paul com uma expressão confusa.

Depois disso Paul não falou mais nada durante todo o caminho entre uma loja e outra. Passamos quase toda tarde em lojas, até certa hora que Martha resolveu que não precisava comprar mais nada.

– Vamos pra casa, chega de andar. - Disse Martha.

– Ufa, até que enfim. - Dissemos quase que todos juntos.

– Ah, que lindinhos falando juntos. - Riu Martha. - Vamos lá, entrem no carro.

Martha dirigiu mais rápido que pela manhã, como de costume George ocupara o lugar ao seu lado.

– Lucy assim que chegarmos vá para o meu quarto, vamos nos arrumar e eu quero falar com você. - disse Martha

– De novo?

– Aham.

Chegamos exaustos na casa de Martha, os meninos sentaram no grande sofá que Martha amava. Eu, como prometido subi as escadas e entrei no quarto onde Martha estava.

– Pode entrar. - disse ela antes de eu bater.

– O que você quer falar comigo? - perguntei depois de entrar e fechar a porta.

 – O que você fez com o Paul?

– Nada... - respondi confusa.

– Ele não falou nada o dia todo, ele sempre fala muito. Sobre o que vocês falaram? - perguntou Martha espelhando a minha expressão de confusão.

– Ele perguntou minha idade e eu respondi, só isso, garota maluca. - respondi rindo.

– Ah, acho que já sei o que está acontecendo, garota maluca.- respondeu Martha rindo também.

– Vamos nos arrumar, então!

Martha colocou um lindo vestido e arrumou seu cabelo loiro impecavelmente, e eu, bem, eu fiz o que pude mais o que Martha conseguiu.

Descemos a escada em encontro aos rapazes que conversavam na sala.

– Uou! - Disseram George e Paul ao mesmo tempo.

– Que lindas! - Disse Ringo.- Mas olha só, magrelo, bochechudo e narigudo assanhados. - riu-se John- Mas enfim, vocês estão lindas mesmo.

– Obrigado! - Falamos juntas.

– Vamos lá! - Disse Martha.

Entramos no carro, mas dessa vez quem dirigia era um motorista.

– Motorista? Vai beber né, Martha? - perguntou John .

– Nunca se sabe, mas pretendo. - Riu Martha.

O motorista dirigiu mais devagar que Martha, mas chegamos rápido mesmo assim.

– Lucy, esse é o Cavern Club! - Disse Martha empolgada.

Me dirigi em direção a entrada enquanto Martha falava com George.

Um homem alto me parou na porta do bar.

– Hey, tem quantos anos, brotinho? - Disse com um tom irônico.

– 19 - menti.

– Não pode ser, deve ter no máximo 16. - Disse o homem alto, em tom de autoridade.

– Ah, eu... - mas antes que eu acabasse Martha chegou e colocou discretamente no bolso da jaqueta do homem, um bolo de notas de 20 libras e disse:

– Ela tem 19, ok?

– Ok, podem entrar.

E nós entramos no clube lotado.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Silly Girl, Capítulo 2

                    Capítulo 2 - Ticket To Ride


Mais uma vez eu durmo sem vontade própria, só pela vontade que minha mãe tinha de mandar em qualquer coisa que eu fizesse.

Já passava das 3 da manhã quando eu lembrei que tinha algo a fazer. Levantei e peguei uma caixa debaixo da cama, caixa esta cheia de cartas que eu trocava secretamente com minha amiga Martha. Secretamente porque minha mãe por algum motivo desconhecido não gostava de cartas. Mas afinal, do que minha mãe gostava?

Havia uma carta fechada, abri e dizia:

'' Querida Lucy, como vai sua vida em Londres? Respondendo a sua pergunta da carta anterior: eu estou muito bem aqui em Liverpool, a única coisa ruim é a saudade da minha melhor amiga. Tenho quatro amigos aqui, mas nenhuma menina, por isso às vezes me sinto sozinha. Mas e você, fez novas amizades?''

Peguei papel de carta e caneta, respondi dizendo que estava com saudades, falei da solidão, tudo com lágrimas nos olhos.

