sábado, 30 de março de 2013

Apples, peaches, bananas and pears. - cap. 6: Asher's POV


Olá de novo pessoal, então, vocês já sabem oque acabou de acontecer lá na escola, aquele maldito, aquele monstro aquele... Aquele... Eu nem sei como posso chama-lo. Vocês nem imaginam o ódio profundo que eu estou sentindo daquele garoto, quem ele pensa que é magoando assim a Alys, eu prometo a mim mesmo que eu nunca vou deixar ninguém nunca mais fazer isso com ela, NUNCA, ela não merece isso, ela é uma garota tão perfeita cara, não sei como ela pode ter sido rejeitada daquele jeito... Ok, eu acho que você já notou que eu tenho uma queda pela Alys, eu sempre gostei dela na verdade, mais que uma amiga, mas acho que ela nunca vai gostar de mim desse jeito... Mas eu sempre estarei ao lado dela, eu nunca vou deixar que nada de mal a aconteça. Eu amo ela. Amo ela mais que a minha própria irmã. Mas então... Vou contar a vocês oque aconteceu depois daquela briga:

Sai correndo atrás da Alys, ela estava desesperada, corri rápido segurei o braço e disse:

- Alys, se controla, aquele garoto não é ninguém, ele é um merda, não merece que você derrame lagrimas por ele.

- Peter, você não entende, você não sabe de nada... Você nunca amou ninguém. – ela disse, eu fiquei completamente mudo olhando pra ela. Ficamos por alguns segundos em silencio, e ela se soltou e saiu correndo para a casa dela, e eu fui atrás dela, eu sei que por mais que ela não quisesse companhia, eu tinha de estar lá para ajuda-la.

Ela entrou em casa e eu estava atrás, logo que ela chegou estava correndo para o seu quarto, mas sua mãe gritou:

- Alys, por que você chegou tão cedo?

Alys não disse nada, estava chorando muito, apenas balançou a cabeça negativamente, a mãe dela sabia que havia algo de errado, então decidiu não discutir, ela apenas disse:

- Bom, só não se esqueça de que amanhã é aniversario do seu tio avo que mora nos Estados Unidos, ele vai fazer 65 anos, mande uma carta para ele e...

Antes que a mãe dela terminasse de falar ela saiu correndo, eu fui atrás dela, entrei no quarto ela estava deitada na cama chorando, sentei do lado dela e disse:

- Alys não fica assim, por favor. – passava a mão nos cabelos dela. Ela não para de chorar, então eu disse:

- Alys, quer que eu escreva a carta para o seu tio?  - ela não me respondeu, levantei sentei na escrivaninha e escrevi:


“Parabéns, pelo seu 65° aniversário!”

Com amor, Alys...


- Pronto Alys... Agora só falta enviar. – ela ainda estava chorando, deitei do lado dela, e a abracei por trás, acho que ela nem notava que eu estava lá, mas mesmo assim foi uma das melhores coisas que já fiz na minha vida, abraça-la.

Fiquei lá com ela por mais de 2 horas, ela já estava mais calma, eu falei:

- Alys agora eu tenho que ir, até logo...

- Peter, por favor, peça o endereço do meu tio com a minha mãe e coloca a carta no correio para mim? Por favor. – ela disse.

- Ah, claro Alys.

Ela se levantou e me abraçou me deu um beijo na bochecha e disse:

- Você é meu melhor amigo Peter Asher, e sempre será.

Sorri, e desci as escadas, cheguei para a mãe dela e perguntei o endereço, a mãe dela disse, eu anotei, na maior correria, pois já estava atrasado. Sai correndo da casa da Alys e coloquei a carta no correio. E fui caminhando em direção a minha casa.

Quando estava quase chegando avistei a Carol sentada em um banco no ponto de ônibus, me aproximei e disse:

- Oi Carol.

- Ah, Oi Asher. – ela respondeu.

- Que estranho.

- Oque?

- Não vai me chamar de cabeça de cenoura cabelo de ferrugem?

- Ora Peter, você sabe que eu nunca te chamei assim.

- Obrigado hehe.

Ela estava quieta, então eu disse:

- Ei, oque você tem garota?

- É que tem um garoto que é muito afim de mim... E eu também gosto dele.

- Bom, até agora não sei qual o problema dessa situação dona Carolina.

Ela riu e continuou:

- É que eu o acho meio... Digamos, meio que um garoto galinha.

- Um garoto galinha? Nossa! Ele tem penas?

Ela riu de novo e falou:

- Peter você entendeu. – disse ela sorrindo.

- Ah Carol, você podia pelo menos tentar, se ele gosta mesmo de você, poxa melhor você sair com ele... Aí poupa o sofrimento dos dois.

- Esse é o problema, será que ele me ama mesmo ao ponto de estar sofrendo na minha ausência?

- Você mesma pode ver isso... Observe-o.

- Hm.

- Eu se fosse você já estaria com ele há muito tempo. Posso fazer uma pergunta?

- Pode.

- Quem é esse garoto?

- O Keith.

- Ah, você deve ser uma pessoa muito especial para ter conseguido conquistar o coração de Keith Moon.

Ela riu então eu falei:

- Carol agora eu tenho que ir, tchau, boa sorte com o Keith.

- Ah Peter!

- Oque?

- Obrigada.

- De nada. – sorri.

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