Voltei pra cama lembrando de quando nós duas ríamos chamando uma a outra de garota maluca.

Acordei caindo da cama, tive um sonho estranho em que eu estava no céu com vários diamantes, haviam cores demais no sonho, por isso me assustei e acabei caindo.

**

Uma semana depois

Não aguento mais morar aqui, não aguento mais minha mãe, essa escola de merda, simplesmente cansei. Não tenho amigos aqui, eu gosto de Londres, mas não tenho motivos pra ficar aqui, partirei para Liverpool amanhã cedo.

Preparei um bilhete dizendo: ''Desculpa mãe, mas acho que a vida é mais do que os seus limites, quero uma vida sem barreiras. Espero que um dia você me perdoe, saiba que eu te amo e que voltarei em breve. ''. Não precisei assinar, minha mãe conhecia muito bem a minha caligrafia torta, deixei o bilhete em cima da cômoda. Minhas malas estavam prontas, eram 5:30 da manhã, o trem era às 6:00.

Saí devagar pela porta dos fundos, depois de me certificar que ninguém percebeu minha saída, corri animada pela rua. Cheguei rápido em King's Cross, minha (agora antiga) casa era relativamente perto da estação. Chegando lá avistei Martha me esperando, ela chegara no trem das 5. Corri e a abracei, o trem chegara, nós duas entramos sorrindo. Matei grande parte da saudade ali mesmo, naquele vagão de trem rumo a Liverpool.

Acordei com a luz do Sol em minhas pálpebras, Martha já estava acordada, tirando as malas para o desembarque.

– Já chegamos? - Disse sonolenta.

– Sim, chegamos! - disse Martha com um sorriso que eu retribuí.

Descemos do trem e lá estavam os quatro amigos de Martha nos recepcionando.

Minha primeira reação foi pensar: caralho, que gente bonita, aposto que vão me odiar.

Martha nos apresentou, seus nomes eram: Paul, John, Ringo (que na verdade se chamava Richard) e George.

– Olá Paul, Ringo, George e John! Como vão vocês? -perguntei com a voz mais amigável que pude.

– Olá! - Paul disse sorrindo e me abraçando de um modo desajeitado, notei que ele cheirava bem.

Os outros murmuraram um ''Olá'' meio desanimado. Notei que George estava abraçando Martha pela terceira vez. Seria um casal?

Entramos no carro de Martha rumo a sua casa, pelo que entendi os quatro formavam uma banda e uma festa estava sendo organizada para aquela noite.

PLEASE PLEASE ME, cap 2

Capítulo 2 - ISSO NÃO FAZ SENTIDO
Alice

Bom, Paul e eu fomos até a pracinha lá de perto. Não poderia dizer para ele que vim do futuro, ele ia me achar doida, então contei a ele que era órfã, e ele disse que os pais dele me deixariam ir passar a noite lá e tal. Bom, chegando a casa de Paul, notei que ele tinha um violão, pedi pra ele tocar pra mim, ele começou a tocar umas músicas muito bonitas. Era hora do jantar, e os pais de Paul começaram a dizer:
– Anna, você não acha que Paul toca muito bem?
E eu disse:
– Claro! Deveria ser músico profissional!
Paul começou a ficar vermelho, e os pais dele continuaram:
– Bom no dia 6, vai ter uma apresentação de uma bandinha da região no parque, e ele vai ver se consegue entrar nesta banda.
– Espero que ele consiga, é um grande músico!
Os dias foram passando... E eu virei hospede na casa do Paul. Dia 6 finalmente chegou dia 6 de Julho de 1957... Chegamos lá, e tais de “Quarrymen” estavam tocando, só sei que o vocalista daquilo não parava de olhar para mim, ele até que era bonitinho... Paul se interessou pela banda, disse para ele ir conversar com os garotos depois da apresentação... E então lá nós fomos...
– Com licença... Meu nome é Paul McCartney e eu gostaria de entrar para banda de vocês.
– Vejam só garotos! A marica quer entrar para nossa banda – disse o vocalista. Então me intrometi:
– Vocês deviam vê-lo tocar, ele tem muito talento.
– Só porque você, doce garotinha, pediu com educação, deixaremos o Sr Marica tocar... Ah, por acaso, meu nome é John Lennon, mas para você linda, é só John.
Paul pegou o violão, e simplesmente humilhou eles... John e seus amigos chegaram a conclusão que aceitariam Paul na banda. John então disse:
– Ok! A marica venceu... Está na nossa banda, e qual o nome de você doçura?
– Meu nome é Anna, e meu sobrenome não te interessa até você parar de chamar meu “irmão” Paul de marica.
– Ah me desculpe, não sabia que te ofendia... Tudo bem, Paul está na banda.
Paul começou a conversar com os outros membros e eu fui até o final da sala... E notei que a cortina de lá era muito parecida com aquela da qual Lucy estragou na casa da minha vó, era com desenhos de diamantes no céu.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PLEASE PLEASE ME


Capítulo 1 - UM FIM DE SEMANA PERDIDO
Alice

Ótimo, mais um dia chuvoso e eu sendo obrigada a ir para casa da minha avó naquele fim de mundo chamado Liverpool. Minha mãe diz que eu tenho que sair um pouco de Londres... Que ando respondendo ela muito mal... E que eu indo para casa da minha avó, ia me ajudar nas boas maneiras.
– Pelo amor de Deus mãe! Está uma chuva que por Deus, e você me levando pra essa droga de Liverpool – disse gritando.
– Anna cale a boca! Eu mando aqui, você precisa de um castigo, e olha que estou sendo muito boazinha de deixar você ir à casa da sua avó! – disse minha mãe.
Dali algum tempo, finalmente chegamos a Liverpool, e fiquei na casa da minha avó... Fui ligar aquele computador podre ‘’Windows 2000 Professional’’ com Internet discada ainda por cima, uma travação que por Deus!
De repente um barulho muito alto “TUUUM’’! aí minha avó grita:
– Anna! Por favor, minha gata Lucy se pendurou na cortina e a rasgou, você poderia ir ao sótão e pegar uma cortina que está dentro de uma caixa vermelha para mim?
Como aquela porcaria de computador não funcionava, nem adiantava tentar, fui até o sótão. Cheguei lá e a bendita caixa vermelha estava debaixo de umas três outras caixas de papelão, pra piorar meu sábado, todas as caixas caíram. Uma das caixas estava em péssima situação e caiu um monte de revistas e discos velhos de dentro dela, peguei uma revista e li:
“Os quatro garotos de Liverpool... The Beatles!” “Hmm, Esse nome me é familiar... Mas esses garotos até que são bonitinhos... Mas não chegam nem aos pés do meu amado Keith... E além do mais são uns analfabetos, da licença, não é “BEATLES” é “BEETLES” nem parece que são de Liverpool, mal sabem escrever em inglês... Mas afinal, oque eles são? Atores? Músicos? Hmm pelos discos parecem ser alguma banda... Vamos ver... Nossa! Este disco é de 1964! Que velharia, já devem estar mortos e enterrados há esta hora. Ora! Mas oque eu estou fazendo? Preciso pegar logo a maldita cortina.”
Quando estava recolhendo as coisas que caíram, um relógio enorme me chamou atenção... Dava até para entrar nele... Bom, peguei as cortinas e desci a escada... Quando me dei conta já era a hora do Jantar. Logo depois fomos para cama. Estava quase pegando num sono quando ouvi Um grito vindo do sótão, fui correndo pra lá, quando cheguei era só a Lucy, a gatinha, fazendo bagunça, estava chovendo e uma goteira infernal, escorreguei na agua, e sem querer fui parar dentro daquele relógio, bati a cabeça e uma espécie de alavanca, sei lá, e nesse momento adormeci.
Quando acordei abri a porta do relógio, o sótão estava diferente, mais arrumado, com umas roupas bonitas, decidi experimentar uma, e assim desci as escadas, parecia uma espécie de loja de tecidos... Mas era tudo muito diferente... Comecei a perguntar da minha avó para as moças que estavam por lá... E elas diziam que não a conhecia. Sai correndo de lá, passei em frente de uma banca de jornal... E levei um susto e um choque de realidade, em jornal havia escrito “dia 31 de Junho de 1957”!
–MAS QUE DROGA É ESSA? Eu estava no dia 25 de Julho de 2013! Que droga é essa?- gritei.
Saí correndo de lá, e sem querer trombei em um garoto, ele caiu, ajudei-o a levantar e perguntei:
– Por favor, que dia é hoje?
– Dia 31/06/57, por quê? – Disse ele.
– Se eu contasse não acreditaria...
– Pois bem... Antes de tudo qual seu nome?
– Meu nome é Anna, Anna Richards, e o seu?
– Paul McCartney.
– Parece-me familiar...
– Eu ou o meu nome?
– Há Há os dois... Quantos anos você tem?
– 14... E Você?
– Eu tenho 13!
– Hey, que tal irmos até a praça, assim você me conta mais sobre você.
– Beleza...
– Beleza? Há Há.
– Ah é assim que as pessoas falam no meu tempo e...
– Seu tempo?
– Digo... Do lugar de onde eu vim.

Silli Girl - Capítulo 1 - Picadilly Circus


Eu me chamo Lucy, mais precisamente Lucy Lewis, eu tenho 16 anos. Bem, 16 anos pode ser pouco tempo, mas depende do que eu vivi, na verdade eu já presenciei muita coisa que algumas mulheres de 30 nem sonham em viver. Pode até parecer ou ser exagero, mas é o que eu e a maioria das pessoas que me conhece achamos. Obviamente eu já tive muitas lições na vida, perdi e ganhei, com um peso considerável para o lado da perda. Mas o passado não importa, pelo menos não muito. Estou tentando viver o presente, sem olhar para trás e nem olhando muito para frente. É o presente, é só isso que realmente importa. Mesmo com a solidão que me assola desde que minha melhor (e única) amiga foi morar em Liverpool.

– 11 de maio de 1963

O despertador tocara sonoramente, bem que eu gostaria de ficar na cama confortavelmente, mas não, minha mãe não permitia, ela achava que acordar tarde, mesmo no sábado, prejudicaria meus hábitos, consequentemente minha vida e meu relógio biológico. Mas quer saber? Não me importo com nada disso.Levantei-me e após um banho rápido vesti um de meus vestidos, simples, de algodão, preto com estampa de poá. Desci as escadas vagarosamente para tomar um também rápido, café da manhã.O dia estava ensolarado, um dia absurdamente bonito, um dia típico para ler no parque. Peguei uma velha toalha de piquenique e meu livro favorito de Shakespeare: Muito Barulho Por Nada, e rumei para o parque. Segui em uma lenta e agradável caminhada ao parque. O céu estava maravilhoso, era uma visão agradabilíssima aos olhos, estava com uma coloração da qual eu pensei nunca ter visto, o céu parecia marmelada em sua coloração.

O lado bom de morar é Londres é que sempre se tem onde ir, sozinho (o meu caso, há um tempo) ou acompanhado. Depois de 1 hora lendo no parque resolvi ir para Picadilly Circus, ver como estava lá, faziam mais de duas semanas que eu não sequer passava por lá. Pulei no primeiro bonde que vi, mais uma das coisas boas de se morar em Londres, o transporte público é muito eficiente.Saltei em Picadilly Circus, mas o fog já estava bem denso, ou seja, hora de voltar pra casa. Passei 30 minutos lá, mas tudo que é bom passa rápido.

– Que saco! -murmurei pra mim mesma.

Levantei-me e pulei no segundo bonde do dia,cheguei em casa irritada, minha mãe me xingou, mandei ela ir a merda, fiquei de castigo, que ótimo. Um dia que era pra ser calmo virou uma bosta, muito bom isso.

Pelo menos foi mais um dia que passou...

Apresentação

Olá pessoa que está lendo esse post desse blog. Seja bem vindo, primeiramente. Este blog foi criado após o Nyah! ter proibido a postagem de fanfictions na categoria bandas.
Eu e Alice somos beatlemaníacas e vamos postar nossas fics aqui, principalmente de Beatles, mas a Alice faz fics de outras bandas também.
Enfim, espero que vocês curtam, sigam e comentem!